O Papa à Rota Romana: promover a cultura da escuta, condição prévia da cultura do encontro

Mariangela Jaguraba – 27 janeiro 2022 – Foto: Reprodução “O caminho sinodal que estamos vivemos interpela também este nosso encontro, porque envolve o âmbito judiciário e sua missão a serviço das famílias, sobretudo as que estão feridas e necessitadas do bálsamo da misericórdia”, disse o Papa em seu discurso aos Prelados Auditores do Tribunal da Rota Romana, nesta quinta-feira.

A naturalização do crime ambiental

  Sandoval Alves Rocha – Foto: Reprodução “As consequências da política de destruição ambiental afetam negativamente outras dimensões da sociedade como a economia, a saúde, o abastecimento de água, o equilíbrio ecossistêmico e a sustentabilidade da vida humana no campo e na cidade. Políticas com tais características constituem crimes de elevada gravidade. A relevância de tais informações confirma a importância das eleições deste ano”, escreve Sandoval Alves Rocha, doutor em Ciências Sociais pela PUC-Rio, professor da Escola de Humanidades da Unisinos e Assessor do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares), sediado em Manaus. É padre jesuíta.

A oração de Fernando Pessoa

Anselmo Borges – 29 Janeiro 2022 – Imagem: DAQUI “Senhor, Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.

Papa: da parte da Igreja há o forte compromisso de fazer justiça às vítimas de abusos

  Jane Nogara,  Vatican News, 21-01-2022. Foto: Vatican News Dignidade, discernimento e fé foram as três palavras refletidas durante o discurso do Papa Francisco aos participantes da Assembleia Plenária da Congregação para a Doutrina da Fé recebidos nesta manhã (21/02) no Vaticano. A reportagem é de Jane Nogara, publicada por Vatican News, 21-01-2022.

Tempo de travessia

  Manuel Joaquim R. dos Santos -Foto: Reprodução “A Igreja não está sozinha na incapacidade de entender a plenitude dessa mudança. A política não a entendeu, as Escolas e as famílias também não! O século XXI impõe à Igreja o seu maior desafio. E o Papa Francisco é o papa certo ao captá-lo com tranquilidade e segurança. Ele é o homem da travessia! O que nos espera do lado de lá, tem no processo sinodal agora iniciado, a sua maior metáfora: ‘Só Deus sabe’!”, escreve Manuel Joaquim R. dos Santos, presbítero da Arquidiocese de Londrina – PR.

O Brasil se despede do Bolsa Família

Cátia Guimarães – 28/01/2022 Evento comemorativo aos 10 anos do programa Bolsa Família realizado em 2013. (Foto: Gustavo Bezerra | PT na Câmara) Pesquisadores descrevem o contexto e as disputas que estavam presentes na criação do Bolsa Família, destacam a importância da sua articulação com a rede de assistência social e se mostram apreensivos sobre o programa que o substituiu. A reportagem é de Cátia Guimarães, publicada por portal EPSJV/Fiocruz, 18-01-2022.

Os papas e os escândalos silenciados

Dois papas, dois estilos. Dois modos de ver a Igreja    Gianluigi Nuzzi – 27 janeiro 2022 – Foto: Bento XVI e Francisco / El País “Em suma, o que está acontecendo hoje é um dos reflexos da revolução do jesuíta que, antes de tudo, não quer mais sofrer passivamente os escândalos, mas tornar-se promotor das investigações. Uma coisa é se defender com embaraço de uma investigação lançada por outras autoridades e Estados, outra é tomar a iniciativa”, escreve Gianluigi Nuzzi, jornalista italiano, em artigo publicado por La Stampa, 21-01-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

A geração Z é a geração ‘do Fim do Mundo’. Entrevista com Carlos Tutivén Román

Carlos Tutivén Román – Foto: DAQUI Os jovens de hoje não querem filhos. Com as atuais gerações, as taxas de natalidade estão diminuindo consideravelmente. Carlos Tutivén Román, professor e pesquisador da Universidade Casa Grande, de Guayaquil, Equador, analisa o tema. A entrevista é publicada por Dialoguemos, 22-01-2022. A tradução é do Cepat.

No Brasil, a banalização da morte é um programa político. O escândalo genocida da vida é tratado como irrelevante. Entrevista especial com José de Souza Martins

    Patrícia Fachin – 26 janeiro 2021 – Foto: DAQUI Em 2021, 412.880 brasileiros morreram em decorrência da pandemia de Covid-19, e os dados mais recentes indicam que, além da emergência sanitária, a crise social foi agravada: 20 milhões de pessoas estão passando fome no país, 13 milhões estão desempregados, 38 milhões estão ocupados na informalidade e o número de favelas dobrou em dez anos. Essas “anomalias”, pondera José de Souza Martins, “vêm revelando, mais do que em outras situações, o que sociologicamente somos e temos dificuldade para reconhecer e compreender. Até mesmo na peculiar vulnerabilidade que expõe o que é o nosso atraso social, nosso despreparo político para enfrentar situações adversas e de emergência, nosso crônico subdesenvolvimento econômico e suas consequências sociais”.