Olhares em tempo de exílio
A árvore da vida/2 – As “imprudências” que nos salvam de Caim «Confrontei as suas antigas palavras e as minhas velhas perguntas com os acontecimentos da história, da cultura, da tradição. Isto é, usei a minha fé hebraico-cristã como chave de leitura; e mais convencido fiquei de que ela é hoje a única chave possível.» (Sergio Quinzio) No princípio não era Caim. Era algo de bom e belo que no sexto dia, com o Adam, se tornou muito bom e belo (Gén. 1,31). Era a bênção que pairava sobre o mundo criado. O início, o bereshit, o princípio da terra, dos seres vivos e dos humanos é bondade e beleza; mostra qual é a vocação mais profunda e verdadeira da terra, dos seres vivos, do homem e da mulher.
Arte é nostalgia de Deus
Mira Schendel O Museu de Serralves, no Porto, apresenta até 24 de junho a primeira grande exposição em Portugal de Mira Schendel, para quem “Arte é nostalgia de Deus, não precisa pintar aquilo que se vê, nem aquilo que se sente, mas aquilo que vive em nós”. Nascida em Zurique em 1919, Schendel viveu em Milão e Roma antes de emigrar para o Brasil em 1949. Em 1953, fixou-se em São Paulo, onde viveu e trabalhou até à sua morte, em 1988, refere a página do museu. A experiência de «deslocações culturais, geográficas e linguísticas e um profundo interesse pela história da religião e pela filosofia» marcam o trabalho de Schendel, que ajudou a criar «um círculo de intelectuais oriundos de áreas diversas do conhecimento (psicanálise, literatura, filosofia, teologia)».
JOSÉ COMBLIN – TRÊS ANOS DEPOIS…
Monica Maria Muggler* Meu querido amigo: o quanto sentimos falta de você! Há três anos você completava a sua jornada terrestre. A vida prosseguiu e tanta coisa aconteceu. Quantas vezes desejamos saber o que você diria sobre os fatos que foram se sucedendo, dentro e fora da Igreja.
A Teologia da Beleza
Evdokimov (1901-1970), teólogo leigo, cristão ortodoxo, nasceu em São Petersburgo, e no contexto da revolução russa imigrou para França onde começou por trabalhar como operário na indústria automóvel. Mais tarde foi professor no Instituto Saint-Serge de Paris. O seu empenhamento em favor do ecumenismo e aproximação entre as espiritualidades cristãs do oriente e ocidente valeu-lhe ser convidado, como observador, para o Concílio Vaticano II.
O maior afrodisíaco
1. Soube que era chamado por Deus a uma missão essencial para o mundo. Para decidir, foi, como fazem todos os que na história são grandes, meditar. E então Jesus foi tentado. Três tentações, todas à volta do mesmo: o poder. O que ele tinha de decidir era entre um Messias do poder enquanto dominação e um Messias do serviço e da criação.
A teologia da beleza nos Padres da Igreja
Paul Evdokimov “Deus criou o homem poeta do seu resplendor.” (S. Gregório Nazianzeno) Depois das Escrituras, a segunda fonte de inspiração da Teologia da Beleza de Paul Evdokimov são os padres da Igreja. Os Padres da Igreja são autores cristãos dos primeiros século a quem, pela sua santidade e reflexão, a Igreja reconhece como testemunhos particularmente autorizados da fé.
Por uma teologia da beleza
Por: Juvenal Savian Filho Na contemporaneidade, falar de Beleza, a respeito das artes, parece tão démodé e quase anacrônico como falar de verdade a respeito das filosofias. Faria algum sentido, então, falar de Beleza a partir do patrimônio intelectual-espiritual que herdamos da tradição judaico-cristã ocidental? Essa pergunta não pode ser negligenciada.
O padre segundo Francisco
Reflexão de Tiago Freitas, padre, a estudar Teologia Pastoral, em Roma Pergunto-me qual a razão para o Papa Francisco usar tantas vezes um tom negativo quando fala sobre os padres. Basta ler as suas homilias ou ainda a Evangelii Gaudium para confirmar esta realidade. Uma possível resposta pode estar na homilia que proferiu a 28 de Março de 2013 sobre o óleo de Aarão (cf. Slm 133).
O rosto do outro
Nesses dias, a imprensa brasileira discute se artistas e pessoas famosas têm ou não direito de impedirem a publicação de biografias suas não autorizadas. Também aparecem na mídia projetos de leis que criminalizam manifestantes de rua que usam máscaras em seus protestos.
Espiritualidade em tempos de conflito
“A espiritualidade inspiradora da transformação e resistência, dos povos, nos anima a buscar sempre novas forças e fontes de sonhos, utopia e persistência”, escreve Egon Heck, Cimi-MS, ao enviar o artigo que publicamos a seguir.