“Do total de comida que se produz, 40% vai para o lixo, e isso é imoral”
Marya G. Nieto – 14/09/2016 Yolanda Kakabadse (Quito, Equador, 1948) é a presidenta da WWF internacional e ex-ministra do Meio Ambiente do Equador. Desde os anos 70, ele tem se dedicado a defender o planeta: foi fundadora e presidenta de várias ONGs e proferiu palestras no mundo inteiro em favor da natureza. Na semana passada, Kakabadse esteve em Madri para participar da segunda edição dos Diálogos sobre a Água entre a América Latina e a Espanha.
Vamos mesmo precisar de dois novos planetas para manter o atual estilo de vida da humanidade?
Diante do atual ritmo de consumo e produção, as Nações Unidas pedem prioridade ao uso racional dos recursos naturais Mariana Kaipper Ceratti – 10 Setembro 2016 Se a população global de fato chegar a 9,6 bilhões em 2050, serão necessários quase três planetas Terra para proporcionar os recursos naturais necessários a fim de manter o atual estilo de vida da humanidade. A voracidade com que se consomem tais recursos fez as Nações Unidas incluírem o consumo em sua discussão sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030.
Papa Francisco: uma voz improvável pelo ambiente
“As mudanças climáticas são um problema global e só podem ser combatidas por algum tipo de consciência global e um sentido do bem comum que envolva toda a humanidade”, afirma o editorial do jornal inglês The Guardian, 01-09-2016. Segundo o editorial, precisamos da “ajuda de pessoas que sejam claras sobre a distinção entre humanos e deuses. Aqui entra o Papa Francisco tem jogado o peso do seu papado sobre o movimento ambiental de uma forma sem precedentes. Ele não está sozinho. Todas as religiões mundiais organizadas têm agora uma forte consciência ambiental. Todas elas são afetadas”.
Fórum Social Mundial e Fórum Mundial de Teologia e Libertação: um relato de Roberto E. Zwetsch
Roberto E. Zwetsch – 19 Agosto 2016 “O que posso afirmar com segurança é que não se volta o mesmo ao país depois de conhecer tantas pessoas de países diferentes, de ouvir tantos desafios que se apresentam à teologia e às comunidades de fé, e de deixar-se envolver pelo clamor dos povos e da própria terra que geme sob as estruturas de morte que o sistema internacional impõe hoje aos povos”, diz Roberto E. Zwetsch, doutor em Teologia e professor na Faculdades EST.
Revoluções silenciosas: a convivialidade
Leonardo Boff – 23/07/2016 “A convivialidade pretende ser uma resposta adequada à crise ecológica. Ela pode evitar um real crush planetário”, escreve Leonardo Boff, escritor, teólogo e filósofo.
Sintese do Manifesto convivialista
Por todas as partes do mundo buscam-se alternativas ao sistema econômico-financeiro vigente e mesmo, ao tipo de civilização que temos, pois o nosso modo de habitar o planeta e aproveitar de seus bens e serviços naturais chegaram a um ponto crítico. A Terra já não suporta o tipo de exploração a que a submetemos. Por todas as partes, estão emergindo revoluções silenciosas de grupos que ensaiam o novo e formas diferentes de produzir, de consumir, de repartir e de conviver.
As pesquisadoras que ajudam o progresso sustentável nos países emergentes
Veronica Ulivieri – 22/06/2016 Foto: La Stampa e Elsevier Foudation Graças às bolsas de estudo da Academia Mundial de Ciências, podem instalar um laboratório e dar vida a projetos de outra forma impensáveis. Muitos estão ligados à ecologia e à saúde: biofertilizantes, medicina natural, e novos antibióticos a partir de bactérias do Himalaia
A busca da ecologia integral
Marcelo Sánchez Sorondo – 23 de maio de 2016 “A iniciativa do Papa Francisco de unir ciência, política e religião no sentido de uma abordagem ecológica integral é apenas um começo. Esperamos que outras religiões e líderes morais e políticos juntem-se a essa nova sinergia e conduzam as sociedades na direção de soluções justas dos problemas ecológicos e sociais sem perder de vista os valores da pessoa humana e do bem comum”. O comentário é de Marcelo Sánchez Sorondo, bispo argentino, presidente da Pontifícia Academia de Ciências e Ciências Sociais, e Veerabhadran Ramanathan, professor de Ciências Atmosféricas e Clima na Universidade da Califórnia, publicado por Science, 13-05-2016.
Dilma compôs seu réquiem em Belo Monte.
Para Dilma Rousseff, Belo Monte é grandiosa. Para João da Silva, é a sua morte Eliane Brum – 10/05/2016 O julgamento mais rigoroso da presidente e do PT, no tempo da História, será feito por brasileiros como João da Silva. “Quero dizer que esse empreendimento de Belo Monte me orgulha muito pelo que ele produziu de ganhos sociais e ambientais”, afirmou a presidente. No momento em que Dilma discursava, quatro crianças indígenas já tinham morrido de gripe no período de dois dias, entre 29 e 30 de abril. A reportagem é de Eliane Brum, escritora, repórter e documentarista, publicada por El País, 09-05-2016.
No Dia da Terra, a assinatura do Acordo de Paris!
Abílio Louro de Carvalho – 22.04.2016 “Neste Dia da Terra de 2016, quatro meses após a conclusão do acordo de Paris, dirigentes de 175 países assinaram formalmente esse acordo sobre o clima na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, numa cerimónia protocolar que marca o primeiro passo no processo de vinculação dos países às promessas que fizeram para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.”