Opinião: Natal
Por Eduardo Hoornaert Não se sabe praticamente nada acerca das circunstâncias concretas do nascimento de Jesus. Certamente não foi no dia 25 de dezembro, data da festa do solstício no império romano. No século IV, essa data foi estabelecida para comemorar o nascimento de Jesus. Quanto ao lugar de seu nascimento, os evangelhos de Mateus e Lucas mencionam Belém, cidade natal de Davi, para dar a entender que Jesus seria ‘filho de Davi’ e ‘rei da Israel’. Hoje os especialistas são quase unânimes em afirmar que Jesus nasceu mesmo em Nazaré. Não conhecemos tampouco as circunstâncias em que ele tenha nascido (numa gruta ou num presépio, por exemplo). Os evangelistas constroem suas narrativas sem precisão historiográfica, porque eles escrevem para animar pessoas a participar do movimento. O que lhes interessa são as idéias e iniciativas de Jesus, que o fizeram o personagem mais importante da história ocidental. No século XIX surgiu por toda parte interesse por um conhecimento mais científico da vida de Jesus. Com isso, um número crescente de cristãos descobre que sabe pouco sobre a biografia propriamente dita de Jesus de Nazaré, mas que dispõe de informações suficientes para captar seu espírito, idéias e objetivos, o que é mais importante.
Reflexões sobre o XIII Encontro em Belo Horizonte, em 2000
À MARGEM DE UM ENCONTRO Pe. Nonato Silva* Nemo de sacrificio potest iudicare, nisi artifex: Só o artífice pode julgar da arte (Cícero). Realizou-se em Belo Horizonte-MG o XIII Encontro de Padres casados. Deve-se dizer, inicilmente, que há incoerência e ilogicidade em cognominar-se “padre casado” e continuar-se chamá-lo de “ex-padre”, “ex-colega”, tanto na oralidade quanto na escrita. Se é “padre casado” tem que ser “padre” e nunca “ex-padre”. E não se deve ter vergonha ou escrúpulo de assinar-se e ser chamado “padre”, podendo adicionar à formação “padre” outros títulos ou láureas que possua. A ordenação presbiteral é igual para todos, não ocorrendo dicotomia entre padre casado e padre celibatário O Encontro, em si, va leu. Máxime no que concerne à contribuição das mulheres e dos jovens. No entanto, os aspectos doutrinários, filosóficos, teológicos, jurídico-canônicos foram fracos. Sem objetivos claros e adredemente definidos. Como a matéria estava a exigir. Em nível de que, hoje, sem rodeios, se deve propor e fazer. Com firmeza e coragem. Francamente.
Jornal Rumos 213
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O Minarete é o lugar da Luz
O escritor egípcio Alaa Al-Aswani, autor de best-sellers, é, de profissão, dentista. Nasceu, em 1957, no Cairo e estudou em Chicago, Estados Unidos. Obteve, entre outros, o Prêmio Bruno-Kreisky em 2007 e, em 2008, o Coburger Rückert. Vive no Cairo. Tornou-se conhecido em 2002, com o romance “O prédio Jakoubijan”, que esboça o microcosmos da sociedade egípcia, marcada pela repressão e pelo abuso do poder. O livro tornou-se best-seller no mundo árabe. Em 29 de novembro, os suíços decidiram proibir, mediante referendo, a construção no país de minaretes, as torres de onde, nas mesquitas muçulmanas, os fiéis são convocados à oração. 57% da população votou a favor da proibição. Um legislador do partido ultranacionalista SVP, que convenceu a maioria dos eleitores a votar pela proibição e, portanto, contra o direito à liberdade religiosa, alegou que a civilização ocidental precisa de resistir ao avanço, na Europa, de uma religião que, em seu entender, é regressiva em relação aos valores da modernidade.
ASSOCIAÇÃO RUMOS: ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
CONVOCAÇÃO O presidente da Associação Rumos, em cumprimento ao artigo 18º, inciso IV, e ao que determina o artigo 14º do Estatuto da Associação Rumos, convoca todos os associados para realização da Assembleia Geral Ordinária, que será realizada durante a realização do XVIII Encontro Nacional, no dia 16 de janeiro de 2010, às 14 horas, na Casa de Retiro Dom Luís Amaral Mousinho, Av. Papa João XXIII, 540, Brodowski, São Paulo, tendo como pauta os seguintes assuntos: 1) Prestações de contas administrativo-financeira da diretoria nacional; 2) Jornal Rumos; 3) Eleição da nova diretoria nacional; 4) Escolha do local do próximo encontro nacional; 5) Assuntos diversos. De acordo com o artigo 12 do Estatuto da Associação Rumos, a Assembleia Geral Ordinária terá início com a presença de, no mínimo, dois terços dos associados em primeira convocação e, em segunda, convocação, após trinta minutos, com qualquer número de sócios presentes. Recife, 25 de novembro de 2009 Félix Batista Filho Presidente Nacional da Associação Rumos
Diretoria Nacional de Rumos é recebida pelo novo Arcebispo de Olinda e Recife
A Diretoria Nacional da Associação Rumos e Movimento das Famílias dos Padres Casados do Brasil (MFPC), acompanhada por colegas do grupo de padres casados do Recife, fez uma visita de cortesia ao novo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido. O encontro aconteceu no Palácio dos Manguinhos, Cúria Metropolitana do Recife, no dia 04 de dezembro de 2009. Em nome do grupo, o presidente Félix Batista Filho apresentou ao arcebispo os objetivos da Associação Rumos. Entregou também as três últimas edições do JORNAL RUMOS. Em seguida, os padres casados presentes ao encontro fizeram um breve relato das suas atividades pastorais. Destacaram, também, as dificuldades encontradas para servir ao Povo de Deus, principalmente por conta da exclusão do padre casado da pastoral oficial da Igreja Católica Romana. Dom Fernando Saburido se comprometeu a estreitar laços de união fraterna com o grupo de padres casados do Recife, inclusive, como sinal de abertura e de novos tempos na Arquidiocese, irá convidar um casal para participar, representando o MFPC, da Assembléia Arquidiocesana de Pastoral que vai acontecer no próximo mês de fevereiro de 2010.
Sem aviso, partiu ao encontro do Pai
Tarde de 28 de novembro, sábado. Leisa dirigiu-se à Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Taguatinga, DF, a fim de preparar, como responsável habitual, a liturgia da missa das 18:00 horas. O marido, Geraldo Lopes de Souza, ficaria mais um pouco a descansar e iria mais tarde para a igreja. Já perto da hora da missa, a faxineira, não notando qualquer movimento, chamou por ele. Não houve resposta. Telefonou imediatamente para o genro, Ricardo. Chegaram amigos, chamou-se o pronto-socorro móvel, SAMU, e alguém foi à igreja chamar urgentemente Leisa. Quando ela chegou a casa, Ricardo e o pessoal do SAMU tentavam reanimar Geraldo, mas em vão. Ele estava morto. Geraldo tinha pressão baixa e, de alguns meses para cá, havia sofrido vários desmaios. Levava, no entanto, uma vida normal. Com 78 anos, ainda na véspera dera aulas na Faculdade aos alunos de Pedagogia, missão que cumpria há mais de trinta anos. Geraldo Lopes de Souza nasceu em Porto Firme, Zona da Mata, MG, em 17 de novembro de 1931. Frequentou o Seminário da Arquidiocese de Mariana e foi ordenado sacerdote em 1958, exercendo o ministério até 1975. Durante estes anos, licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São João Del’Rei, e especializou-se em História Moderna e Contemporânea, Filosofia e História da Educação, pela Universidade Católica de Minas Gerais.
Falecimento do colega e amigo Geraldo Lopes de Souza, de Brasília
Morreu no sábado, 28 de novembro, em Brasília, o ex-presidente do MPC/Associação Rumos e ex-editor do Jornal Rumos, Geraldo Lopes de Souza. Padre casado, sempre presente na caminhada do MPC e Associação Rumos, Geraldo tinha 78 anos e faleceu na sua residência, em Taguatinga, em Brasília, de parada cardíaca. Era professor e trabalhava até agora como professor da Faculdade da AEUDF, na área da Pedagogia. O sepultamento ocorreu no Campo da Esperança, no domingo, acompanhado de familiares, amigos e colegas do grupo de padres casados de Brasília.
Entrevista com Luís Guerreiro, padre casado e escritor
Por Francisco Salatiel de Alencar Barbosa No dia 4 de outubro, mais de quarenta pessoas do grupo MPC/Rumos de Brasília reuniram-se num almoço festivo, oferecido pelo casal Lenna e Edvar, para comemorar o 80º. Aniversário natalício do colega Luís Guerreiro Pinto Cacais. O homenageado – hoje escritor – nasceu em Gondarém, município de Vila Nova de Cerveira, noroeste de Portugal, em 8 de julho de 1929. Filho de Domingos Pinto Cacais, pedreiro, e de Maria da Purificação Guerreiro, mulher do campo. Era o mais velho de quatro irmãos, três irmãos e uma irmã, e é o único que resta. Antes de entrar no seminário, foi ajudante de pedreiro, de pintor e de mineiro. Ingressou no Seminário Menor Redentorista em 1943. Fez a profissão religiosa na Espanha, em 1959, e lá continuou com os estudos de Filosofia e Teologia. Ordenou-se em 1956. Regressando nesse ano a Portugal, foi, primeiro, professor do Seminário Menor, depois Reitor e Diretor, mais tarde, em 1964, Diretor do Seminário Maior. Em 1963, estudou em Roma: Pedagogia, curso de um ano, no Pontificio Ateneo Salesiano, e Meios de Comunicação Social na Pro Deo, Università degli Studi Sociali. Em 1967, foi enviado como Vice-Provincial às missões redentoristas de Angola, onde trabalhou até 1974, ano em que deixou o sacerdócio, vindo para o Brasil, Brasília. Em Brasília, formou-se ainda em Administração, trabalhou sete anos numa empresa de construção, foi tradutor autônomo e se aposentou, por fim, como administrador financeiro do Goethe-Intitut de Brasília, após dez anos de serviços. Salatiel lhe dirigiu algumas perguntas que ele respondeu por e-mail.
Opinião: O parto não é o começo, é uma transição
Apenas alguns pensamentos sobre o tema: “quando é que começa a vida humana?” Já dentro do útero, durante a gravidez, estão sendo programadas muitos doenças e traços de personalidade. Vivências traumáticas no útero podem influenciar netos e bisnetos: a capacidade de amar pode ser “transmitida” a várias gerações. Assim acreditam muitos cientistas hoje. O parto não é um começo, é uma transição. A criança que nasce já sofreu a influência dos sentimentos e movimentos da mãe, a influência de ruídos, de estresse e do meio ambiente. Quando é que a vida humana realmente começa, foi durante muito tempo assunto de especulações, acompanhadas de debates éticos e políticos. Agora uma nova pesquisa mostra que é justamente o tempo antes do parto que decide o caminho de uma vida inteira.