A MULHER NA IGREJA

  Anselmo Borges – 8 de Março de 2020 – Foto: Daqui  Neste Dia Internacional da Mulher, retomo o que já aqui escrevi em 2011: “As mulheres têm motivo para estar zangadas com a Igreja, que as discrimina. Jesus, porém, não só não as discriminou como foi um autêntico revolucionário na sua dignificação, até ao escândalo.”

“A pessoa mais lúcida do Sínodo é o Papa, e isso nos deu esperança”, afirmam os indígenas presentes na sala sinodal.

Luis Miguel Modino – 25 Outubro 2019  Os povos indígenas entendem a realidade de uma maneira diferente, são capazes de perceber detalhes que escapam aos filhos de outras culturas. Portanto, é importante tentar descobrir o que o Sínodo para a Amazônia, o primeiro em que os representantes dos povos originários tiveram voz na sala sinodal, significou para eles, que nunca sonharam em participar de um momento simulado. A reportagem é de Luis Miguel Modino.

Sínodo recomenda ordenar homens já casados — na Amazónia

. Clara Barata – 26 de Outubro de 2019  Foto: Papa Francisco com uma comunidade indígena da Amazónia no Vaticano VATICAN MEDIA/REUTERS Papa Francisco anuncia que vai convocar comissão para analisar questão de ordenar mulheres como diaconisas. O documento final do Sínodo da Amazónia, que decorreu no Vaticano, recomendou formalmente ao Papa Francisco que levante a restrição em vigor há mil anos de ordenar homens já casados como padres – mas apenas na região da bacia amazónica, e para combater uma escassez de padres. No entanto, abre-se uma porta relativamente ao celibato dos padres que poderá vir a tornar-se revolucionária. As zonas remotas da Amazónia poderão tornar-se um laboratório para testar como alargar esta abertura ao resto da comunidade dos fiéis da religião católica.

Fim da lei do celibato dos padres?

  Anselmo Borges, 22/06/2019 Foto: Padre, com esposa e filho / Centro de Vocações Anglicanas do Brasil Se no próximo Sínodo sobre a Amazónia, “os bispos concordassem em ordenar homens casados, o Papa, na minha opinião, aceitaria essa posição. O celibato não é um dogma, não é uma prática inalterável”.  (cardeal Walter Kasper) Isso não seria nada de extraordinário. De facto, no catolicismo de rito oriental, continua a ordenação de casados e os padres anglicanos casados que se convertem são aceites na Igreja católica na condição de casados. Mais importante: a lei do celibato, como ficou dito, não é um dogma de fé, mas uma medida disciplinar.

Francisco: “O sexo? Um dom de Deus e não um tabu”

Salvatore Cernuzio – 19 Setembro 2018 Foto: Vatican News  O sexo é “um dom de Deus” e não “um tabu”, muito menos essa coisa “reificada” e “usada para se divertir”, como quer a pornografia. O serviço aos pobres, que está “no coração do Evangelho” e sobre o qual basta dizer que é uma questão de “comunistas”, como se dizia em 68. Em seguida, a corrupção, que “acaba não deixá-lo viver para si mesmo, mas para fazer você viver ‘pelos bolsos’” e para “amputar os ideais”.

Ordenar viri probati não é uma “ruptura da tradição” (por C. U. Cortoni)

Andrea Grillo – 27 de maio de 2018. No blog: Come se non Tradução: Orlando Almeida.  Nos últimos dias, inclusive tendo em vista as discussões que se abrirão em torno do “Sínodo para a Amazônia“, o cardeal Sarah abordou, com insólita rudeza e com grave imprecisão, abrdou o tema dos ‘viri probati’ e do ‘celibato eclesiástico falando com tons e referências completamente fora de controle. Eis aqui uma pequena amostra, tirada de uma homilia que ele fez há alguns dias atrás em Chartres:

A grande exclusão dos padres casados

“TRATADOS COMO ‘TRAIDORES’”  José Manuel Vidal, 17/12/17 Imagem: Celibato – José Luis Cortés O itinerário espiritual e as milhares de histórias dessas pessoas são de uma riqueza incalculável para a história do Povo de Deus. “Nenhuma empresa no mundo desperdiça tantos recursos humanos”

A transcendência do ato conjugal

Eduardo Hoornaert,  30/10/17 Escrever sobre o ato conjugal (e aqui uso a expressão num sentido biológico, sem conotações de ordem moral) é coisa delicada. Pois o sexo, que mexe com a vida da maioria dos indivíduos, fica por assim dizer ‘protegido’ por um sentimento de pudor, algo que se verifica em todos os povos e constitui um tabu que só pode ser rompido em determinadas circunstâncias. Em quase todas as sociedades humanas, pornografia e exibicionismo são rejeitados. 

Adúlteros! Mas serão mesmo?

P. Miguel Almeida, sj – 5/10/2017 “…um casal que constituiu uma (segunda)  família onde há verdade, liberdade, fidelidade e respeito mútuo provados ao longo do tempo, este não é um casal de adúlteros”. Reconhecendo este facto, João Paulo II deu um grande passo. Mas criou uma situação confusa. Com a sua atitude solicitamente pastoral, abriu uma frincha que agora, finalmente, depois de mais de 35 anos de experiência, Francisco pode concluir. O que aconteceu é que ficamos sem instrumentos conceptuais para lidar com estas situações. Antes eram adúlteros e, como tal, não podiam comungar. Com João Paulo II deixaram de ser considerados adúlteros, mas também não podem comungar. Porquê?”

Freud contra o ‘crime da cura gay’

 Não se deve só ajudar homossexuais a “se aceitarem”, mas a superar as sequelas deixadas pela homofobia Juan Arías – 22/09/2017 A polêmica no Brasil sobre se os psicólogos podem ou não curar a homossexualidade, como se esta fosse uma doença, viralizou positivamente nas redes sociais. A chamada cura gay é algo defendido e promovido, por exemplo, por alguns grupos evangélicos e outras correntes religiosas. Isso levou, no entanto, a relegar o aspecto positivo que a psicologia pode trazer para os gays que têm problemas para aceitar sua condição por causa de possíveis pressões sociais ou familiares.