O Pacto das Catacumbas e sua atualidade após 50 anos
segunda-feira, 16 de novembro de 2015 Nos 50 anos do “Pacto das Catacumbas” vários grupos eclesiais e religiosos em Roma realizam atos em memória deste evento que marcou o caminho de conversão para uma Igreja “servidora e pobre”. Em 16 de novembro de 1965, 42 padres conciliares, de 15 países de diferentes continentes, celebraram uma Missa nas Catacumbas de Santa Domitilla, em Roma [Itália]. Com o objetivo de ser fiel ao espírito de Jesus, o pacto convidava o episcopado a assumir uma vida de pobreza, em prol de uma Igreja “pobre e serva dos pobres”, conforme o desejo do então Papa João XXIII.
“Em Roma, há hierarcas que têm muito medo do Papa Francisco”
“Seguramente, muitas pessoas não conseguem imaginar a atualidade de tudo isso. Agora se diz, em todo o mundo, que importantes “mandachuvas” da cúria romana não toleram o Papa Francisco. E a história se repete. Assim, nos encontramos diante de uma situação que se parece (mais do que alguns suspeitam) com aquela que ocorreu na vida de Jesus.” A reflexão é do teólogo espanhol José María Castillo, e publicada por Religión Digital, 13-11-2015. A tradução é de André Langer.
«Ganância gera pobreza», diz Papa Francisco em entrevista a jornal de rua holandês
O jornal de rua holandês Straatniews, com sede em Utrecht, na Holanda, publicou, em sua mais recente edição, uma entrevista com o Papa Francisco, realizada no dia 27 de outubro. O jornal, levado adiante por jornalistas, fotógrafos e ilustradores voluntários, é vendido por moradores de rua, entre os quais alguns migrantes. As edições do Straatniews também chegam à cidades importantes como Haia, Roterdão e Amesterdão.
Os leigos não são fiéis “de segunda”
É esta a principal enunciação da mensagem do Papa Francisco para a jornada de estudos em torno do decreto conciliar Apostolicam Actuositatem (AA), sobre o apostolado dos Leigos, organizada pelo Pontifício Conselho para os Leigos em parceria com a Universidade Pontifícia da Santa Cruz.
Padre Victor: conheça a história do primeiro beato ex-escravo do Brasil
Jovem negro venceu preconceitos e se tornou padre em meados de 1800. Após vida dedicada aos pobres, ele será beatificado em Três Pontas, MG. Samantha Silva Do G1 Sul de Minas 11/11/2015. – O livro que conta a história de Francisco de Paula Victor, escrito pelo teólogo italiano Gaetano Passarelli, começa com um sonho. O jovem negro, escravo, que passava seus dias na Campanha (MG) do início do século XIX, revela ao seu professor de alfaiataria que queria ser padre. Era um sonho impossível a pessoas como ele à época, mas ter fé é crer no que não é possível. E Victor venceu todos os preconceitos e barreiras sociais, se tornando o primeiro padre ex-escravo do Brasil. No dia 14 de novembro, ele será beatificado pela Igreja Católica em Três Pontas (MG). Imagem reproduz o que seria uma das únicas fotografias tiradas de Padre Victor. (Foto: Arquivo Secretaria de Cultura de Três Pontas)
Família e misericórdia: As obras de misericórdia como atos criadores da família
O que permite a Sua Santidade o Papa Francisco dizer algo de tão liminar e diamantinamente importante como «A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia» (Misericordiae vultus (MV), 10) é saber-se que este ato – divino por excelência – é isso «que revela o mistério da Santíssima Trindade» (MV, 2). Mudemos um pouco a ordem dos termos da citação para podermos entender melhor o que aqui está em causa: é a misericórdia – qualquer seja, pois toda ela é Deus em ato – que nos permite penetrar o que é penetrável no Mistério da Santíssima Trindade, único mistério que existe verdadeiramente.
50 anos do “pacto das catacumbas”: para uma igreja serva e pobre
Geraldo Frencken – Fortaleza Considero ser amplamente relevante que estejamos atentos a um acontecimento que, neste próximo dia 16 de novembro, se deu há exatos cinquenta anos, quando um pequeno grupo de bispos, partícipes do Concílio Vaticano II (1962-1965), se reuniu nas Catacumbas de Domitila na cidade de Roma, a fim de celebrar um “Pacto” que orientaria as suas vidas individualmente, como a das Igrejas locais, a eles confiadas: foi firmado o “Pacto das Catacumbas”.
O novo humanismo segundo Francisco: por uma Igreja não obcecada com dinheiro e poder
Papa fala ao Congresso da Igreja Italiana “Se a Igreja não assume os sentimentos de Jesus”, adverte o papa, se ela “só pensa em si mesma e nos seus interesses”, ela então “se desorienta, perde o sentido”, se torna “triste”. Já uma Igreja humilde, desinteressada, bem-aventurada, “é uma Igreja que sabe reconhecer a ação do Senhor no mundo, na cultura, na vida diária das pessoas”. Assim, é melhor uma Igreja “acidentada, ferida e suada porque saiu às ruas” do que uma igreja “doente pelo encerramento e pela comodidade de se agarrar às próprias seguranças”.
O Papa Francisco, uma revolução da misericórdia
Curiosa e estranhamente, Francisco, em uma das suas primeiras aparições para o Angelus dominical, recomendou o livro do cardeal Walter Kasper sobre a misericórdia. Poucos dias depois, o livro se esgotou em todas as livrarias. Mais tarde, soube-se que o cardeal Bergoglio, durante o conclave que precedeu a sua eleição papal, lia este livro de Kasper, com quem tem uma grande sintonia, como reconheceu o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.
“Que as suas palavras sejam simples, que todos entendam, que não sejam longas homilias”, diz Papa Francisco a novo bispo
Terça, 10 de novembro de 2015 “Anuncie a Palavra em todas as ocasiões oportunas e, às vezes, não oportunas; admoesta, repreenda, mas sempre com doçura; exorte com toda a magnanimidade e doutrina. Que as suas palavras sejam simples, que todos entendam, que não sejam longas homilias”, aconselhou o Papa Francisco ao novo bispo que ordenou na tarde de ontem, 09-11-2015, em Roma.