Como se colocou Donald Trump no poder
Não culpem os eleitores, nem pensem que se trata de uma guinada definitiva à direita. Voto expressa inconformismo contra as desigualdades e um Partido Democrata entregue ao neoliberalismo Naomi Klein – 10/11/2016 Eis o que precisamos entender: um enorme contingente de pessoas está sofrendo, nos Estados Unidos. Sob políticas neoliberais de desregulação, privatização, austeridade e comércio corporativo, seu padrão de vida despencou. Perderam seus empregos. Perderam suas aposentadorias. Perderam muito da rede de segurança que costumava tornar essas perdas menos apavorantes. Veem para seus filhos um futuro ainda pior do que o seu precário presente.
O problema não é Trump, e sim seus selvagens eleitores-
Milhões de norte-americanos apoiam um candidato que não tem causa, e sim inimigos JOHN CARLIN – 07/11/2016 Foto: Donald Trump em Minneapolis “O demagogo é aquele que prega doutrinas que sabe que são mentira a pessoas que sabem que é idiota”. H.L. Mencken O problema não é Donald Trump. O problema é o trumpismo, um coquetel de ódio e fascismo repleto de mentiras e incoerências confeccionado sobre a marcha por Trump e seus aduladores em um processo febril de incitação mútua.
Venezuela. Agora ou Nunca
No domingo 30 de outubro começa uma das mediações mais difíceis do cenário geopolítico da América Latina. Bem à beira do precipício Luis Badilla – 25 de outubro de 2016 Foto: O Papa abençoa o “diabo” Maduro “Foi decisivo o enfoque coincidente da Santa Sé, do Papa e dos governos da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) presidida por Ernesto Samper”
A ex-esquerda desceu a ladeira e deixou um vácuo no espaço.
Entrevista com Bruno Lima Rocha Patricia Fachin – 05 Outubro 2016 No cenário da atual crise política, era esperado que o número de votos nulos, brancos e abstenções “seria gigantesco”, mas o “volume” total desse tipo de votos nas eleições municipais deste ano “foi surpreendente”, avalia Bruno Lima Rocha à IHU On-Line. Para ele, esse dado “não implica necessariamente em adesão a uma tese rebelde, mas sim um potencial de trabalho no sentido da desobediência civil e posições de resistência diante da retirada de direitos coletivos”.
O que aconteceu com a classe operária depois de Marx
Toni Negri – 25/08/2016 – Foto: Wikipedia/divulgação. “Hoje nós assistimos a uma transformação radical do processo de trabalho e do modo de produção capitalista. Um novo terreno de luta, no “novo modo de produção”, é proposto a uma nova força de trabalho socializada, precarizada, global. O trabalho deveio cognitivo, afetivo, cooperativo. O novo modo de produção foi imposto pelas lutas operárias do século passado – que o produziu através da recusa do trabalhado assalariado e a destruição da centralidade da fábrica”.
E se a extrema direita chegar ao poder?
Antonio Luiz M. C. Costa – 18/07/2016 Boris Johnson, líder da campanha pelo Brexit entre os conservadores, desistiu de concorrer pela chefia do partido e do governo. No UKIP, o líder Nigel Farage e o presidente Steve Crowther deixaram seus cargos: “Quero minha vida de volta”, diz o primeiro. A reportagem é de por Antonio Luiz M. C. Costa, publicada por CartaCapital, 18-07-2016.
A inspiração de Mandela e a crise aguda do petismo sem princípios
Tarso Genro – Segunda, 18 de julho de 2016 “É diferente sermos derrotados colaborando com os inimigos da democracia, que defendem tanto o ajuste como o autoritarismo golpista, de sermos derrotados resistindo e lançando sementes para o futuro. Porque a derrota era certa, em qualquer das hipóteses, e a melhor das escolhas seria fazer, do momento, uma ponte para o futuro: a hora – depois de duras provações durante os Governos Dilma – de abandonar a nossa dependência peemedebista e promover – no sítio mais agudo da crise – um momento de dignidade da política.
‘O Brasil tem fortes luzes no final, mas ainda está no corredor polonês’
A prioridade de um país deve ser a preservação de sua gente. (…) A prioridade é pensar no povo brasileiro, mas pensá-lo com realismo”, adverte o economista. “Durante o governo Dilma eu dizia que a presidente sabe das coisas, mas tem muito medo de fazê-las, então enunciava uma medida e não a fazia ou fazia apenas um pedaço, e com isso conseguia unir críticas a ela por fazer e por não fazer. Temer está na mesma situação e tem um comportamento muito parecido com o de Dilma”, resume Carlos Lessa à IHU On-Line, ao comentar os primeiros dias do governo interino de Michel Temer.
Começa a inesperada era Temer
Vice Michel Temer assume a presidência interina nesta quinta sob a desconfiança do Brasil Carla Jiménez – São Paulo 12 MAI 2016 Michel Temer aposenta a partir desta quinta o substantivo vice do cargo que ocupou nos últimos cinco anos para se apresentar como presidente do Brasil aos olhos do mundo. Ele sucede interinamente a presidenta Dilma Rousseff, sua parceira no poder desde janeiro de 2011, e assume o cargo de fato se o Senado aprovar a destituição definitiva nos próximos 180 dias.
“Vai ter luto e luta, ou não vai ter nada”. Ou seja, a Fortuna existe. Será preciso ter ‘virtù’.
“Mesmo quem é profundamente crítico a este governo, como eu, precisa entender que o impeachment não foi só contra o governo; pela situação e o precedente que cria, ele foi contra todos nós”, diz o filósofo. Rodrigo Nunes Imagem: iciomaciel.files.wordpress.com O julgamento do impeachment da presidente Dilma “é político no pior sentido”, e se ela for cassada, não entrará em curso um novo projeto, porque “não há novo projeto”, mas “uma política de terra arrasada”, diz Rodrigo Nunes à IHU On-Line.Na avaliação dele, “o propósito do novo bloco de governo”, composto “basicamente” pela “mesma ‘base aliada’ menos o PT, é promover uma restauração conservadora não apenas contra os avanços da última década, mas contra a própria possibilidade de novos avanços”.