A teologia do espaço público
“Na calçada, que é de todos, não há diferença entre as minhas responsabilidades e as da Madonna” Braulia Ribeiro, 25/08/2019 Foto: Imagem de WhatsApp 31/10/2015 Moro há alguns anos nos EUA, um país em que a vida coletiva é mais simples do que no Brasil. Quando digo vida coletiva não me refiro à vida com minha família e amigos, mas ao espaço público, filas, ruas, restaurantes, lojas, repartições públicas, enfim, os lugares onde tenho que roçar ombros com desconhecidos.
Marcha das Mulheres Indígenas divulga documento final: “lutar pelos nossos territórios é lutar pelo nosso direito à vida”
“Seremos sempre guerreiras em defesa da existência de nossos povos e da Mãe Terra”, afirma documento da mobilização Por Assessoria de Comunicação do Cimi – 15/08/2019 Na terça-feira (13), mulheres indígenas ocuparam Brasília em defesa dos seus direitos. Foto: Tiago Miotto/Cimi Outras Fotos: Andressa Zumpano – CPT/MA e Adi Spezia – Cimi ‘ Após cinco dias de debates e manifestações em Brasília, as representantes de mais de 130 povos indígenas que participaram da I Marcha das Mulheres Indígenas divulgam o documento final da mobilização. “Somos totalmente contrárias às narrativas, aos propósitos, e aos atos do atual governo, que vem deixando explícita sua intenção de extermínio dos povos indígenas, visando à invasão e exploração genocida dos nossos territórios pelo capital”, afirmam no documento.
“O sistema força você a prejudicar os outros, mesmo que não queira”. Entrevista com Stephan Lessenich
Ana Carbajosa – 06 Julho 2019 Imagem: IHU / Daqui (Stuttgart, 1965) gosta de olhar através de um grande ângulo. Este sociólogo alemão estuda as desigualdades e os equilíbrios de poder, mas a partir do global e de uma consciência universal. Defende que adianta pouco lutar pelo bem-estar dos cidadãos na Alemanha, se isso se faz à custa do trabalho escravizado e da pilhagem de recursos naturais em países distantes, seja na produção de soja, na Argentina, ou na fabricação têxtil, na Ásia.
O Sea Watch atraca no porto de Lampedusa. A capitã presa pela polícia. Os migrantes desembarcaram ao amanhecer
Fabio Tonacci, 29/06/2019 Foto: Google OverVewer Carola Rackete invocou “o estado de necessidade”, mas foi levada pela polícia financeira sob acusações de resistência ou violência contra um navio de guerra. O barco patrulha da polícia tentou impedi-la duas vezes correndo o risco de ser esmagado contra as docas. Aplausos no cais das muitas pessoas que se solidarizaram com os migrantes. A reportagem é de Fabio Tonacci, publicada por La Repubblica, 29-06-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.
O Sínodo para a Amazônia não deve se concentrar “apenas na ordenação de homens casados”.
Balanço de Mauricio López sobre as reações ao Instrumentum Laboris IHU – 18 Junho 2019 Na foto: Mauricio López / Repam O Sínodo para a Amazônia é um processo que tem suas raízes bem além do 15 de outubro de 2017, dia em que o Papa Francisco o convocou em Roma, para surpresa de quase todos. Este 17 de junho, o processo sinodal deu um novo passo com a apresentação do Instrumentum Laboris, que gerou muitas notícias e manchetes, que rapidamente fluíram como rios de fogo em todos os cantos do mundo.
Diálogos mostram Moro direcionando Dallagnol na Lava Jato, diz site
Em conversas privadas, o então juiz teria sugerido ao procurador que trocasse ordem de fases da operação, dado pistas e conselhos informais CARLOS ESTÊNIO BRASILINO – 09/06/2019 20:59 O atual ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, e o coordenador da Força-Tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, teriam trocado mensagens de texto em que o então juiz federal teria ido muito além do papel que lhe cabia quando julgou casos da operação. A revelação é do site The Intercept Brasil, que publicou, neste domingo (09/06/2019), reportagem As mensagens secretas da Lava Jato.
Semana no meio-ambiente: garantir o futuro da vida e da Terra
Leonardo Boff – 08 Junho 2019 Foto: Floresta Amazônica / Estudo prático “Esse debate está ainda em curso. O futuro aponta para a segunda visão, a de olhar a Terra como Gaia, Pachamama, Grande Mãe e Casa Comum. Lentamente vamos tomando consciência de que somos natureza e defendê-la significa defender a nós mesmos e a nossa própria vida. Caso contrário, a primeira visão, a Terra e natureza como baú de “recursos infinitos”, nos poderá levar a um caminho sem retorno”, escreve Leonardo Boff, eco-teólogo, filósofo e escritor.
O Brasil por trás do cartaz de uma manifestação
João da Silva foi fotografado em ato pela educação, no Rio, com um cartaz que mostrava a realidade de muitos jovens da periferia: foi o primeiro da família a ingressar em uma universidade pública BEATRIZ MOTA – Rio de Janeiro 3 JUN 2019 Foto: João, durante manifestação / BEATRIZ MOTA João da Silva se pôs de pé às 5h, quando o sol ainda nem havia surgido por trás do Monte das Oliveiras —um morro anônimo apelidado assim por Francisca, sua avó, e que fica colado ao condomínio popular em que vivem. Seguiu a rotina: banho, cabelo na régua, visual na beca, pausa para a selfie no espelho do banheiro, preparo da marmita e a benção da matriarca antes de iniciar o rolê. No bairro de Senador Vasconcelos, zona Oeste do Rio de Janeiro, pegou um 397, ônibus que leva cerca de duas horas em direção ao centro da cidade.
Ela também
Einstein obrigou sua primeira esposa a assinar um contrato humilhante. Queimou suas cartas e jamais mencionou a contribuição que ela fez para sua pesquisa Rosa Montero – 2 JUN 2019 Foto: Mileva Maric e Albert Einstein. – Tradução: Orlando Almeida A LEITURA do recente romance de Nativel Preciado, El Nobel y la Corista (O Nobel e a corista), no qual faz um retrato genial do Einstein mulherengo, me fez lembrar a perturbadora história de Mileva Marić, a física e matemática sérvia que foi a primeira esposa do cientista. Mileva e Einstein se conheceram em 1896 no Instituto Politécnico de Zurique, do qual eram alunos. Mileva tinha 21 anos; ele, 17. Foi amor à primeira vista.
A maior ameaça para a humanidade não é a mudança climática, mas a Inteligência Artificial, afirma o filósofo de Oxford apoiado por Bill Gates
Charlie Wood – 23 Maio 2019 Imagem: Nepo.com.br –Nick Bostrom, professor de filosofia na Universidade de Oxford, é especialista nos riscos representados pela inteligência artificial. – Bostrom, cujo trabalho foi apoiado por Elon Musk e Bill Gates, declarou ao Business Insider que a IA é “uma ameaça maior para a existência humana do que as mudanças climáticas”. – Ele afirma que “seria demais esperar” que todas as grandes empresas de tecnologia, como Google e Facebook, criarão seus próprios sistemas éticos para a inteligência artificial. – Bostrom também disse que acredita que deveria haver mais pessoas com conhecimento básico de IA nos governos. Um dos principais pensadores em nível mundial sobre inteligência artificial afirma que a tecnologia é uma ameaça maior à civilização do que as mudanças climáticas. A reportagem é de Charlie Wood, publicada por Business Inside Itália, 22-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.