Um grupo de mulheres participantes do XIV Encontro Nacional do Movimento dos Padres Casados, realizado em São Luís, Maranhão, no dia 13 de julho se reuniram e discutiram e fizeram as seguintes considerações sobre o encontro, quanto os itens que se segue:
1- Sentimentos e observações das “mulheres” dos padres em relação a este encontro.
# Um grupo de mulheres se sente marginalizada nas discussões do encontro, apontando como razões:
– Temáticas e a dinâmica do encontro não proporcionaram uma vinculação do assunto tratado com o cotidiano/ síntese/ necessidades da família: relacionamento humano, droga, educação dos filhos, etc
– Vergonha/ timidez
– Sentimento de desigualdade em relação aos maridos, em decorrência de sua educação e até de suas prepotências.
# Um outro grupo de mulheres não se percebe excluído das discussões e afirmam que se não manifestam não o fazem porque não querem ou porque estão satisfeitas como a temática vem sendo trabalhado eu ainda por elas mesmas não criaram espaços para tal.
Registram ainda que:
* Percebem haver uma grande ansiedade na maioria dos padres, em relação à Igreja e ao exercício ministerial. Os homens demonstram ainda com muito conflito em relação à questão: divórcio com o Vaticano.
* Confirmaram a consciência de que nós mulheres de padres casados, somos junto com nossos maridos profetas de uma nova Igreja.
* Reconheceram a importância da mulher no MPC, nas diferentes formas de participação:
* Incentivando, acompanhando e criando condições de participação “somos sustentáculos desta causa”.
2- O que sugerem:
a) Em relação aos próximos encontros
maior envolvimento das mulheres nos encontros: preparação prévia, estudo, sugestões de temas.
Encontros cuja dinâmica propicie espaços para discussões/ trocas de experiências entre os casais, conforme interesse das famílias.
Fortalecer o “fogo”’ dos grupos regionais.
b) Em relação ao Jornal Rumos:
Rumos continua sendo o órgão representativo da Associação, deve aperfeiçoar-se, trazendo temas sobre MPC e outros assuntos de interesses da atualidade: ética, saúde, educação, ecologia, etc.
c) Em relação à Associação:
Criar uma taxa para manutenção da entidade, mínimo de R$ 120,00, mas que poderão ser parceladas. Quem não puder pagar, pedirá à Diretoria isenção ou redução de taxa.
O associado inscrito e quite tem direito ao Jornal Rumos.
São Luís, 13 /07/2002.
Respostas de 2
Sou casada com um padre há 39 anos,depois de 10 anoso acomeçaram os conflitos,pediu a Roma para voltar,depois deixou pra lá.Veio em seguida a difamação,me bateu muito,cuspia na minha cara dese-java que eu morresse e que eu ia para as profundezas
do inferno.Suportei tudo e outras coisas que não posso dizer.Um dia viajou para a casa da família e só voltou para o divórcio,falei tudo a um padre quando ele me orientou.Hoje liga para mim com um sinal de arrependimento.Vale a penapadre casar?
Liada Lima, padres casados são homens comuns, apesar de padres, têm os mesmos defeitos. Nós mulheres muitas vezes acabamos nos iludindo por serem padres, achando que essa situação que você descreveu não acontecerá jamais por ele ser padre.
Mas acho que padre deve sim se casar, pois não acho que nosso Deus é contra o amor e felicidade de seus Homens.