Golpe: o que Bolsonaro quer e o que devemos fazer

OUTRASPALAVRAS  | DIREITA ASSANHADA   Por Jean Marc von der Weid – 19/07/2022 Ele fará de tudo para criar caos social e suspender eleições. E contará com Arthur Lira para ratificar o estado de exceção. É crucial que a sociedade crie consenso de defesa da democracia e se manifeste – mas sabendo agir para evitar as provocações.

CARTA ABERTA DA 15ª ROMARIA DA TERRA E DA ÁGUA AO POVO DO PIAUÍ

  CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL CNBB – REGIONAL NORDESTE IV Teresina – Piauí – Brasil – Fone/Fax (86) 3223.3079 Reafirmamos com o salmista a certeza de que a terra doada por Deus a seus   filhos e filhas precisa ser cuidada para a garantia integral da vida, como defende o Papa  Francisco: “nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direito, nenhuma pessoa sem dignidade que provém do trabalho.”

Em reunião com embaixadores, Bolsonaro questiona urnas e TSE

POLÍTICABRASIL Bruno Lupion –  18 julho 2022 | Foto: DAQUI Presidente reuniu diplomatas estrangeiros no Palácio da Alvorada para repetir teorias fantasiosas sobre sistema de votação, atacar ministros do Judiciário e exaltar suposto papel das Forças Armadas no processo eleitoral.

Oposição a Francisco: sua origem está na rejeição do Vaticano II. Artigo de Massimo Faggioli

  Massimo Faggioli – Foto: Vatican News – 18 Julho 2022 −”A recepção de um Concílio leva muito tempo, pelo menos um século, para acontecer. Isso é verdade se olharmos, por exemplo, para a história da recepção do Concílio de Trento. Só três séculos depois, em meados do século XX, quando foi possível fazer um relato daquela virada teológica e eclesial que foi Trento”. −“A interrupção da recepção do Vaticano II tornou-se uma crise de comunhão eclesial durante o pontificado de Francisco, quando Bento XVI anunciou sua renúncia”. –“A eleição de Francisco em 13 de março de 2013, sem dúvida, mudou o panorama da Igreja e especialmente do debate sobre o Vaticano II. Desde as primeiras semanas e meses de seu pontificado, o papa argentino mostrou uma recepção plena e inequívoca do Vaticano II”. −”O jesuíta argentino Bergoglio percebe o Vaticano II como um assunto que não deve ser reinterpretado ou restringido, mas implementado e ampliado (em algumas questões mais do que em outras)”.   −”Testemunhamos atitudes rebeldes sem precedentes – às vezes vindas de membros do clero – à legitimidade do bispo de Roma que são claramente incompatíveis com o sensus ecclesiae” O artigo é de Massimo Faggioli, publicado por Good Voice News e reproduzido por Religión Digital, 17-07-2022.

Onda de calor extremo já provocou mil mortes na Europa

SOCIEDADEEUROPA ] Deutsche Welle -18 julho 2022 Temperaturas acima dos 40°C têm provocado mortes entre idosos de Portugal e Espanha. França e Reino Unido se preparam para pico de calor nesta segunda. Temperatura pode passar dos 40°C pela primeira vez na Inglaterra

As reformas do Papa Francisco para a governança da Igreja diferem de quaisquer outras. Artigo de Thomas Reese

  Thomas Reese – 16 Julho 2022 Foto: Francisco fala durante o tradicional encontro de Natal com a Cúria romana na Sala Clementina, em 22 de Dezembro de 2016 /  AP /Gregorio Borgia, Pool) . “A Cúria agora é uma equipe, um staff, não parte da cadeia de comando. É mais como um serviço público do que uma elite governante. Isso é revolucionário. Isso afasta o papado de seu modelo monárquico, no qual o papa é rei com cardeais e bispos como príncipes e nobres, para um modelo colegial apresentado pelo Concílio Vaticano II.  Francisco quer aumentar o potencial das conferências episcopais, não diminuí-las, como fizeram João Paulo II e Bento XVI”, . escreve o jesuíta estadunidense Thomas Reese, jornalista, em artigo publicado por Religion News Service, 15-07-2022. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Na sua Mensagem ao Povo de Deus depois da Assembleia Extraordinária Celam pede fim do clericalismo e qualquer forma de abuso

     Paola Calderón Gómez | 15.07.2022Foto de grupo dos participantes da Assembleia Extraordinária – (Todas as fotos: Religión Digital) “É tempo de sair, de caminhar juntos, de martírio e profecia, para servir a cultura do encontro”.  É o que afirma a Mensagem ao Povo de Deus dirigida pela Assembleia Extraordinária do Celam, após se reunir de 11 a 14 de julho em Bogotá, documento com o qual a organização ratifica seu compromisso de anunciar o Evangelho com ousadia e criatividade.

Uma nova Constituição para a Igreja

Foto: João XXIII e Francisco:  Concílio Vaticano II e sua retomada /ACI Digital Anselmo Borges – 16 julho 2022 Apesar de todos os recuos posteriores, a Constituição da Igreja resultante do Concílio dissociou-se, como escreveu o teólogo Hans Küng, da concepção da Igreja como “uma espécie de império romano sobrenatural, que se tinha mantido desde o século XI”, e o Concílio inaugurou “uma era nova” na história da Igreja Católica.

“Nós só queremos salvar a nós mesmos. A Terra não nos importa”

 Maurizio Maggiani – 16 Julho 2022  | Foto:  DAQUI  É preciso consertar a humanidade para salvá-la, consertar aquilo que desfizemos da humanidade, e somente assim poderemos consertar a parte da Terra que desfizemos, a parte que nos deu vida e que ainda pode nos manter com vida. O comentário é do escritor e jornalista italiano Maurizio Maggiani, publicado em La Stampa, 13-07-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

‘Gaudium vitae’: A nova encíclica do Papa Francisco?

Abordaria questões sobre bioética, muitas delas pendentes e até engessadas, sobretudo desde a contestada “Humanae Vitae” do indeciso Paulo VI, na época rejeitada por episcopados inteiros.    José Lorenzo – | 15 julho 2022Foto: Francisco / (todas as fotos: Religión Digital) Em artigo publicado em La Civiltà Cattolica, o jesuíta Jorge José Ferrer se pergunta: “São João Paulo II nos deixou, há mais de 25 anos, a Evangelium Vitae. O Papa Francisco nos legará uma nova encíclica ou exortação apostólica sobre bioética, que poderia talvez ser intitulado Gaudium vitae?” “A abordagem de temas novos e ainda debatidos é essencial se quisermos avançar na teologia, particularmente a bioética teológica, que deve estar sempre em diálogo com as realidades cambiantes da vida humana.  A questio disputata (questão discutida – NdR) não pretende substituir o magistério autêntico, mas abrir novos horizontes, sempre sujeitos ao juízo final dos párocos, em particular do magistério do Romano Pontífice”, assinala o autor.