Putin, o maior inimigo dos europeus

Os europeus andam tão absorvidos com Trump que se esquecem de Putin. O erro pode ser fatal. 2017 é ano de eleições em França, Alemanha e Holanda. E, nestes tabuleiros, o Kremlin colocou as suas peças  Alexandre Homem Cristo – 6/2/2017 Que ninguém se iluda: uma vitória eleitoral de Le Pen ou uma derrota de Merkel seriam fatais para a União Europeia. E depois de confirmada a influência do Kremlin na campanha presidencial americana, em benefício de Trump, subestimar o perigo da interferência de Putin nas eleições europeias deste ano seria demasiado imprudente.

A aliança entre Trump e os cardeais conservadores contra o Papa Francisco

Giornalettismo, 07-02-2017.   Donald Trump contra o Papa Francisco. Poderia ser o elo que une a história dos próximos anos, com o pontífice como firme defensor da solidariedade, da acolhida e da tolerância, e o presidente dos Estados Unidos, o tradicional líder do Ocidente liberal, praticando valores distantes, senão até opostos. A nota é do sítio Giornalettismo, 07-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Governo francês suspeita que Rússia quer ajudar a eleger Le Pen

O ministério da Defesa de França estará preocupado com a intervenção de piratas informáticos russos nas eleições presidenciais de Abril, avança jornal que divide as suas páginas entre a sátira e a investigação. Público -Redação -9/02/2017 Foto: Secretas francesas temem que as redes sociais sejam inundadas de mensagens de apoio à candidata da extrema-direitaLUSA/ARNOLD JEROCKI Os planos de Moscovo (que os serviços secretos norte-americanos suspeitam que interferiu nas eleições presidenciais dos Estados Unidos) passam por apoiar a candidatura de Le Pen “nas redes sociais com robôs que vão gerar milhares de mensagens positivas” sobre a candidata da extrema-direita francesa. Outra possibilidade é a de “revelarem dados e emails confidenciais dos seus adversários”.

Uma trilogia para repensar os consensos que paralisam a esquerda.

 Entrevista especial com Jean Tible Patricia Fachin | 26 Janeiro 2017  Num momento em que a esquerda se depara com mais uma crise interna, autores como Antonio Negri e Michael Hardt são referência para muitos grupos, porque “não se omitem em tratar de várias questões polêmicas e fundamentais para repensar a esquerda”, diz Jean Tible, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo – USP, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Para Tible, a trilogia de Negri e Hardt, composta pelas obras Império, Multidão e Bem-Estar Comum, é “incontornável para pensar e fazer a esquerda hoje. Não se trata de concordar com as posições que são apresentadas nesses livros, mas eles colocam questões fundamentais e que muitas vezes não estavam colocadas dessa forma”.

Acabou o amor do mercado com a equipe econômica?

 A descrença do empresariado no governo ajuda a alimentar a aguda crise política Emilio Chernavsky – 6 Janeiro 2017 Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil  “O quadro de continuidade da recessão e de manutenção de um horizonte nebuloso assim como a diminuição da crença entre o empresariado e a sociedade em geral na capacidade do governo em ajudar a retomar o crescimento são componentes adicionais a alimentar o ambiente atual de aguda instabilidade política”, escreve Emilio Chernavsky, doutor em economia pela USP e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, em artigo publicado por CartaCapital, 06-01-2017.

Foi assim que El Yunque se infiltrou na Academia de Líderes Católicos do Chile

 A única coisa que nos resta é poder contar o que nos aconteceu e assim evitar que mais jovens sejam vítimas de uma organização que te afasta da tua família, que escolhe os teus amigos e te distorce a fé   Dominique Soriagalvarro Neira, 28/12/2016 Tradução: Orlando Almeida Foto: O símbolo do El Yunque Cooptação de jovens, nichos de poder político e influência midiática Ex-membros da seita revelam os seus mecanismos de filiação e doutrinação

Valores que vencem

  O que os austríacos demonstraram ontem é que ser nacionalista não é ser patriota. Pelo contrário. Rui Tavares – 5/12/2016 Foto: Alexander Van der Bellen vence eleições presidenciais por três pontos percentuais na Áustria – Roland Schlager/AFP “Nos tempos que correm, à distinção clássica entre esquerda e direita não há apenas que acrescentar a segunda distinção essencial entre libertários e autoritários.

  O Fidel Castro que eu conheci

Ignacio Ramonet – 26/11/2016 Fidel está morto, mas é imortal. Poucos homens conheceram a glória de entrar ainda vivos na história e na lenda. Fidel Castro, que acaba de morrer com a idade de 90, é um deles. Ele era o último “monstro sagrado” da política internacional. Ele pertencia a essa geração de insurgentes míticos – Nelson Mandela, Ho Chi Minh, Patrice Lumumba, Amílcar Cabral, Che Guevara, Carlos Marighella, Camilo Torres, Mehdi Ben Barka – que, em busca de um ideal de justiça, se lançaram,  após a segunda guerra mundial, na ação política com a ambição e a esperança de mudar um mundo de desigualdades e discriminações marcado pelo início da guerra fria entre a União Soviética e os Estados Unidos .

A morte de Fidel Castro como expressão de notórias contradições

Abílio Louro de Carvalho – 26/11/2016 Morreu, a 25 de novembro, o homem que lutou contra a ditadura de Fulgencio Batista e fez a revolução cubana.E o mundo reagiu de modos muito diversos: desde o politicamente correto, que passa pelo luto de 9 dias decretado pelo Governo de Cuba e pela expressão de condolências por parte dos chefes de Estado e de Governo ou de seus responsáveis pela diplomacia, às manifestações mais diversas de crítica, elogio, lamento e festejo.

O golpe que não houve

Artigo para discussão: afinal, houve ou não houve golpe no Brasil, em 2016? (NdR) Giuseppe Cocco – 15/11/ 2016 “Não houve golpe de Estado no Brasil, de nenhuma espécie, nem mesmo parlamentar. Por um lado, o Impeachment é não somente previsto pela Constituição Democrática (de 1988), como já foi utilizado com o apoio entusiasta do PT [2], contra Fernando Collor de Mello (eleito em 1989 e destituído em 1992). Por outro lado, todo o processo se realizou segundo as regras e sob a supervisão dos juízes do Supremo Tribunal Federal (a Corte Suprema Brasileira) onde oito dos onze membros foram nomeados por Lula ou Dilma.”