Deus ativista dos Direitos Humanos
Como a palavra Deus é usada para o melhor e para o pior, importa restituir-lhe a sua luz. FREI BENTO DOMINGUES O.P. – 18/05/2014 – 00:01 1. Roubei este título a uma obra de Boaventura de Sousa Santos – Se Deus fosse um activista dos Direitos Humanos – (Almedina, 2013). Como, porém, Deus é a palavra dos usos mais sublimes e mais perversos, antes de me deter nessa obra notável, respondo à minha pergunta, ao modo dos escolásticos, dizendo: distingo!
A Igreja segundo o Papa Francisco
O Papa Francisco é o primeiro dos Sumos Pontífices pós-conciliares que não teve participação nos trabalhos conciliares e a sua formação teológica inicial, passe a expressão, decorreu no momento de viragem dos estudos teológicos. É óbvio que a sua atividade apostólica e pastoral, tão intensa e diversificada, não se entende sem um contacto contínuo com o avanço teológico, que não de mera abordagem superficial.
Canonizações e seus perigos
Anselmo Borges No passado domingo, Roma concentrou mais de um milhão de pessoas, vindas de todo o mundo para a canonização dos papas João XXIII e João Paulo II, duas figuras que marcaram de modo decisivo a Igreja católica e o mundo no século XX, como tentarei mostrar no próximo sábado. Hoje, quereria tão-só reflectir sobre os perigos das canonizações.
A surdez humana e a voz infinita de Deus
Domingo, 20 de abril de 2014 Entrevista especial com Andrés Torres Queiruga “Este é o único ‘mandamento’: que amemos os outros, lutando contra o mal, ou seja, sobretudo contra a opressão do órfão e da viúva, contra a fome e contra toda marginalização ou injustiça”, assinala o teólogo.
Sábado Santo – Jesus desceu aos infernos
Se há um assunto sobre o qual quase nenhum padre e bispo se atreve a pregar, é o artigo do Credo que diz: ” … desceu à mansão dos mortos”. Será que essa verdade do nosso CREDO passou de moda, ou é misteriosa demais? Mesmo nos cursos de Teologia lhe é dada pouca importância… Abaixo, dois pequenos artigos sobre o assunto – João Tavares
O caminho para casa: habitar o humano
A árvore da vida/4 – A perda da inocência é o início do tempo da ética por Luigino Bruni “O jasmim das traseiras de minha casa ficou completamente destruído com as chuvas e tempestades dos últimos dias; as suas florzinhas brancas flutuam em poças negras e lamacentas e sobre o telhado baixo da garagem. No entanto, algures dentro de mim, o jasmim continua a florir imperturbável, com tanta profusão e delicadeza como sempre floriu”. (Etty Hillesum)
De igual para igual: é assim desde o princípio
A árvore da vida/3 – E Deus viu: não é bom que o Adam esteja sozinho “A morte, quando chegar, terá os teus olhos” (Cesare Pavese) “Não é bom que Adam esteja sozinho”. A criação fica completa quando aquela ‘coisa muito bela e muito boa’ – o Adam – se manifesta como realidade plural, quando se torna pessoa. É apaixonante e riquíssimo o ritmo do segundo capítulo do Génesis, desde Adam (o ser humano) até ao homem e mulher.
Olhares em tempo de exílio
A árvore da vida/2 – As “imprudências” que nos salvam de Caim «Confrontei as suas antigas palavras e as minhas velhas perguntas com os acontecimentos da história, da cultura, da tradição. Isto é, usei a minha fé hebraico-cristã como chave de leitura; e mais convencido fiquei de que ela é hoje a única chave possível.» (Sergio Quinzio) No princípio não era Caim. Era algo de bom e belo que no sexto dia, com o Adam, se tornou muito bom e belo (Gén. 1,31). Era a bênção que pairava sobre o mundo criado. O início, o bereshit, o princípio da terra, dos seres vivos e dos humanos é bondade e beleza; mostra qual é a vocação mais profunda e verdadeira da terra, dos seres vivos, do homem e da mulher.
AFINAL JESUS TAMBÉM TINHA DISCÍPULAS
1. João Paulo II, ao marcar os limites inultrapassáveis do papel das mulheres na Igreja, deixou uma herança pesada ao Papa Francisco. Não se atreveu a enunciar qualquer dogma, mas tentou barrar definitivamente o acesso das mulheres aos ministérios ordenados, ao sacramento da Ordem.
Pela ordenação sacerdotal de mulheres
Abílio Louro de Carvalho ” Provas históricas mostram que, na da Igreja católica do oriente, as mulheres serviram como diaconisas até ao século IX. Ora bem, se as tornaram diaconisas pela ordenação sacramental, idêntica à dos diáconos homens, então é porque, efetivamente, receberam ordens para o exercício do ministério, o que implica que também podem hoje aceder ao sacerdócio.”