O plano de futuro da Noruega: ser mais verde, mais digital e mais laica

O país que se destaca pela forte indústria petroleira está reformando a legislação para se tornar uma sociedade mais conectada com o próximo século Belén Domínguez Cebrián – Oslo,  21 FEV 2017  Foto: Vários carros elétricos carregam a bateria em uma rua do centro de Oslo. Massimiliano Minocri EL A Noruega já está pensando no século XXII. O país escandinavo está implantando políticas que o colocam no limiar de uma era mais digital, mais laica e ainda mais verde. O Governo conservador de Erna Solberg começou o ano com três fortes objetivos: separar a Igreja do Estado, eliminar os carros de combustível fóssil a partir de 2025 e abolir a histórica rádio FM para transmitir em uma faixa 100% digital. “Está em nosso DNA deixar as coisas para as gerações futuras em melhores condições do que as recebemos”, defende Inger Solberg, diretora da Innovation Norway (IN), a agência pública que investe o equivalente a 1,3 bilhão de reais por ano em sustentabilidade.

Efeitos das mudanças climáticas já prejudicam vida dos brasileiros, diz o Greenpeace

Camila Boehm–15-11-2016 Agência Brasil Dez anos depois da publicação do último relatório do Greenpeace sobre os prejuízos decorrentes das mudanças climáticas, novo documento da entidade mostra que pouca coisa mudou. “O que tem de mais emblemático é que, dez anos depois, ainda não conseguimos arrumar uma solução para evitar as mudanças climáticas. Continua uma discussão muito grande, as coisas não saem do papel e os efeitos já estão acontecendo”, avalia o coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Márcio Astrini.

A tolice das análises econômicas atuais

Leonardo Boff – 19/11/2016 Foto: http://www.brasil247.com/pt “Os cenários projetados por sérios centros de pesquisa são cada vez mais perturbadores. O aquecimento, por exemplo, não cessa de aumentar como se afirmou agora em Marrakesch na COP 22. A temperatura global de 2016 ficou 1,35 C acima do normal para o mês de fevereiro, a mais alta dos últimos 40 anos. Os próprios cientistas como David Carlson da Organização Meteorológica Mundial, uma agência da ONU, declarou: “isso é espantoso…a Terra certamente é um planeta alterado”.”

Como se colocou Donald Trump no poder

 Não culpem os eleitores, nem pensem que se trata de uma guinada definitiva à direita. Voto expressa inconformismo contra as desigualdades e um Partido Democrata entregue ao neoliberalismo   Naomi Klein –  10/11/2016 Eis o que precisamos entender: um enorme contingente de pessoas está sofrendo, nos Estados Unidos. Sob políticas neoliberais de desregulação, privatização, austeridade e comércio corporativo, seu padrão de vida despencou. Perderam seus empregos. Perderam suas aposentadorias. Perderam muito da rede de segurança que costumava tornar essas perdas menos apavorantes. Veem para seus filhos um futuro ainda pior do que o seu precário presente.

O problema não é Trump, e sim seus selvagens eleitores-

  Milhões de norte-americanos apoiam um candidato que não tem causa, e sim inimigos JOHN CARLIN – 07/11/2016   Foto: Donald Trump em Minneapolis “O demagogo é aquele que prega doutrinas que sabe que são mentira a pessoas que sabem que é idiota”. H.L. Mencken O problema não é Donald Trump. O problema é o trumpismo, um coquetel de ódio e fascismo repleto de mentiras e incoerências confeccionado sobre a marcha por Trump e seus aduladores em um processo febril de incitação mútua.

Cimeira da “Justiça Climática”

Abílio Louro de Carvalho – 08.11.2016 Começou oficialmente em Marraquexe, Marrocos, a 22.ª conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas (COP22), reunindo perto de 20 mil pessoas (de 196 países) até ao dia 18, com o escopo de concretizar os compromissos assumidos no Acordo de Paris contra o aquecimento global. A Conferência tem uma pergunta a que deve dar resposta: “Será o concerto das nações capaz de assegurar a tempo a justiça climática para o Planeta?”.

O engenheiro que purifica a água com os diamantes

Da Índia a Paris, passando pelo Politécnico de Turim, desenvolveu uma tecnologia revolucionária Fabrizio Assandri – 20/10/2016 Raphael Kiran de 32 anos, no trabalho “O que aprendi na Europa e na Itália vai me ajudar a melhorar o mundo”: Raphael, engenheiro eletrônico biomédico, tem grandes ambições. Assim como a startup que ele inventou, “Dymond Cleantech”, com a qual pretende purificar a água da chuva e fabricar chuveiros que reutilizem a água, as chamadas “duchas perpétuas”.

Acordo de Paris é insuficiente para frear o aquecimento global

Karina Toledo – 03-10-2016 Um grupo internacional de especialistas alerta que, caso não sejam adotadas medidas mais drásticas para reduzir a emissão de gases do efeito estufa do que as estabelecidas no âmbito do Acordo de Paris, o teto considerado seguro para o aquecimento global – de 2 ºC acima dos níveis pré-industriais até o final do século – pode ser alcançado já em 2050. Publica Agência Fapesp, 03-10-2016.

S. Francisco de Assis: a escola do amor, a fonte da ternura

Leonardo Coimbra-  Atualizado em 04.10.12 Foto abaixo: S. Francisco de Assis – Cândido Portinari S. Francisco é o homem espontaneamente cristão, é, pois, o homem que reencontrará a Natureza paradisíaca, aquela que é o tipo divino, que é a ideia-acto do pensamento criador. Um Platão depois de Cristo. Um Platão cristão, ingénuo infante que tudo adivinhasse, veria assim a Natureza. O resto de Caos, que é, em Platão, o mal, a resistência, a transitividade e a morte, precisava o redentor que tivesse incendiado um lume de tão alta temperatura, que, vencendo todas as incombustibilidades, dada deixasse do Caos, da Guerra, da resistência e da Morte.

A maior temperatura em 5 milhões de anos

José Eustáquio Diniz Alves–19/09/2016 “Estamos entrando em um período de emergência climática e o mundo precisa ir além do Acordo de Paris, pois, se a temperatura continuar subindo no ritmo acelerado das últimas décadas, o impacto do aquecimento global será desastroso e poderá levar ao colapso da civilização e à 6ª extinção em massa das espécies. Caminhamos para uma situação inédita nos últimos 5 milhões de anos”, escreve José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE, em artigo publicado por EcoDebate, 19-09-2016.