Eis o hambúrguer vegetal que vai salvar o mundo
Marco Magrini – 17/11/2016 Procuram-se soluções alternativas para o impacto ambiental da criação de animais. Empresas como Impossible Foods, Beyond Meat, Memphis Meats estão aperfeiçoando a carne vegetal ou cultivada in vitro. Carne “falsa”, mas que tem gosto de carne. Os estabelecimentos de criação do mundo todo produzem 14,5% das emissões de gases de efeito estufa: mais do que a soma das emissões dos carros, trens, aviões e navios juntos (13%). Segundo a FAO isso representa 5% do dióxido de carbono produzido pela civilização humana, 53% do protóxido de azoto e 44% do metano, dois gases de efeito estufa muito mais potentes que o CO2.
O Fidel Castro que eu conheci
Ignacio Ramonet – 26/11/2016 Fidel está morto, mas é imortal. Poucos homens conheceram a glória de entrar ainda vivos na história e na lenda. Fidel Castro, que acaba de morrer com a idade de 90, é um deles. Ele era o último “monstro sagrado” da política internacional. Ele pertencia a essa geração de insurgentes míticos – Nelson Mandela, Ho Chi Minh, Patrice Lumumba, Amílcar Cabral, Che Guevara, Carlos Marighella, Camilo Torres, Mehdi Ben Barka – que, em busca de um ideal de justiça, se lançaram, após a segunda guerra mundial, na ação política com a ambição e a esperança de mudar um mundo de desigualdades e discriminações marcado pelo início da guerra fria entre a União Soviética e os Estados Unidos .
A morte de Fidel Castro como expressão de notórias contradições
Abílio Louro de Carvalho – 26/11/2016 Morreu, a 25 de novembro, o homem que lutou contra a ditadura de Fulgencio Batista e fez a revolução cubana.E o mundo reagiu de modos muito diversos: desde o politicamente correto, que passa pelo luto de 9 dias decretado pelo Governo de Cuba e pela expressão de condolências por parte dos chefes de Estado e de Governo ou de seus responsáveis pela diplomacia, às manifestações mais diversas de crítica, elogio, lamento e festejo.
Questionamentos após Medellin (III) : o sacerdócio.
Eduardo Hoornaert – Julho de 2016 A partir da vida vivida e sem praticamente nenhuma teorização, a primitiva imagem do mestre reaparece nas CEBs. É pela experiência que se percebe que a lógica da Comunidade de Base, expressão concreta da opção pelos pobres, não combina com o sacerdócio tal qual é vivido tradicionalmente. Em outras palavras, as comunidades postulam um ‘novo tipo’ de padre.
Questionamentos após Medellin (II): o ritualismo.
Eduardo Hoornaert – 16/07-2016 “Na vida e no funcionamento da Igreja, a religião ocupa mais espaço e tem maior importância do que o evangelho. A religião é um fato cultural, enquanto o evangelho é um apelo à ação. Na cultura ocidental, a religião é mais determinante que o evangelho, que teria que ser a força de contestação e transformação da cultura do Ocidente, sobrecarregada de desigualdades, injustiças e violências.”
Questionamentos após Medellin (I): a Pobreza.
Eduardo Hoornaert – 16/07/2016 Em julho publicamos um artigo de Eduardo Hoornaert sobre O nascimento da Igreja Católica Latino-Americana. Damos agora sequência, publicando, em dias consecutivos, outros três artigos em que o autor subdivide o Tema. Sob o título: Questionamentos após Medellin. Hoje, o 1º: a pobreza. Logo em seguida, virão: Questionamentos após Medellin: o ritualismo; Questionamentos após Medellin: o sacerdócio”.
Trump e a miopia dos bispos dos EUA
Massimo Faggioli – 22 de Novembro de 2016 Foto: Daniel DiNardo, presidente eleito, e Joseph Kurtz, ex-presidente do colégio dos bispos católicos dos Estados Unidos. “Muitos bispos esperaram por muito tempo uma vitória Trump temendo, não sem alguma razão, uma radicalização das políticas abortistas de Clinton (uma radicalização que revelou a miopia política de Clinton e é um dos elementos da derrota), e não considerando que, durante os governos republicanos, ideologicamente pró-vida, o número de abortos aumenta, por causa dos cortes nos programas sociais.”
Marxistas, comunistas, anarquistas: uma reflexão após a vitória de Trump nas eleições americanas.
Eduardo Hoornaert – 14/11/2016. 1. Agora que Trump ganhou as eleições para presidente dos Estados Unidos, o quadro das referências políticas fica mais baralhado que nunca. Isso ficou claro na semana passada, quando dois ícones do pensamento da esquerda mundial, o americano Noam Chomsky e o esloveno Slavoj Zizek (FOTO), divergiram em sua avaliação do significado político dessa eleição. O primeiro declarou que, qualquer que seja o resultado das urnas, Trump é ‘um perigo’. O segundo, pelo contrário, perguntado por quem votaria se fosse americano, respondeu sem pestanejar: ‘por Trump’.
“A crise dos refugiados é uma crise moral dos países ricos”
Milly Lacombe – 14/11/2016 Estados Unidos e Europa anunciam a construção de muros e a instalação de cercas elétricas para impedir a entrada de refugiados. Políticos de extrema direita, como Trump, Bolsonaro, Temer, Doria, Alckmin – apenas para regionalizar a tragédia e contextualizar nossa realidade – dizem que alguns dos maiores culpados pelo atual estado de miséria econômica, especialmente pela sua miséria, são justamente os migrantes.
O golpe que não houve
Artigo para discussão: afinal, houve ou não houve golpe no Brasil, em 2016? (NdR) Giuseppe Cocco – 15/11/ 2016 “Não houve golpe de Estado no Brasil, de nenhuma espécie, nem mesmo parlamentar. Por um lado, o Impeachment é não somente previsto pela Constituição Democrática (de 1988), como já foi utilizado com o apoio entusiasta do PT [2], contra Fernando Collor de Mello (eleito em 1989 e destituído em 1992). Por outro lado, todo o processo se realizou segundo as regras e sob a supervisão dos juízes do Supremo Tribunal Federal (a Corte Suprema Brasileira) onde oito dos onze membros foram nomeados por Lula ou Dilma.”