ECOTEOLOGIA PARTE 1- UNIDADE 1- INTER-RELAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES ECOAMBIENTAIS DAS RELIGIÕES
INTRODUÇÃO: A dimensão religiosa da existência nos leva ao centro da existência sem perder o seu eixo fundamental e necessário: na vida tudo está ligado, religado, interligado e numa conexão profunda com o Ser original e originante que faz a vida acontecer em sua plenitude. Tudo o que se move é movido por uma força maior. Todas as religiões procuram explicar o fenômeno das intervenções de Deus na história, e de um modo especial veem a criação como o espelho mais transparente que revela o amor e o bem. Deus e o seu grande amor por todo o criado é a manifestação mais evidente de que somos cuidados por um Ser Superior que se dá através de suas obras. No primeiro item desta unidade vamos mostrar, sob o olhar da transcendência, o que a espiritualidade, a religião e a teologia espiritual podem fundamentar quanto a relação que existe entre a experiência religiosa e a questão ambiental. Desde as religiões mais primitivas com a sua expressiva riqueza de ritos e cultos, a prioridade sempre foi destacar elementos da natureza para fazer a relação entre céu e terra. Em tudo uma manifestação do sagrado em momentos, elementos, tempo e espaço para o encontro com a divindade. No segundo item a cultura religiosa do oriente e o meio ambiente. A natureza não é vista apenas na perspectiva da matéria, mas sob o olhar contemplativo. Contemplar é fazer de cada lugar um templo, estar junto com o espaço sagrado; por isso o mundo é visto como um ícone de Deus. Há uma alegre visão de mundo porque a matéria é sagrada, e a natureza é um livro aberto para conhecer o modo como Deus ama. No terceiro item queremos mostrar que a criação em si comporta um conceito teológico: o sentido da vida vem do Criador que dá origem a vida e isto é uma questão que está na experiência de fé. O Criador quis ter uma morada física sobre a terra, faz parte de seu projeto ser encontrado no mundo de todas as coisas. No item quarto destacamos o compromisso das igrejas cristãs com a questão ambiental. Não basta apenas celebrar, é preciso cuidar. É preciso tratar, discutir e denunciar de um modo profético a degradação ambiental, mudar o estilo de vida, de produção e de consumo. A maior parte dos habitantes da terra declara-se pertencente a uma tradição religiosa, mas do que adianta isso se os que creem e as religiões não se unirem para o cuidado da natureza? 1. INTER-RELAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES ECOAMBIENTAIS DAS RELIGIÕES Religião, evolução e espiritualidade estão presentes na criação e têm grande importância para elucidar o sentido da vida e a verdade de todos os seres. Desde as experiências mais primitivas e tribais do ser humano, o natural e o sobrenatural se encontram na beleza dos ritos. Do Oriente ao Ocidente, a questão ambiental não passa despercebida nos caminhos de crença e fé. O mundo bíblico enriquece o conceito teológico da criação como obra proveniente do Ser que nos faz ser. Das experiências religiosas mais ancestrais até o cristianismo, o cuidado pela natureza e a questão socioambiental apareceram como conscientização e práticas concretas. É do que vamos tratar nesta unidade. Fonte: Blog Frei Vitório Matéria Completa: Acesse Aqui
ARTIGO – A LIBERDADE DOS PÁSSAROS
Foi uma notícia interessante. (SVM, 27.01-25). No Parque Nacional de Ubajara, Ce. Soltaram um bando de periquitos Cara Sujas. Vejo este fato como um símbolo da liberdade. Este tipo de periquito está em extinção. Os que foram soltos serão os povoadores do Parque. Vieram de Baturité. Há mais de 100 anos deixaram de existir em Ubajara. Retornaram e começam com um voo tímido. Mede 23 centímetros de comprimento e pesa cerca de 63 gramas. Geralmente povoam as serras (WikiAves). As causas da extinção são: o tráfico de animais silvestres, são capturados em bandos, existem mais no cativeiro que em liberdade, além da destruição do seu habitat. São vendidos em feiras clandestinas. Seu nome científico é psitaciforme, ou, ave com peito cinza e cauda vermelha. O dia 27.01.2025. lembra o holocausto, a morte de 1 milhão de crianças, 2 milhões de mulheres e 3 milhões de homens. O dia 27.01.45. é lembrado porque foram soltos neste dia os últimos prisioneiros do nazismo (Auschwitz 7.500 pessoas). O holocausto foi uma tentativa de extinção dos judeus e outros personagens consideradas sub raça. Holocausto significa todo queimado, ou Shoá, destruição. No texto “por que os pássaros cantam” afirmo que as vozes da natureza expressam a alegria e esta é a linguagem universal dos seres. O canto e voo dos cara-suja, a libertação dos prisioneiros do holocausto, ou do Hamas, são o grito de liberdade, que foi doada para a vida humana, para a natureza, contra todo extermínio, extinção da alegria universal dos seres. Os exterminadores perderam a inocência recebida e decidem a extinção da vida, da natureza, em nome da economia do mercado, esquecendo a economia solidária, a responsabilidade social, a liberdade. Fortaleza, 27.01.2025 – Ozanir Martins Silva
ARTIGO – QUANDO UMA BISPA ENFRENTA DONALD TRUMP
O sermão de 14 minutos, proferido pela Bispa Mariann Budde na Catedral da Igreja Episcopal em Washington no dia 21/01 pp., na presença de Donald Trump, um dia após a inauguração deste como Presidente dos EEUU no Capitólio da mesma cidade, nestes dias ronda o mundo e já foi objeto de inumeráveis comentários. Mesmo assim, penso que vale a pena voltar nesse memorável sermão, cuja importância excede as condições concretas em que foi proferido, por nos lembrar alguns aspectos fundamentais do ser cristão. Penso que Trump foi à Catedral para agradecer a Deus sua vitória eleitoral. Mas ele teve de ouvir um sermão que não foi de agradecimento a Deus, mas tratou do tema da ‘união’. Se há uma terra, neste mundo, onde a união é fundamental e a divisão pode ser catastrófica, é a terra denominada, significativamente, de ‘Estados Unidos’. Não é por nada que o lema desse país seja E(x) pluribus unum (de muitos um). Formada, basicamente, por imigrantes de diversas regiões da Europa (A mãe de Trump, Mary Anne MacLeod, migrou em 1930 da Escócia aos EEUU), a nação necessita ficar unida, como Mariann Budde intuiu com rara perspicácia. Então, ela convidou os presentes a orar pela união do país. Eis, em resumo, o que ela disse: ‘Somos estrangeiros e estrangeiras, nesta terra de Deus, e nossa força provém de nossa união: ‘e pluribus unum’. Portanto, temos de combater narrativas de divisão. Em nossa frente, temos dois imperativos: o da misericórdia e o do reconhecimento da dignidade de qualquer pessoa humana, mesmo dos invisíveis e indesejados’. Palavras que, embora repletas de alusões a Donald Trump, não se dirigiam diretamente a ele. Mas, nos últimos minutos, Mariann Budde se dirigiu ao Presidente e disse: neste momento, muitas pessoas andam assustadas. Não são criminosos. Servem nos nossos restaurantes, carregam nossas mercadorias, trabalham em nossos frigoríficos, limpam nossas roças, recolhem nossas colheitas, cuidam de nossos negócios, constroem nossos prédios, vigiam nossas propriedades, fazem turnos noturnos em nossos hospitais. No dia seguinte, Trump se manifestou. Pediu que Mariann se desculpasse da falta de respeito. Ao que ela respondeu: Não vou pedir desculpas por falar em misericórdia. Essa cena me transporta a um episódio dos evangelhos. Quando Jesus cinge uma toalha e passa a lavar os pés dos apóstolos, Pedro fica com ar carrancudo e fechado, exatamente a cara de Trump ao escutar as palavras de Mariann. Jesus lava os pés de Pedro. Aqui, Jesus pratica uma Umwertung aller Werte (Nietzsche), uma ‘subversão de todos os valores’. Ter misericórdia com ‘pecadores’, dignificar rejeitados e ‘irregulares’, eis o espírito de Jesus, que lava os pés de seus discípulos, com espanto geral. &&&& Dá para cavar mais e refletir sobre o teor categórico de falas, atitudes e decisões de Donald Trump, que muitos admiram. Aqui estamos diante de uma questão em cima da qual os filósofos se debruçam desde séculos: nas afirmações categóricas costumam entrar imperativos não éticos, embora comumente revestidos de moralidade, como são, por exemplo: interesses pessoais, vantagens financeiras, luta pelo poder e exercício do poder, opção por modelos autoritários, ou simplesmente acomodação com situações injustas existentes. A dificuldade consiste no fato que, na maioria dos casos, esses discursos categóricos se apresentam como sendo informativos ou designativos, ou seja, pretendem expressar as coisas como elas são efetivamente. Eis o engodo. Discursos aparentemente designativos podem ocultar o que se pretende efetivamente: emitir uma ordem, expressar um desejo, um sentimento, uma imaginação, um sonho, um projeto, um cálculo, etc. São discursos que não revelam, mas ocultam, contêm intencionalidades não confessas, procuram exercer um domínio sobre as mentes humanas, com a finalidade de fazer passar determinados posicionamentos, formar consensos, enfim, enganar as pessoas. Não é difícil constatar que a maioria dos discursos, hoje emitidos por poderes políticos e econômicos, serve para justificar imperativos não éticos. Isso cria uma situação dramática, que todos e todas podemos observar diariamente. As pessoas, em sua maioria, acabam se metendo num labirinto de palavras tão intricado, que elas não encontram mais a saída. Elas se parecem com aquelas moscas que voam para cá e para lá dentro de uma garrafa aberta. A boca da garrafa está aberta, ou seja, há saída. Mas as pessoas não a encontram, de tão confusas e desorientadas, tão desacostumadas a refletir. Elas costumam, desde muito, entregar sua inteligência ao ‘Jornal Nacional’ da TV Globo, às manchetes da revista Veja ou à Folha de São Paulo. Desse modo mal escapam ao bombardeio diário de Fake News (mentiras), que hoje toma conta dos noticiários. Eis uma situação que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman qualificou de ‘líquida’. Não há mais verdade, só há notícias. Fico pensando: como é que esse tema da complexidade cognitiva ficou por tanto tempo fora das cogitações de eminentes filósofos clássicos da tradição ocidental, como Aristóteles e Agostinho? Como é que eles não alertaram com o devido vigor diante dos perigos de uma cognição pervertida? Mesmo muitos filósofos modernos parecem omissos nesse ponto, ao dar a impressão de confiar demais em ‘informações’. Quem contempla o atual cenário do universo cognitivo, verifica com espanto quão facilmente as pessoas se deixam prender nas redes de discursos enganosos. Como já dizia Maquiavelli, as pessoas costumam ficar indefesas (ele fala até em ‘disponíveis’) diante de enunciados emanados de fontes que lhes parecem confiáveis. Voltaire ainda acrescentou: mentez, mentez toujours: il en restera toujours quelque chose (mintam, mintam sempre: algo há de ficar). E Goebbels, ministro da informação do governo nazista, nos anos 1930, completou: uma mentira repetida mil vezes se torna verdade. Afinal, tivemos de esperar a revolução linguística do século XX para ver aparecer uma geração de filósofos disposta a encarar de frente a questão cognitiva e se propor a premunir as pessoas contra palavras enganosas, esclarecer a perversidade de determinados usos da linguagem e precaver diante de palavras pretensamente designativas. Não é por acaso que um dos analistas políticos mais argutos de nossos dias seja Noam Chomsky, um linguista. Nem falo em Slavoj Zizek, Bakhtin, Ricoeur, Bourdieu e outros. Esses filósofos linguistas nos
ECONOMIA – Inflação de alimentos: especialista explica as causas; elevar juros não adianta

Além dos fatores conjunturais, o país tem uma questão estrutural, a internacionalização da sua agricultura, que afeta até mesmo produtos que não estão na pauta de exportação e importação; entenda A inflação de alimentos no Brasil continua no centro das atenções. O governo federal tem estudado medidas para amenizar o impacto, em especial para as famílias mais pobres. Mas, para o diretor do Instituto Fome Zero, José Giacomo Baccarin, embora existam fatores conjunturais na recente elevação de preços, o problema é outro. Também professor livre docente do Departamento de Economia, Administração e Educação, da Unesp, Baccarin destaca que não se trata de um cenário novo: entre 2007 e 2023, a média anual do IPCA ficou de 5,8%, enquanto o Índice de Preços de Alimentação e Bebidas (IPAB), um dos nove grupos que integra o IPCA, chegou a 7,8%. Neste período, em apenas quatro anos (2009, 2017, 2021 e 2023), a inflação oficial superou a de alimentos, sendo que, em 2021, isso só aconteceu por conta da elevação dos preços dos combustíveis: a gasolina subiu 47,49% e o gás de botijão, 36,99%. O professor da Unesp falou sobre o tema em uma live na TV Economista que discutiu a relação entre a internacionalização da agricultura e os impactos na inflação de alimentos no Brasil. E a participação do Brasil no mercado internacional está na raiz da elevação de preços, segundo ele. A internacionalização da agricultura brasileira se intensificou a partir da década de 1990 e ganhou ainda mais força no século 21, fazendo do Brasil um dos maiores exportadores de commodities agrícolas do mundo. Esse cenário traz impactos diretos para os preços internos, especialmente para os consumidores mais pobres. Enquanto a média nacional de gastos com alimentação gira em torno de 18% a 19% da renda, para as famílias de baixa renda esse percentual pode chegar entre 30% e 40%, detalha Baccarin. Fonte: Site Revista Fórum Matéria Completa: Acesse Aqui
MISSA DE ENCERRAMENTO – XXIV Encontro Nacional do Movimento das Famílias dos Padres Casados

A homilia chegou a ser entendida como um “Novo Pentecostes”. A presença fraterna de Dom Diamantino Prata de Carvalho, Bispo Emérito da Diocese de Campanha, Minas Gerais. Texto de Hermínia Maria Firmeza, esposa do padre Luiz Sérgio, casal coordenador do encontro nacional de Belo Horizonte. “Nesse XXIV Encontro Nacional fomos acompanhados 100% pelo D. Diamantino, que também celebrou a Eucaristia por duas vezes. Na Missa de encerramento, em sua homilia, acabou por dar “um pito encostado”, ressaltando que temos na Igreja Doméstica e na comunidade amplo ambiente, inclusive de liberdade, para evangelizar, não se devendo ficar preocupado com estruturas, que inclusive por muitas vezes não exerce sua função, tornando-se um peso na manutenção. A homilia chegou a ser entendida como um “Novo Pentecostes”. Em 2023, No Encontro Nacional em Salvador, na Bahia, a tônica na sinodalidade foi a acolhida e consolidação da opção realizada, seguida de acompanhamento na regularização educacional, civil e canônica do padre católico casado. Agora em2025, no Encontro Nacional em Belo Horizonte, a tônica foi a consciência de uma Igreja Doméstica e seus desafios no processo de envelhecimento do casal, na criação dos filhos diante da TI e AI, na relação Intra e Extra Institucional do MFPC. É, portanto, fundamental refletirmos sobre essa Igreja Doméstica e seus desafios, dentre os quais, apresentar à comunidade um novo modelo de família construída sobre bases evangélicas como amor, diálogo, tolerância etc, com vistas a uma saudável realização pessoal, fundamental para uma vida plena”. Hermínia Firmeza.
ECONOMIA – Os mercadores globais do saber

Um olhar sobre o oligopólio das revistas científicas. Como desviam recursos da pesquisa, cobrando (até R$ 73 mil!) para que cientistas publiquem artigos ou para que o público os leia. A alternativa da Ciência Aberta e o esforço para sabotá-la O ano de 2025 pode trazer mudanças na ciência internacional. Novas iniciativas prometem dar um basta na exploração comercial de conhecimentos científicos que é exercida por um oligopólio internacional de editoras científicas. Tais empresas controlam o acesso a este conhecimento cobrando taxas crescentes para leitura de artigos científicos que elas publicam; cobram também para disponibilizar esses artigos de forma aberta em suas plataformas digitais. Isso tem drenado recursos públicos que financiam a maior parte dos estudos científicos internacionalmente. Ao invés de atender a interesses privados, tais valores poderiam ser empregados para fazer novas pesquisas, em especial em países que investem pouco em ciência e tecnologia, como o Brasil. Com o intuito de alterar este cenário, a partir do ano que entra, o governo do Japão e uma das maiores filantropias para a ciência, a Fundação Bill e Melinda Gates, dos Estados Unidos, exigirão que os resultados de todas as pesquisas que financiam tenham acesso gratuito e não pagarão mais taxas a editoras comerciais para que isso aconteça. Se essa moda pegar, isso trará avanços para a disseminação mais igualitária de conhecimentos. Mas é improvável que apenas isso altere o status quo da ciência. Umas das razões é que tais políticas não levam em conta que o poder desse oligopólio não resulta apenas do controle que ele tem sobre os artigos que publica. Algoritmos presentes em suas plataformas digitais definem também o que os cientistas leem e citam. Ademais, esses algoritmos fornecem indicadores de produção científica que são usados, ironicamente, pela própria comunidade científica para determinar quais pesquisadores receberão verbas para desenvolver novos projetos. Está nas mãos desta comunidade alterar esta situação mudando a forma de avaliar o mérito de pesquisadores. Quanto custa ler um artigo Artigos (ou papers) são produtos resultantes de pesquisas científicas escritos em linguagem técnica e que têm o objetivo de disseminar conhecimentos entre especialistas. Há centenas de milhões de artigos publicados desde 1900 disponíveis online. Para ler boa parte deles é necessário pagar às editoras comerciais que os publicam em revistas científicas (também chamadas de periódicos). Por exemplo, é necessário desembolsar cerca de R$ 240 para baixar um artigo que trata do impacto da emergência climática na floresta amazônica, liderado pela cientista Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) (US$39,95, com dólar a R$6,00 câmbio que será usado nesta reportagem). Este artigo foi publicado na revista Nature em 2023 – a revista científica considerada a número 1 do mundo. O artigo não custa caro só porque foi destaque de capa de uma revista prestigiosa, pois o valor se aproxima da média praticada pelas revistas científicas em geral. Tal custo existe a despeito de empresas como a Nature não financiarem pesquisas que dão origem aos artigos e jamais terem remunerado autores por suas publicações. Além disso, o controle de qualidade dos artigos não é realizado pelas revistas e sim por outros pesquisadores. A maioria deles revisa gratuitamente o mérito dos artigos (revisão por pares, ou peer review). Os demais agem como editores, que decidem se um trabalho contribui para a literatura e merece ser publicado, só alguns dos quais são contratados pelas revistas científicas. Todo este processo reflete a forma tradicional de publicação de artigos que existe há séculos e será tratada aqui. Até os anos 1940, pagava-se menos para ler artigos porque as revistas pertenciam a sociedades científicas sem fins lucrativos e que tinham custos baixos: editoração, impressão e distribuição pelo correio. Isso mudou no pós Segunda Guerra Mundial, como detalhado em uma reportagem informativa de 2017 do jornal britânico The Guardian, escrita por um de seus editores de opinião, Stephen Buranyi. Os governos da época, ao identificarem a importância de promover ciência para o desenvolvimento, começaram a financiar a maior parte das pesquisas e pesquisadores, como fazem até hoje. Só que tais recursos públicos não se estenderam às associações científicas que publicavam artigos. Isso fez com que elas não conseguissem disseminar artigos de forma considerada eficiente por estes Estados. A consequência disso foi a criação de espaço para a entrada de empreendimentos comerciais neste setor, com aporte financeiro privado que assegurou publicações mais rápidas. Fonte: Site OUTRAS PALAVRAS Matéria Completa: Acesse Aqui
SOCIEDADE – XXVI Encontro Nacional dos Padres Casados do Brasil

Um tempo da graça de Deus pelo caminho percorrido, pelo que já foi alcançado e de busca de novos rumos para o movimento. Hoje (26/01) terminou o Encontro Nacional dos Padres Casados do Brasil, acontecido em Belo Horizonte. Foram quatro dias maravilhosos de rezas, de novas amizades, de comida mineira, de inquietações e reflexões sobre os caminhos de vida dos sacerdotes que se casam. O XXIV Encontro foi marcado pelos 50 anos do Movimento dos Padres Casados do Brasil. Um tempo da graça de Deus pelo caminho percorrido, pelo que já foi alcançado e de busca de novos rumos para o movimento. Nesses dias rezamos pelos quase 8 mil Padres Casados do Brasil e de seus familiares. Na sensibilidade por cada um deles com seus objetivos, seus sonhos, seus desafios e esperança. A alegria do encontro tomou conta dos participantes que aos poucos foram se sentindo uma família que se reúne ao redor da mesa e da amizade que é construída entre os membros do movimento. Terminado o Encontro, cada um volta pro seu mundo, levando na bagagem saudades e a vontade de participar do próximo que virá. Acesse Galeria de Fotos Tudo para a Graça e o Louvor do Senhor! Padre Casado Francisco José Lima da Silva (Zezinho) Coari/Amazonas
RELIGIÃO – Entenda como o filósofo alemão Schopenhauer bebeu nas fontes do budismo

Considerado um dos pensadores mais influentes do século XIX, Arthur Schopenhauer encontrou no budismo inspiração para a busca pela libertação do sofrimento 247 – Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão conhecido por sua obra-prima “O Mundo como Vontade e Representação”, é frequentemente associado ao pessimismo filosófico. No entanto, poucos sabem que suas ideias foram profundamente influenciadas por tradições orientais, especialmente o budismo. Schopenhauer foi um dos primeiros pensadores ocidentais a se interessar seriamente pelas filosofias do Oriente, e sua conexão com o budismo revela um diálogo fascinante entre duas visões de mundo aparentemente distantes. No início do século XIX, o Ocidente começava a ter acesso a textos e ideias das culturas orientais, graças a traduções e estudos de acadêmicos europeus. Schopenhauer, que já era um ávido leitor de textos filosóficos e religiosos, encontrou nos ensinamentos budistas uma ressonância com suas próprias reflexões sobre a natureza do sofrimento e a busca pela libertação. Ele não teve acesso direto aos textos budistas originais, já que muitas de suas leituras eram baseadas em traduções e interpretações de estudiosos da época. No entanto, Schopenhauer reconheceu no budismo uma visão profunda e coerente sobre a condição humana, que complementava suas próprias ideias. Paralelos entre Schopenhauer e o budismo A natureza do sofrimento: Tanto Schopenhauer quanto o budismo partem da premissa de que a existência é permeada pelo sofrimento (dukkha, no budismo). Para Schopenhauer, a “vontade” (Wille) é a força cega e insaciável que impulsiona todos os seres, gerando desejo, frustração e dor. No budismo, o sofrimento é visto como uma característica intrínseca da vida, causado pelo apego e pelo desejo. A libertação do sofrimento: Schopenhauer propôs que a libertação do sofrimento só poderia ser alcançada por meio da negação da vontade, um conceito que ecoa a ideia budista de nirvana — o estado de libertação do ciclo de desejo e sofrimento. Para ambos, a renúncia aos desejos mundanos e a busca por uma vida de contemplação e ascetismo são caminhos para a paz interior. A compaixão como virtude central: Schopenhauer via a compaixão como a base da moralidade, argumentando que reconhecer o sofrimento dos outros e agir para aliviá-lo é a expressão mais elevada da ética. Essa visão se assemelha ao conceito budista de karuna (compaixão), que é central para a prática espiritual e o desenvolvimento do bodhicitta (a mente iluminada). A ilusão do eu: O filósofo alemão questionou a noção de um “eu” estável e independente, argumentando que a individualidade é uma ilusão criada pela vontade. Essa ideia se aproxima do conceito budista de anatta (não-eu), que ensina que o “eu” é uma construção transitória e interdependente, sem uma essência fixa. Fonte: Site Brasil247 Matéria Completa: Acesse Aqui
SOCIEDADE – Os templos não são mais lugares sagrados: Trump autoriza ataques de migrantes em igrejas, escolas e hospitais

O Governo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cedeu esta terça-feira a operações de imigração em locais antes considerados “protegidos” como escolas, igrejas e hospitais. O Departamento de Segurança Interna (DHS) revogou uma diretriz da administração Joe Biden que instruía as autoridades de imigração a evitar ataques nesses locais ou perto deles. O Governo alega que a decisão desta terça-feira “capacita” os agentes de imigração a “seguirem as leis” e capturarem o que chamam de “criminosos estrangeiros”, segundo um porta-voz do DHS em comunicado. Além disso, o texto afirma, sem citar provas ou exemplos, que existem “criminosos” que “se escondem em escolas e igrejas” nos Estados Unidos para escapar à prisão. As batidas, fundamentais para as promessas de imigração de Trump A decisão surge um dia depois de Trump ter tomado posse e sublinhado que cumprirá a sua promessa de campanha de realizar a maior campanha de deportações de migrantes da história dos EUA. A diretriz revogada foi emitida pelo governo Biden em 2021 e proibia os agentes de imigração de realizar prisões ou batidas em alguns locais sem a aprovação de um superior. Os “locais protegidos” incluíam centros educativos, centros de saúde, locais de culto, abrigos para vítimas de violência doméstica, funerais, manifestações ou centros de ajuda após uma catástrofe natural. A ideia da medida, segundo o memorando de 2021, era evitar que estrangeiros relutassem em frequentar locais onde são oferecidos serviços essenciais.“Podemos cumprir a nossa missão sem negar ou limitar o acesso dos indivíduos à alimentação, ao abrigo ou à fé ”, afirma o documento. Fonte: Site Instituto Humanitas Unisinos Matéria Completa: Acesse Aqui
RELIGIÃO – A reforma do papado. Artigo de Eliseu Wisniewski

Nos marcos das reformas do Concílio Vaticano II e do papa Francisco, o presente livro ajuda a entender o significado e a necessidade de uma reforma do papado em nossos dias. “Portanto, não se trata de reinventar a Igreja, mas de continuar a reforma a partir do governo central, descendo aos governos locais. Isso significa repensar o exercício do poder como serviço, sem arrogâncias pagãs do poder sagrado, sem as tiranias monárquicas e sem os pragmatismos dos governos modernos”, escreve Eliseu Wisniewski, presbítero da Congregação da Missão (padres vicentinos) Província do Sul, mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em resenha do livro A reforma do papado (Paulinas, 2024, 224 p.), 22-01-2025. As reformas do papado aconteceram ao longo da história da Igreja. Condicionado pelos contextos socioculturais e políticos, o papado foi sendo construído e reconstruído não somente em seu modo de agir, mas também na sua própria autoimagem. Mais recentemente, desde Paulo VI (1963-1978), os próprios papas têm reconhecido que o modus operandi do ministério papal precisa de uma revisão, de modo que o papa seja mais fiel à sua missão. O papa João Paulo II (1978-2005) fez um apelo explícito neste sentido no número 95 da encíclica Ut Unum Sint. Por sua vez, o papa Francisco no número 32 da Exortação Evangelli Gaudium afirma que: “Dado que sou chamado a viver aquilo que peço aos outros, devo pensar também numa conversão do papado. Compete-me, como Bispo de Roma, permanecer aberto às sugestões tendentes a um exercício do meu ministério que o torne mais fiel ao significado que Jesus pretendeu dar-lhe e às necessidades da evangelização”. No entanto, tal empreitada se depara com um grande empecilho: a Constituição Dogmática Pastor Aeternus que definiu como dogma de fé divinamente revelado a infabilidade papal em matéria de fé e costumes, quando o bispo de Roma fala ex cathedra. Se feitas nessas circunstâncias, as declarações do papa são irreformáveis ex sese, non ex consenso Ecclesiae – por si, não pelo consenso da Igreja. Nesta perspectiva se situa a obra A reforma do papado (Paulinas, 2024, 224 p.), escrita por Tiago Cosmo da Silva Dias, presbítero, mestre e doutorando em Teologia e professor no Instituto de Teologia São Miguel, da Diocese de São Miguel Paulista, São Paulo. Nos marcos das reformas do Concílio Vaticano II e do papa Francisco, o presente livro ajuda a entender o significado e a necessidade de uma reforma do papado em nossos dias. A obra em questão está organizada em quatro capítulos e o caminho proposto pelo autor no texto não é o de esgotar o tema da reforma do papado, mas ser uma espécie de guia para apontar algumas estradas possíveis por onde, efetivamente qualquer mudança poderia ocorrer. No primeiro capítulo Aspectos da conjuntura socioeclesial – séculos XVIII e XIX (p. 17-53), expõem-se os antecedentes históricos que contribuíram para as definições da infalibilidade e do primado de jurisdição do papa, partindo dos acontecimentos da Revolução Francesa (1789), da qual a Igreja já saíra bastante ferida. Nas páginas deste capítulo o autor pontua que no contexto em que a polarização crescia, em 1846 chegou ao governo supremo da Igreja o cardeal Giovanni Maria Mastai Ferreti, que adotou para si o nome de Pio IX (1846-1878) e representou o ápice do distanciamento da Igreja para com o mundo moderno, especialmente em sua tríade de documentos: a carta encíclica Qui Pluribus (1846), a bula Ineffabilis Deus (1854) e a carta encíclica Quanta Cura (1864). Foi durante o pontificado de Pio IX que aconteceu o Concílio Vaticano I (1869-1870), que definiu, na Constituição Dogmática Pastor Aeternus (1870), os dogmas que giram em torno do papa. Se, porém, de um lado, o papa era declarado infalível em matéria de fé e de costumes ao falar ex cathedra, de outro perdia o poder temporal, graças ao movimento de unificação italiana. Segundo o autor olhar para estes fatos auxilia no entendimento dos caminhos que a Igreja ia, aos poucos, traçando para si, cada vez mais se compreendendo como societas perfectas governada por um monarca: o papa. Na sequência, o segundo capítulo intitulado O Concílio Vaticano I e as definições do primado de jurisdição e infalibilidade papal (p. 55-102), faz uma exposição sistemática dos antecedentes históricos e das razões pelas quais o papa Pio IX sentiu-se impelido a convocar um Concílio, cuja abertura aconteceu em 1869. O autor salienta que foi durante este Concílio que o primado de jurisdição e a infalibilidade papal foram proclamados como dogma de fé, revelados pelo próprio Deus, na Constituição Pastor Aeternus, de 18 de julho de 1870. Por estas razões, o autor faz uma análise dos fundamentos do presente documento, na tentativa de verificar se o embasamento bíblico e histórico-eclesial são suficientes para pensar o bispo de Roma como chefe da Igreja e, como tal, com o primado de jurisdição e a infalibilidade, quando fala ex catedra. Fonte: Site Instituto Humanitas Unisinos Matéria Completa: Acesse Aqui