Abertura da Igreja Católica para anglicanos aumenta expectativa de fim de celibato
22/10 – 21:05 – The New York Times ROMA – Ao facilitar a conversão de anglicanos tradicionais em católicos, o Papa Bento 16 mais uma vez revelou o estilo de seu papado: alcançar os fiéis mais fervorosos, mesmo que não sejam de sua Igreja. Ainda assim muitos analistas questionam se esse passo poderia paradoxalmente liberalizar a Igreja – ou ao menos, deixá-la menos rigorosa – em um assunto crucial: o celibato. Em uma atitude histórica na terça-feira, o Vaticano anunciou que ajudaria anglicanos desconfortáveis com mulheres no cargo de bispo ou bispos assumidamente homossexuais a se unirem a um novo rito anglicano em conjunto com a Igreja Católica. A abertura também se estende ao casamento de sacerdotes anglicanos. E por isso as pessoas começaram a imaginar que, mesmo que Bento 16, com 82 anos, nunca o permitisse, não haveria mais pessoas da Igreja Católica que começariam a se entreter com a possibilidade de haver padres católicos casados?
Nota da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os Ordinariatos Pessoais para Anglicanos que ingressam na Igreja Católica
Congregação para a Doutrina da Fé anuncia nova Constituição Apostólica com disposições sobre o ingresso de Anglicanos na Igreja Católica. Abaixo, a íntegra da declaração [tradução não oficial]: FONTE: Fratres in Unum.com Com a preparação de uma Constituição Apostólica, a Igreja Católica responde a muitos pedidos que foram submetidos à Santa Sé de grupos de clérigos e fiéis Anglicanos em diferentes partes do mundo que desejam entrar em plena comunhão visível. Nesta Constituição Apostólica, o Santo Padre introduziu uma estrutura canônica que provê tal reunião corporativa ao estabelecer Ordinariatos Pessoais, que permitirão aos antigos Anglicanos entrar em plena comunhão com a Igreja Católica enquanto preservam elementos do distintivo patrimônio espiritual e litúrgico Anglicano. Conforme os termos da Constituição Apostólica, a vigilância e o governo pastoral para tais grupos de fiéis já Anglicanos serão asseguradas através de um Ordinariato Pessoal, cujo Ordinário será habitualmente indicado entre o antigo clero Anglicano.
Vaticano aprova normativa especial para acolher anglicanos
Objetivo, segundo os católicos, é atender a pedidos de grupos anglicanos. Estrutura prevê conservar patrimônio espiritual e litúrgico das comunidades. Da EFE, na Cidade do Vaticano O Vaticano anunciou nesta terça-feira (20) a disposição de acolher na Igreja Católica os anglicanos e, para isso, aprovou uma Constituição Apostólica que contempla a concessão de uma divisão pessoal, similar à do Opus Dei e dos Ordinariatos Militares. A norma de máxima categoria prevê a ordenação de clérigos casados anglicanos como sacerdotes católicos, embora não a de homens casados como bispos, alinhado à tradição católica e ortodoxa.
Iglesia Católica acoge a anglicanos y mantiene celibato para el rito latino
(Igreja Católica acolhe anglicanos mas mantém celibato para o rito latino) Juan Lara Agencia EFE | hace 4 minutos | Con la disposición del Vaticano de acoger en la Iglesia Católica a todos los anglicanos que lo deseen, nuevos sacerdotes católicos casados de ese rito se unirán a los ya existentes de rito oriental, pero el celibato seguirá siendo obligatorio para los que pertenecen al rito latino. La Iglesia Católica impone el celibato a todos los sacerdotes de rito latino, aunque no a los curas también católicos pero que pertenecen a otros ritos, como son los Uniatas (ucranianos de rito bizantino), los melquitas, sirios, etc, iglesias de rito oriental que mantienen sus tradiciones, aunque están en comunión con Roma y reconocen la autoridad del Papa.
BEM-VINDO AO SITE DO MOVIMENTO DAS FAMÍLIAS DOS PADRES CASADOS – ASSOCIAÇÃO RUMOS
Sejam muito bem-vindos ao nosso site! Neste mês de outubro de 2009 finalmente conseguimos realizar um antigo sonho do Movimento das Famílias dos Padres Casados, representado no Brasil pela Associação Rumos. Nosso site está à disposição de todos que desejam conhecer um pouco mais o MPC e a Associação Rumos, bem como será um importante canal de comunicação com os padres casados de todo Brasil e do mundo. O Movimento das Famílias dos Padres Casados (MFPC) / Associação Rumos faz parte da Confederação Internacional dos Padres Casados, movimento que reúne aproximadamente 150 mil padres dispensados do ministério sacerdotal em todo o mundo. No Brasil, somos mais de cinco mil padres casados, egressos da Igreja Católica Romana. Entendemos que não infligimos qualquer preceito evangélico. Muito pelo contrário, temos a convicção, nascida da própria experiência, de que, se o celibato permite uma maior disponibilidade ao serviço do Reino, o casamento aproxima muito mais o padre dos problemas reais dos homens. O casamento do padre não significa empobrecimento, mas enriquecimento para a Igreja. Com o site, nossa comunicação ficará mais ágil, rápida e com um alcance muito maior. Nosso site quer ser um instrumento aglutinador de idéias e de pessoas. Um instrumento criado para ajudar a Diretoria Nacional de Rumos a cumprir a tarefa de coordenar o Movimento das Famílias dos Padres Casados neste imenso Brasil. Queremos ser, também, um instrumento ecumênico, visto que muitos padres casados, egressos da Igreja Romana, já estão exercendo o ministério sacerdotal em outras igrejas cristãs, de renovação e ampliação dos ministérios na Igreja. Bem como uma oportunidade de comunicação das nossas aspirações, sentimentos, trabalhos e contribuições para construção de um reino de amor, justiça e verdade. Com a criação do site cumprimos uma das nossas metas como Diretoria Nacional, a de dotar a Associação Rumos de um instrumento moderno de comunicação que servirá de base para todas as ações do MFPC/Rumos. Recife, 01 de outubro de 2009 Félix Batista Filho Presidente da Associação Rumos / Movimento dos Padres Casados do Brasil
O Pacto das Catacumbas volta à luz do dia
Por Raimundo Gomes Meireles Poucos católicos têm conhecimento do Pacto das Catacumbas na Igreja Católica. Recentemente a 10ª Semana Teológica do IESMA — Instituto de Ensino Superior do Maranhão, que teve como tema “Fé e Política”, trouxe a lume o assunto ora mencionado. Dom Antonio Batista Fragoso, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Luís (1957-1963), primeiro reitor da Universidade do Maranhão, juntamente com o arcebispo Dom José da Mota e Albuquerque, foram membros ativos signatários do Pacto das Catacumbas.
Frei Betto tem razão
O belo-horizontino Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto, 64 anos, já passou a metade exata da vida como religioso da Ordem dos Pregadores. Como escritor e batalhador pelos direitos humanos, tem recebido vários prêmios no Brasil (Prêmio Juca Pato, Prêmio Jabuti, Intelectual do Ano, Medalha Chico Mendes etc.) e no exterior (Prêmio Paolo E. Borsellino, na Itália, e outros). Um de seus livros, “Fidel e a Religião”, publicado em 1985, já vendeu 3 milhões de exemplares. Suas reclamações contra a Igreja Católica, descritas a seguir, foram retiradas do artigo “Mercado da Fé”, publicado no “Estado de Minas” de 21 de maio de 2009. Os títulos foram acrescentados.
Luís Guerreiro: “Tivemos a sensação de que o Vaticano II era o sopro do Espírito”
Nascido ao norte de Portugal, Luís Guerreiro Pinto Cacais, 80 anos, casado há 34 com Irene Ortlieb, ex-freira e teóloga alemã, foi ordenado padre católico em 1956. Exerceu o ministério durante 18 anos, em Portugal, como professor e diretor de seminários, e em Angola, como superior das missões redentoristas. Ambos deixaram o campo missionário em 1974. Cada um voltou para seu país e, em outubro do ano seguinte, casaram-se no Brasil. O casal mora em Brasília e tem um filho de 31 anos. Guerreiro é tradutor e escritor (“Caminhos de Liberdade e Solidão”, “Impossível Regresso”, “Entardecer e Oitavo Dia da Criação”). Na edição de novembro/dezembro de 2003, publicamos a reportagem “Padre redentorista sai da trincheira e se casa com freira teóloga”. Numa entrevista realizada no final de maio, Ultimato colheu as seguintes opiniões de Luís Guerreiro:
Os padres casados têm razão
O frade dominicano Frei Betto escreveu uma história dramática. Depois de celebrar a Missa do Galo e de abraçar seus paroquianos, o padre Afonso se viu miseravelmente só em plena noite de Natal. Nessa situação emocional, outros sentimentos desagradáveis vieram à memória. Perturbava-o a consciência do pai que nunca fora, as saudades dos filhos que nunca tivera, o estar sozinho à mesa de refeições. Naquela noite nenhum irmão tivera a generosidade de convidá-lo à ceia. Então, o padre encontrou na cozinha um panetone e uma garrafa de vinho, colocou-os na pasta usada para levar sacramentos aos enfermos e rumou para a zona boêmia.
A coragem de dizer aos que querem mudança na igreja que eles, eventualmente, têm razão
À entrada da terra de Canaã, Moisés foi procurado duas vezes por causa de um mesmo problema. Em ambas as ocasiões, o líder máximo do povo de Israel, depois de examinar as questões, concluiu que a causa dos queixosos era justa (Nm 27.7; 36.5). Mais de um milênio e meio depois, outro grupo de queixosos — os crentes que só falavam grego — mostrou-se descontente porque as suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de cestas básicas, enquanto as viúvas dos crentes de fala hebraica, não. Sem perda de tempo, “os doze reuniram todos os discípulos” e deram razão aos queixosos e promoveram a eleição de um corpo de oficiais para estarem a serviço das necessidades da comunidade inteira, a bem de todos e da unidade cristã (At 6.1-7).