Jan de Vos, pai espiritual
Da Revolta Zapatista em Chiapas – México “Eu fui para converter os índios e eles me converteram” Entrevista a Amiguet Louis – La Vanguardia em Espanha – La Fogata
Morre Jan de Vos, o ”pai” da teologia indigenista da libertação
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/ O historiador de origem belga e um dos estudiosos do indigenismo das últimas décadas em Chiapas, Jan de Vos, faleceu no domingo vítima de uma parada cardíaca na cidade de San Cristóbal de las Casas, onde residia e realizava suas pesquisas o também escritor. Sua trajetória e seu compromisso com as causas sociais são destacados, assim como o seu trabalho comunitário com os grupos vulneráveis e indígenas.
Há um cisma na Igreja entre a cúpula hierárquica e as bases
Que há hoje um cisma ou vários cismas na Igreja, não é mais mistério para ninguém: è quase impossível, assim, falar de uma Igreja Una. Hans Kung, colega de magistério do Prof. Ratzinger analisa profundas divergências entre a cúpula vaticana e a Igreja nas suas bases. E a tristeza de um episcopado domesticado que perdeu sua capacidade de, como Paulo no Concílio de Jerusalém, dizer a Pedro que, em vários pontos, ele está errado (Gal 2, 11-14). E que não tem o direito de querer governar a Igreja sozinho, praticamente ignorando a Colegialidade com seus irmãos bispos do mundo inteiro. E, sistematicamente, continuar a esvaziar o Concílio Vaticano II. “Sempre fui a favor do equilíbrio, do check and balance. É bom que haja uma comunidade, também é bom que haja algumas autoridades. Um homem como João XXIII teve um efeito maravilhoso na Igreja. Fez mais em cinco anos que Wojtyla com suas dezenas de viagens. Mudou toda a situação. Foi uma grande oportunidade” – do texto abaixo. João Tavares
Jerónimo Podestá: homenaje de una mujer al cura que la amó
“Jerónimo obispo: un hombre entre los hombres”, de Clelia Luro, su viuda, que cuenta la pasión y la militancia del obispo tercermundista. POR SERGIO RUBIN – srubin@clarin.com FELICES JUNTOS. Jerónimo Podestá y Clelia Luro, en la puerta de la casa en la que compartieron su vida.
VATICANO II: Cinqüenta anos depois
1. Antes do Concílio A maioria dos bispos que chegaram ao Concilio Vaticano II não entendiam por que e para quê haviam sido convocados. Não tinham projetos. Pensavam como os funcionários da Cúria: que somente o Papa tinha poder de decisão e tudo decidia, não havendo necessidade de convocar um Concílio. Havia, porém uma minoria bem consciente dos problemas do povo católico, sobretudo nos países intelectual e pastoralmente mais desenvolvidos. Haviam experimentado episódios dramáticos da distância entre as preocupações dos sacerdotes mais inseridos no mundo contemporâneo e a administração vaticana. Sabiam o que tinham sofrido no pontificado de Pio XII que se opunha a todas as reformas tão ansiadas por muitos. Todos os que buscavam uma inserção da Igreja no mundo contemporâneo, constituído pelo desenvolvimento das ciências, da tecnologia e da nova economia, assim como pelo espírito democrático, sentiam-se reprimidos. Havia uma elite de bispos e cardeais que estavam bem conscientes das reformas necessárias e quiseram aproveitar a oportunidade oferecida providencialmente por João XXIII. A Cúria não aceitava as idéias do novo Papa e muitos bispos estavam desconcertados porque o modelo de pontificado de João XXIII era bem diferente dos papas Pio’s, que se pensava serem a norma desde Pio IX.
Ainda o fundamentalismo
Leonardo Boff Teólogo/Filósofo O ato terrorista perpetrado na Noruega de forma calculada por um solitário extremista norueguês de 32 anos, trouxe novamente à baila a questão do fundamentalismo. Os governos ocidentais e a mídia induziram a opinião pública mundial a associar o fundamentalismo e o terrorismo quase que exclusivamente a setores radicais do Islamismo. Barack Obama dos USA e David Cameron do Reino Unido se apressaram em solidarizar-se com governo da Noruega e reforçaram a idéia de dar batalha mortal ao terrorismo, no pressuposto de que seria um ato da Al Qaeda. Preconceito. Desta vez era um nativo, branco, de olhos azuis, com nivel superior e cristão, embora o The New York Times o apresente “sem qualidades e fácil de se esquecer”.