‘Para que o gênio feminino seja reconhecido, deve ser ouvido’
Porquê a paridade tem que significar que a mulher seja parecida com o homem e não ao contrário? Entrevista com Maria Giovanna Ruggieri, presidente da União Mundial das Organizações Femininas Católicas, sobre o Congresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Por Rocío Lancho García, Roma, 05 de junho de 2015 (ZENIT.org)
Ata da Reunião das Esposas dos Padres Casados no Encontro de São Luís, MA, em 2002
Um grupo de mulheres participantes do XIV Encontro Nacional do Movimento dos Padres Casados, realizado em São Luís, Maranhão, no dia 13 de julho se reuniram e discutiram e fizeram as seguintes considerações sobre o encontro, quanto os itens que se segue: 1- Sentimentos e observações das “mulheres” dos padres em relação a este encontro. # Um grupo de mulheres se sente marginalizada nas discussões do encontro, apontando como razões: – Temáticas e a dinâmica do encontro não proporcionaram uma vinculação do assunto tratado com o cotidiano/ síntese/ necessidades da família: relacionamento humano, droga, educação dos filhos, etc – Vergonha/ timidez – Sentimento de desigualdade em relação aos maridos, em decorrência de sua educação e até de suas prepotências. # Um outro grupo de mulheres não se percebe excluído das discussões e afirmam que se não manifestam não o fazem porque não querem ou porque estão satisfeitas como a temática vem sendo trabalhado eu ainda por elas mesmas não criaram espaços para tal. Registram ainda que: * Percebem haver uma grande ansiedade na maioria dos padres, em relação à Igreja e ao exercício ministerial. Os homens demonstram ainda com muito conflito em relação à questão: divórcio com o Vaticano. * Confirmaram a consciência de que nós mulheres de padres casados, somos junto com nossos maridos profetas de uma nova Igreja. * Reconheceram a importância da mulher no MPC, nas diferentes formas de participação: * Incentivando, acompanhando e criando condições de participação “somos sustentáculos desta causa”. 2- O que sugerem: a) Em relação aos próximos encontros maior envolvimento das mulheres nos encontros: preparação prévia, estudo, sugestões de temas. Encontros cuja dinâmica propicie espaços para discussões/ trocas de experiências entre os casais, conforme interesse das famílias. Fortalecer o “fogo”’ dos grupos regionais. b) Em relação ao Jornal Rumos: Rumos continua sendo o órgão representativo da Associação, deve aperfeiçoar-se, trazendo temas sobre MPC e outros assuntos de interesses da atualidade: ética, saúde, educação, ecologia, etc. c) Em relação à Associação: Criar uma taxa para manutenção da entidade, mínimo de R$ 120,00, mas que poderão ser parceladas. Quem não puder pagar, pedirá à Diretoria isenção ou redução de taxa. O associado inscrito e quite tem direito ao Jornal Rumos. São Luís, 13 /07/2002.
Bíblia e Fundamentalismos
“Todo o fundamentalista está seguro e certo do seu seguimento literal da revelação divina. Acredita que um texto, por mais difícil e misterioso que seja, sendo revelação de Deus, é acessível a todos e só pode ter um sentido.”
Movimento Mundial dos Padres Católicos Casados
Por Luís Guerreiro O Movimento dos Padres Casados (MPC) do Brasil faz parte do Movimento Mundial dos Padres Católicos Casados, movimento que reúne aproximadamente 150.000 padres dispensados do ministério pelo simples fato de terem decidido casar. Antes do Concílio Vaticano II, as dispensas do celibato clerical eram raras. Roma só as concedia em casos excepcionais. A situação mudou desde 1964, quase fins do Concílio, quando foram estabelecidas normas mais suaves, nunca publicadas. Depois, em 1970/1971, Paulo VI introduziu novas normas, facilitando com isso, ainda mais, a concessão de dispensas. Assustado com a vaga de desistências, o seu sucessor, João Paulo II, querendo refreá-las, impôs fortes restrições. Em vão. De uma forma ou de outra, o êxodo continuou, embora talvez em número menos expressivo que na década de 1970.
Fazendo História: as Mulheres e o Sacerdócio
Por Luís Guerreiro Discretamente, elas transgridem as leis canônicas, que as excluem da igualdade de direitos na Igreja, e, sentindo-se, mais do que nunca, responsáveis por ela, vão avançando e multiplicando-se por vários continentes.
Ministérios da mulher: poderão eles contribuir para uma Igreja renovada?
Foi a pergunta que pôs e a que tentou responder Alice Gombault, por longos anos professora do Instituto Católico de Paris, no Congresso da Federação Internacional dos Padres Católicos Casados, realizado em Wiesbaden, Alemanha, de 16 a 19 de setembro de 2005. Aqui um resumo da palestra, feito por Irene Ortlieb Guerreiro Cacais.
A Mulher na Igreja
Por Luís Guerreiro A partir do Iluminismo, as sociedades civis foram reconhecendo à mulher direitos iguais, muito embora, na prática, ela continue sujeita a grandes discriminações. Na Igreja é o inverso: embora não goze de direitos iguais, a mulher acha-se inserida em todos os setores, tanto do ministério da Palavra como do serviço pastoral. Em muitos países, há mulheres que são as responsáveis por toda a vida da comunidade cristã. Mesmo assim, continuam subalternas, por estarem impedidas de receber a ordenação. Os ministérios ordenados – episcopado, presbiterado e diaconato – só podem ser exercidos por homens, segundo o direito eclesiástico (cânon 1024). Não obstante, em países do Leste europeu, durante os regimes comunistas, foram ordenados na clandestinidade não só homens casados como também mulheres. Hoje os homens poderão continuar a exercer o ministério; as mulheres, não.