Do diagnóstico sombrio da crise, ao prognóstico da esperança
25/04/2016 – Jacques Távora Alfonsin “há uma realidade social por trás do nosso direito positivo, dominada por oligarquias com poder para manipulá-lo ou, conforme suas próprias palavras, criando entre nós “um sentimento de vivermos desterrados em nossa própria terra. Assim, nossas Constituições sempre foram criadas a partir de um modelo estrangeiro, vigente em país que considerávamos culturalmente superior ao nosso, sem que os oligarcas jamais se preocupassem em saber se tal modelo podia ou não se adaptar à realidade brasileira bem como indicar possíveis soluções para esse problema”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos, citando Fábio Konder Comparato.
Baltasar Garzón denuncia o golpe brasileiro e compara ao Paraguai e Honduras
Baltasar Garzón Real – 24/04/2016 Juiz reconhecido mundialmente pela prisão de Pinochet se diz indignado com o risco que a democracia corre no Brasil e compara o golpe em curso com o que ocorreu no Paraguai e em Honduras. – No artigo a seguir, o juiz espanhol que condenou o ex-presidente do Chile Augusto Pinochet pela morte e tortura de cidadãos espanhóis, na ditadura chilena, Baltasar Garzón, que ficou conhecido na história da Espanha como “super-juiz” e “juiz-estrela”, reflete sobre a crise política e institucional brasileira.
Por que Aloysio Nunes foi aos EUA às pressas?
Por Glenn Greenwald, Andrew Fishman e David Miranda, no The Intercept – 18 de abril de 2016 Foto: O Senador Aloysio Nunes (esquerda) com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (direita) e o Senador José Serra. Horas após o impeachment, senador tucano embarcou para agenda desconhecida em Washington. Além de histórico de intervenções, país está de olho no pré-sal
‘EUA farão de tudo para que nosso continente volte a ser o quintal deles’, diz Frei Betto
Guilherme Weimann | São Paulo | Brasil de Fato – 14/04/2016 Foto: José Cruz/ Agência Brasil Para o escritor, ‘os Estados Unidos não dormem em serviço. Quanto mais puderem desestabilizar os governos progressistas da região, mais o farão. Porém, governos devem reconhecer erros, como o de não cuidar da alfabetização política do povo’
Será impossível derrubar o governo, diz Flávio Dino
Em entrevista exclusiva, governador do Maranhão afirma que saída do PMDB do governo é uma “tentativa ilegítima” de chegar ao poder Walber Pinto – 12/04/2016 Foto: Reprodução Ex-juiz federal e advogado, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirma que “será impossível derrubar o governo”, chama de golpe o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff e acrescenta: “É um golpe porque o impeachment no presidencialismo só pode ser usado em caso de crime de responsabilidade. Tenho convicção em dizer que esse artifício é ilegítimo”.
A crise dos alinhamentos político-religiosos dentro do catolicismo
Massimo Faggiolli, 31 de março de 2016 “A opção neoconservadora idealiza uma Igreja clerical e hierárquica que epitomiza uma não recepção do Vaticano II. A opção ortodoxa radical idealiza uma Igreja cuja teologia, na verdade, aprendeu com a praça pública e com a interação no domínio da política (a ideia de liberdade religiosa, só para mencionar um exemplo). Essa eclesiologia tende a enxergar a Igreja como uma contrassociedade que mascara a tentação de uma Igreja como societas perfecta”, escreve Massimo Faggioli, professor de história do cristianismo e diretor do Institute for Catholicism and Citizenship, na University of St. Thomas, nos EUA. O artigo foi publicado por Global Pulse, 29-03-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
Golpe parlamentar não pode ser confundido com impeachment. Entrevista especial com Luiz Moreira
“O processo de impeachment hoje em curso na Câmara dos Deputados é claramente um artifício para dar ares de legalidade a um golpe parlamentar”, afirma o ex-integrante do Conselho Nacional do Ministério Público. A conjuntura dos últimos dias, que tem acentuado a crise política, segue um “roteiro” “por todos conhecido”, o qual envolve uma “aliança” entre o Judiciário, o Ministério Público e a polícia e a mídia, “com o propósito de obter apoio de parcelas da população às chamadas fases da operação Lava Jato”, diz Luiz Moreira à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. Através desse “pacto”, frisa, está em curso “um projeto que estabelece supremacia do sistema de justiça criminal sobre a democracia”.
Deus e o Diabo na terra Brasil
Magali Cunha Terça, 29 de março de 2016 “Ataques verbais e físicos experimentados em espaços públicos, registrados por escrito, em áudio e imagens nas mídias tradicionais e digitais, têm marcado posicionamentos e debates em torno da crise política em curso”, escrever Magali Cunha, jornalista, docente e pesquisadora da Universidade Metodista de São Paulo.
Jornalistas contra a tentativa de Golpe midiático, judicial e parlamentar
Jornalistas se posicionam diante dos últimos acontecimentos Adital – DOCUMENTO – 23/03/2016 “Nos dias atuais, em pleno Terceiro Milênio, lamentavelmente, a grande mídia brasileira se posiciona de forma antijornalística, comportando-se na prática como partido político defensor de valores antidemocráticos, como aconteceu em outros momentos históricos de crise política em nosso país, entre os quais em agosto de 1954, que culminou com a morte do Presidente Getúlio Vargas, as tentativas de derrubar o então Presidente eleito Juscelino Kubitschek e ainda o golpe de 1 de abril de 1964.”
Quatro sombras afligem a realidade brasileira
Leonardo Boff – 20/03/2016 “Raymundo Faoro (Os donos do poder) e o historiador e acadêmico José Honório Rodrigues (Conciliação e reforma no Brasil ) nos têm narrado a violência com que o povo foi tratado para estabelecer o estado nacional, fruto da conciliação entre as classes opulentas sempre com a exclusão intencionada do povo. Assim surgiu uma nação profundamente dividida entre poucos ricos e grandes maiorias pobres, um dos países mais desiguais do mundo, o que significa, um país violento e cheio de injustiças sociais.