O vinho na Bíblia
Em tempo de vindimas e vinho novo, fica aí uma alusão ao vinho na Bíblia. Anselmo Borges – 15.10.2016 Jesus disse que não voltaria a beber do fruto da videira, “até àquele dia em que o hei-de beber de novo convosco no Reino de Meu Pai“.E é esta esperança, a esperança do vinho novo na plenitude da festa e da alegria do Reino de Deus que, de uma maneira ou outra, anima a todos. Infelizmente, embora isso talvez fosse uma inevitabilidade, as Eucaristias de hoje estão muito longe, no modo como são celebradas, de ser antecipações vivas dessa alegria festiva na sua plenitude. No princípio, era diferente.
Excepcionalismo islâmico
Anselmo Borges – 08/10/2016 “É claro que certo tipo de comunicação esquece que o islão, através das suas conquistas militares, foi inclusivamente mais colonialista do que o Ocidente. Embora historicamente o islão tenha conhecido etapas de maior tolerância do que a demonstrada pelas sociedades cristãs da altura (por exemplo, na época medieval), de facto na maior parte das sociedades islâmicas está vigente ainda a lei de apostasia pela qual um muçulmano que abandona o islão é susceptível de pena de morte.
Discurso do Papa no encontro inter-religioso no Azerbaijão
segunda-feira, 3 de outubro de 2016, Viagem do Papa Francisco a Geórgia e Azerbaijão. Encontro inter-religioso com o xeque e com os representantes de outras comunidades religiosas do país Sala principal da Mesquita “Heydar Aliyev” Domingo, 2 de outubro de 2016
A verdadeira religião é crítica
Frei Bento Domingues – 02/10/2016 Jesus era um homem profundamente religioso. A sua relação a Deus fazia parte da sua identidade. Porque terá sido, tão agreste com a religião em que nasceu, foi criado e viveu? Segundo as quatro versões do Evangelho, em vez de uma metafísica da religião, praticou uma crítica permanente dos lugares, dos tempos e das pessoas mais zelosas da ortodoxia farisaica.
Excepcionalismo
Anselmo Borges – 01/10/2016 ” As religiões institucionais têm do melhor e do pior e correm constantemente perigos terríveis, sobretudo por causa da sua vinculação ao poder. No caso do cristianismo, há aquele dito famoso: “Jesus pregou o Reino de Deus e o que apareceu foi a Igreja”, que se transformou em poder.
A religião contribui mais para a economia dos EUA do que as maiores empresas de tecnologia
Washington -USA 22-09-2016 Gaudium Press) Uma chamativa análise da importância da religião na sociedade norte-americana foi publicada no ‘Interdisciplinary Journal of Research on Religion’ e replicada nos meios de comunicação: ao contar a atividade das instituições religiosas, com enormes contribuições em matéria de saúde, educação, assistência social e outras muitas facetas da vivência da Fé.
Que fazer da missa?
Repetiram-me, todo este Verão, que a Missa precisa de uma reforma profunda. Frei Bento Domingues – 11/09/2016 “Uma Igreja pode estar cheia de gente, sem gente. Como poderá acontecer a transfiguração da vida das pessoas da comunidade cristã se as pessoas não estão lá com a realidade complexa da sua vida de semana? É uma assembleia clandestina de si mesma. Só se ouvem as vozes do passado e o presente é confiscado pelo clero, o único que tem voz e vez”.
O dever moral de ser ateu
Anselmo Borges – 27 07/2016 Antes de sermos crentes ou não, o que nos une a todos é a humanidade comum, de tal modo que, face a um deus que legitimasse a violência, o ódio, matar em seu nome, haveria, para sermos humanamente dignos, um dever moral: ser ateu.
No começo apenas um sonho
Silvina Pérez – 01 de julho de 2016 Fotos AFP e Osservatore Romano No começo eram apenas umas dez. Depois tornaram-se milhares. Elas se reuniam no mercado, porque era lá que as tropas do então presidente Charles Taylor recrutavam as crianças para mandá-las para a linha de frente. Os caminhões partiam cheios. E voltavam vazios.
Na Costa do Marfim, a Igreja procura seu sotaque Africano
Loup Besmond Senneville (em Abidjan, Costa do Marfim) – Foto: Catedral de São Paulo, em Abidjan, Costa do Marfim Um colóquio internacional reúne desde segunda- feira, 28 de junho, no Instituto Católico de Paris, várias dezenas de teólogos de todo o mundo para refletir sobre o “diálogo das racionalidades culturais e religiosas.”. Pesquisa na costa do Marfim, onde a questão do diálogo entre universos culturais e religiosos diferentes, entre ritos tradicionais e a fé cristã é onipresente.