“O dinheiro é todo lavado da mesma forma”

Sónia Sapage – 04/04/2016 –  Foto: Luís Sousa é professor da Univ. de Aveiro. PEDRO CUNHA/ARQUIVO: Luís de Sousa, 42 anos, não vê novidades no modus operandi revelado pelo caso Panama Papers, que envolve um número ainda indefinido de figuras da política, das empresas, do desporto e das artes, em mais um escândalo de dinheiro enviado para offshores  naquele país centro-americano. “Isto não é novo”, diz. “Não é a primeira vez que acontece e não há-de ser a última.”

Quem acredita na força dos grandes bancos?

Antonio Luiz M. C. Costa  – 19/02/2016 “O grande nó continua a ser, porém, a própria banca europeia. Prejuízos como os do Deutsche Bank e do Credit Suisse são o reconhecimento contábil de erros e fraquezas insuspeitadas, anteriores ao colapso do petróleo, em duas das maiores e aparentemente mais sólidas instituições financeiras europeias”, escreve Antonio Luiz M. C. Costa, colunista, em artigo publicado por CartaCapital, 19-02-2016, com o título: Toda a Solidez se desfaz no ar .

Piketty: Sanders desafia a Era da Desigualdade

 Houve, nos EUA, uma tradição hoje ignorada: impostos progressivos, com alíquotas de até 91% para mais ricos. Ao evocá-la, num país em crise, Sanders atrai cada vez mais apoio. “O sucesso de Sanders, hoje, mostra que a maioria dos norte-americanos está cansada do aumento da desigualdade e dessas falsas mudanças políticas, e pretende reviver tanto uma agenda progressista quanto a tradição norte-americana de igualitarismo”, escreve Thomas Piketty.

Uma agenda prioritária de defesa dos direitos sociais para 2016

  Jacques Távora Alfonsin – 05/01/2016 “Quem defende direitos humanos fundamentais sociais tem muito o que fazer neste novo ano de 2016. Se ficar só comparando a chamada correlação de forças políticas, de defesa e de luta contrária a esses direitos, não vai se mexer”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

Nomofobia e meditação

Parece que estão todos acometidos de nomofobia, essa permanente dependência do celular, também qualificada de atenção parcial contínua. Há quem não consiga desligá-lo nem na hora de dormir. E, ao longo do dia, muitos são movidos pela hipnose provocada por suas emissões eletrônicas.  Frei Betto – Adital

A Igreja e o mundo na encruzilhada: “Ou mudamos ou morremos”.

Uma vida inteira a serviço da causa da libertação: a dos pobres e a do “grande pobre” que é o nosso planeta devastado e ferido. É o seu duplo – e conjunto – grito, de fato, que ocupa o centro da reflexão de Leonardo Boff, um dos pais fundadores da teologia da libertação e maior expoente do novo paradigma ecoteológico,

Crise climática pode levar 720 milhões à miséria

Se não agirmos agora para reduzir o risco de efeitos mais severos das mudanças climáticas, 720 milhões de pessoas podem ficar em situação de pobreza extrema. A conclusão é de um relatório do Overseas Development Institute (ODI), que afirma que erradicar a miséria é possível, mas depende de ações efetivas contra o aquecimento do planeta.

Aquecimento global deve extinguir 30% das espécies do planeta até 2050

A economia mundial deverá definir, de forma urgente, uma estratégia para proteger os ambientes naturais de .forma a garantir a sobrevivência da população e da biodiversidade do planeta. O alerta foi feito pelo economista e ecólogo Sérgio Besserman Vianna, durante o VIII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), evento internacional realizado em setembro, em Curitiba

Migrações: “O radicalismo não cabe mais nos dias contemporâneos”

 “Temos de entender esse ir e vir das populações do mundo inteiro como sendo casos de pessoas que são dotadas de igualdades e que todos nós temos direito à vida”, diz a historiadora.  Patrícia Fachin e Leslie Chaves Um fenômeno global, os fluxos migratórios demonstram a “dificuldade de olhar para o outro (…) porque a cultura do eu com a cultura do outro sempre cria um choque, o qual gera um estranhamento”, diz Rosana Schwartz à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por telefone.

‘Pela primeira vez no Brasil, temos gente rica assustada’

Sócio majoritário do conglomerado Semco Partners e ex-professor de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ricardo Semler tornou-se um dos empresários brasileiros mais conhecidos no exterior nos anos 90 por aplicar em sua empresa princípios gerenciais que ficaram conhecidos como ‘democracia corporativa’.