Teólogos a cheirar a povo e a rua
“Quem diz que na Igreja nada mudou mostra que ainda não se atualizou. Anda desfasado da realidade.”
O papa Francisco revisa a teologia do inferno
Somente no século VI, com Santo Agostinho, nasce na Igreja a ideia de uma pena para sempre, sem retorno “…o papa Francisco deu um salto de séculos, colocou-se ao lado das primeiras comunidades cristãs ainda embebidas da doutrina do misericordioso profeta de Nazaré, que veio “para salva e não para condenar”.
“A opção pelos pobres de Francisco não é de esquerda”.
O padre Juan Carlos Scannone, SJ, encontra-se em Madri convidado pelas duas instituições da Companhia de Jesus, o centro Entreparéntesis e a revista Razón y Fe. Este jesuíta argentino foi professor de Jorge Mario Bergoglio, hojePapa Francisco, que mais tarde seria seu provincial e companheiro de comunidade durante vários anos.
A nova virada da teologia. Uma análise de movimentos contemporâneos
À medida que a Igreja Católica começa a funcionar cada vez mais como uma Igreja mundial, haverá novas tensões entre as Igrejas coloniais do sul global e as doOcidente, entre as da periferia e as do centro e com aquelas que sentem que a sua inclusão não está completa. A Igreja precisa abraçar todos os filhos de Deus, homens e mulheres, gays e hetero, os talentosos, os feridos, os doentes e os marginalizados.
Sobre o Deus que precisamos para atravessarmos o milênio
O Deus que rogaremos, caso haja futuro, é aquele que exige que respeitemos o mandamento: ou nos salvamos todos ou ninguém se salva.
Deus ainda tem futuro?
Três debates assinalam, na próxima semana, no Porto, Coimbra e Lisboa, a publicação do livro Deus Ainda Tem Futuro? (ed. Gradiva). Coordenado por Anselmo Borges, o livro resulta do colóquio internacional Igreja em Diálogo 2013, realizado em Valadares (Gaia), em Outubro de 2013. O livro inclui ainda textos de Javier Monserrat e José Ignacio Gonzalez Faus, que não participaram no colóquio. O prefácio é de Eduardo Lourenço.
Que rei é este?
Frei Bento Domingues, O.P. 1. A celebração litúrgica de Cristo Rei foi instituída por Pio XI, em 1925, com as monarquias em crise e as repúblicas em conflito com a Igreja Católica. Tornou-se, depois, a coroa do ano litúrgico que recomeça com o Advento, ritmando o infindável acontecer da graça divina – simbolizado na Liturgia – que atinge todos os tempos e lugares, como fonte de libertação das nossas servidões mentais e afectivas, antigas ou novas, materiais, culturais ou religiosas. Sem um programa libertário, o ciclo litúrgico anual dará a ideia do eterno retorno do mesmo.
Quiasmos de incredulidade
“Meu abismo luminoso – Meditação de um crente moderno” é uma preciosa meditação do poeta norte-americano Christian Wiman (My bright abyss – Meditation of a modern believer, Farrar, Straus & Giroux, Nova Iorque, 2013, pp. 182). Aqui o cristianismo torna-se poesia dramática, ação e decisão diante do mal físico que o autor descreve autobiograficamente.
O desterro da teologia
FREI BENTO DOMINGUES O.P. – “O teólogo tem de abandonar a mania dos monopólios. É uma voz entre outras. Não deve renunciar à sua originalidade nem ao seu desejo de não atraiçoar a revelação bíblica. Espera que o desterro da teologia não o encerre numa solidão estéril”.
A Fé – dimensão pessoal X dimensão comunitária
No sábado, dia 6 de fevereiro, na celebração eucarística, reparei que na parte frontal da toalha do altar da celebração se podia ler o segmento textual Meu Senhor e meu Deus.