Francisco. E depois?

Anselmo Borges – 09/o3/2018 Imagem editora San Pabblo “Um Papa cristão, apaixonado pelo Evangelho, notícia boa e felicitante! “A Igreja somos nós todos” ao serviço de todos. O clericalismo e o carreirismo são “a peste da Igreja”. Impõe-se reformar a fundo a Cúria Romana.  Não podemos ficar “mumificados nas nossas estruturas”. Para a pedofilia, tolerância zero – se se equivoca, como aconteceu no Chile, vai emendar o erro. Transparência total no Banco do Vaticano. É preciso descentralizar a Igreja…” 

Uma ”reforma da reforma” diferente: Papa Francisco e a Cúria Romana.

Massimo Faggioli – 7/2/18 –Foto: IHU Apesar das esperanças dos liberais e dos temores dos conservadores, o Papa Francisco não governa por decreto, nem mesmo quando se trata da Cúria.  –  Opinião do historiador italiano Massimo Faggioli, professor da Villanova University, nos Estados Unidos, em artigo publicado por La Croix Internationale, 05-02-2018

Müller: “O Livro de Buttiglione dissipou as dúvidas dos cardeais”

Entrevista com o Card. Müller sobre a Amoris Laetitia ANDREA TORNIELLI – 30/12/17 Entrevista com o cardeal Müller (foto) sobre Amoris Laetitia e a possibilidade dos sacramentos para aqueles que vivem uma segunda união: “Devemos correlacionar a palavra de salvação de Deus com a situação concreta, excluindo o legalismo e o individualismo autorreferencial”

81 anos do Papa: quanto mudou a igreja nestes cinco anos com Francisco?

“Bergoglio quebrou convenções, é uma mudança radical na Igreja” Rodrigo Silva (La palavra nuestra) Foto: A reforma do sorriso do Papa Francisco – Agencias   “Está centrado no Evangelho, em Jesus, e fez uma opção pelos que mais sofrem” Francisco quebrou convenções. Não é o Papa distante que se exibe diante da multidão. Ele é um homem que se aproxima e partilha com ela.

Os 81 anos do Papa do Evangelho

“TERÁ FRANCISCO TEMPO PARA COMPLETAR A SUA PRIMAVERA?” José Manuel Vidal 17 /12/17 Foto: O Papa sopra as velas de um bolo de aniversário   “Está ativando uma Igreja desclericalizada, sinodal e corresponsável”. Questiona os fundamentos do poder político-econômico-financeiro mundial, traz consolação aos empobrecidos e aponta o caminho da esperança para aos que sofrem

O processo: contra Francisco ou de Francisco?

Querem mover um processo somente aqueles que não reconhecem a fé e a Igreja como processo.  Andrea Grillo – 11/12/17  blog: Come se non  Tradução: Orlando  Almeida A reação visceral ao pontificado de Francisco, evidentemente, baseia-se em algo muito mais antigo do que ele, isto é, sobre a resistência, a qualquer custo, da identidade católica ao mundo moderno. Não é Francisco que está em questão, mas a abertura da Igreja à modernidade, que sofreu uma virada decisiva no “processo” iniciado pelo Concílio Vaticano II. Como tal abertura não é realmente compreendida, mas  ao contrário é considerada a causa de todo mal, então a falta de recepção do ‘processo conciliar’ determina a “colocação sob acusação” do Vaticano II e, obviamente, do primeiro papa que aparece, não só biograficamente, como um filho legítimo desse Concílio.

Críticas ao Papa: acusação e resposta vindas da América

 Está havendo caos na Igreja. E você, Francisco, é o culpado – diz o  padre Thomas G. Weinandy . Creio que a grande maioria dos bispos e teólogos – replica o padre Strynkowski – discorda.   ANDREA TORNIELLI – 03/11/17  Foto:AP /Alessandra Tarantino   Um teólogo da conferência episcopal dos EUA escreve a Francisco, publica a carta e depois de uma entrevista com o secretário dos bispos renuncia. Um colega responde lembrando-lhe a instrução “Donum veritatis”

ESTE PAPA É UMA DECEPÇÃO!

Se este é o espírito e o comportamento do Papa, porque suscitará ele tanta oposição? Frei Bento Domingues – 17 setembro 2017 “No meu ponto de vista, seria péssimo que os gestos e as atitudes do Papa não fossem discutidos. O uso da liberdade de expressão na Igreja é um direito e um dever. Aliás, é o que este Papa mais exerce e mais deseja para todos. O que é inaceitável é que sejam aqueles que sempre atacaram a liberdade no passado, usem todos os meios para restaurar um tempo em que só eles e os da sua tendência tinham direito de expressão. Servir-se de um tempo de liberdade para a destruir, não é o caminho da ética humana e cristã mais respeitável.”

Livros das férias (2)

Anselmo Borges – 15 de setembro de 2017  Fotos: Religión Digital Continuo com reflexões a partir do livro de Celso Alcaína – Roma Veduta. Monseñor Se Desnuda –, ele próprio refletindo sobre a Igreja e o seu futuro, a partir dos oito anos passados na Cúria, concretamente na Congregação para a Doutrina da Fé.