Encontro de Jon Sobrino com o Papa reflete resgate da ‘Igreja dos pobres’ pelo Vaticano

Cristina Fontenele -21/11/2015 Em celebração aos 50 anos do Pacto das Catacumbas, o Vaticano realizou, no último sábado, 14 de novembro, um seminário, em Roma, para tratar da atualidade da proposta firmada por 42 padres conciliares, nas Catacumbas de Domitila, em 1965. Na ocasião, o teólogo espanhol Jon Sobrino palestrou sobre o impacto desse acordo na Igreja de hoje e sobre a urgência de se voltar à “Igreja dos pobres”.

África Central: o único baluarte contra a loucura da guerra é a Igreja

 «A escolha do Papa Francisco de abrir o Jubileu em Bangui põe em primeiro plano um país desconhecido, com grande necessidade de se deixar converter pela Misericórdia» – Pe Aurelio Gazzera, no Santuário de Fátima. O Ano Santo da Misericórdia será um jubileu “atípico” por muitas razões. Uma delas é a abertura da Porta Santa não só em Roma, mas em todas as dioceses do mundo, em dias diferentes. Ainda mais surpreendente, no entanto, foi a decisão do Papa Francisco de abrir a primeira Porta Santa em Bangui, no dia 29 de novembro, durante a sua visita pastoral à República Centro-Africana.  –   O Jubileu começará assim numa das “periferias” mais esquecidas da terra: um país onde à miséria omnipresente se juntou a tragédia de uma guerra civil que parece um túnel sem saída, completamente ignorado pela comunidade internacional.

Mecanismo institucional de proteção da pedofilia clerical no México perpetua impunidade

Organizações da sociedade civil denunciam que a pederastia clerical no México apresenta um duplo mecanismo de proteção – eclesiástico e civil. Organizações da sociedade civil mexicana apresentaram ao Comitê dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU) um documento no qual explicitam o contexto global sobre a pederastia clerical no México. O relatório recente relata casos de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica e que seguem impunes no país. O objetivo do informe é oferecer uma perspectiva diferente da oficial em relação ao grau de cumprimento dos compromissos assumidos pelo Estado em relação à Convenção sobre os Direitos da Criança, em vigor desde 02 de setembro de 1990.

SERVIR E NÃO SERVIR-SE

 Frei Bento Domingues, O.P.  15/11/2015 “Na sua homilia, pediu ao Senhor que nos dê a graça que deu a Paulo, cuja honra era ir sempre mais longe, renunciando às regalias e às tentações farisaicas de vida dupla: apresentar-se como ministro do Evangelho, como aquele que serve, mas no fundo estar a servir-se dos outros, a exibir-se”

Catequese do Papa Francisco – a porta do acolhimento

CATEQUESE – Praça São Pedro – Vaticano 18/11/2015 “O Jubileu significa a grande porta da misericórdia de Deus, mas também as pequenas portas das nossas igrejas abertas para deixar o Senhor entrar – ou tantas vezes sair o Senhor – prisioneiro das nossas estruturas, do nosso egoísmo e de tantas coisas.”

Como foi o Pacto das Catacumbas em Roma, no dia 16 de novembro de 1965?

“Três semanas antes da conclusão do Concílio, no dia 16 de novembro de 1965, alguns membros da ‘Igreja dos Pobres’ se reúnem na Catacumba de Santa Domitila em Roma. Dois meses antes, em 12 de setembro, o papa Paulo VI esteve na catacumba Santa Domitila, mostrando um apoio simbólico à ideia de uma ‘igreja das catacumbas’.” Eduardo Hoornaert – 16/11/2015

Pacto das Catacumbas, Papa Francisco e a Igreja dos pobres

“Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue”, escreviam há 50 anos os 40 bispos que, no dia 16 de novembro de 1965, durante a fase final do Concílio Vaticano II, assinaram o Pacto das Catacumbas. “Eu não vivo no luxo. O meu apartamento tem 296 metros quadrados, e eu não vivo sozinho. Moro com uma comunidade de três irmãs que me ajudam”, declara hoje o ex-secretário de Estado vaticano do Papa Ratzinger, o cardeal Tarcisio Bertone.

A reforma da Igreja e os “sofrimentos apostólicos” do Papa Francisco

 A “barca de Pedro” está atravessando águas de um tempo muito singular, impulsionada por ventos primaveris, mas também sacudida por correntes geladas e povoadas de um novo conformismo. Até mesmo os beneficiários de documentos roubados tentam ganhar dinheiro com suas mercadorias traficadas apresentando-se como defensores da “reforma desejada por Francisco”. É possível confundir-se. E neste caso poderia ser útil recordar algumas coordenadas proporcionadas pelo cardeal Godfried Daneels, arcebispo emérito de Malinas-Bruxelas. Suas palavras são neutras e, como sempre, não são necessariamente óbvias.

Jesus e o Vaticano

“No domingo passado, Francisco veio garantir aos fiéis que não cederá: “Sei que muitos estais perturbados com as notícias que circularam sobre os documentos confidenciais da Santa Sé roubados e publicados.” Trata-se de “um delito, um ato deplorável que não ajuda. … Por isso, quero assegurar-vos que este triste acontecimento não me desviará do trabalho de reforma que estamos levando a cabo com os meus colaboradores e com o apoio de todos vós”.” Anselmo Borges – 14/11/2015