Dogma da infalibilidade. Francisco responde ao apelo de Hans Küng
Denis Coday – 27 de abril de 2016 Hans Küng, o teólogo suíço, diz que recebeu uma carta do Papa Francisco que responde “ao meu pedido para dar espaço para uma discussão livre sobre o dogma da infalibilidade”. Küng se recusou a mostrar a carta ao National Catholic Reporter – NCR, citando “a confidencialidade que eu devo ao Papa“, mas ele diz que a carta foi datada de 20 de março e enviada para ele através da nunciatura em Berlim logo após a Páscoa.
Papa Francisco no olho do furacão: sobre a família, com as mãos atadas pelos bispos
Marco Politi -13/04/2016 Como prossegue o caminho de Francisco? A recente exortação pós-sinodal traz o ar fresco da realidade na concepção católica da família, expressa uma linguagem e uma abordagem pastoral novas, convidando a olhar para as pessoas e para as situações na sua concretude, reitera a visão de Igreja de Francisco como uma comunidade que consola, acompanha e acolhe os homens e as mulheres do século XXI. Jornal Il Fatto Quotidiano, 12-04-2016
Igreja “em saída” e exercício da autoridade: além de um “lugar comum” do magistério recente. Artigo de Andrea Grillo
Andrea Grillo – 31/03/201 O “retorno ao Concílio” do Papa Francisco parece estar marcado pela exigência de “restaurar autoridade” à ação eclesial. Só assim ela poderá sair da “tentação da autorreferencialidade”. Mas, para fazer isso, ela deve assumir uma abordagem diferente à tradição. A Igreja não se reconhece como uma “história fechada”, como um “museu de verdades a se conservar”, mas como um “jardim a se cultivar”. A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, leigo casado, professor do Pontifício Ateneu S. Anselmo, de Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, de Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, de Pádua. O artigo foi publicado no seu blog Come Se Non, 22-03-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
À espera de “Amoris laetitia”: os nomes do amor em 140 anos de magistério católico, de Leão XIII a Francisco. Artigo de Andrea Grillo
Andrea Grillo – Fotos: do Site do autor – 04/04/2016 http://andreagrillo.altervista.org/ Amoris laetitia: agora temos um título. Mas apenas um título, que, porém, como acontece em uma longa tradição eclesial, coincide com um “incipit”. Assim inicia o documento: com a alegria do amor. A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, leigo casado, professor do Pontifício Ateneu S. Anselmo, de Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, de Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, de Pádua. O artigo foi publicado no seu blog Come Se Non, 01-04-2016.
Reconhecer as diferenças e conciliar pela fé em nome do evangelho vivo.
Entrevista especial com Roberto Zwetsch Por João Vitor dos Santos e Leslie Chaves – 25 de março de 2016 Foto: www.luteranos.com.br “É preciso reconhecer as dissensões que nos separaram ao longo dos séculos como igrejas e como pessoas crentes em Cristo. Só assim teremos condições de – superando divergências e idiossincrasias – proclamar com gestos e ações o evangelho que liberta”, ressalta o teólogo. Está em andamento o processo de preparação para as celebrações do 500º aniversário da Reforma Luterana. No dia 31 de outubro deste ano será realizado um evento de lançamento que marcará a data a ser celebrada em 2017. A solenidade acontecerá na cidade de Lund, na Suécia, lembrando o dia em que o reformador Martinho Lutero afixou as suas 95 teses.
A Santa Sé e os arquivos sobre a ditadura argentina
Eis por que é importante fazer luz sobre o período de juntas militares no país latino-americano (1976-1983). LUIS BADILLA – 20/03/2016 – Foto: Manifestação de protesto das famílias dos desaparecidos. “… por que não abrir os arquivos no caso de outros Países, como o Chile, o Brasil, a Bolívia, o Paraguai, o Uruguai, o Peru, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Cuba … e assim por diante. A abertura no caso da Argentina é um precedente que poderia incentivar pedidos similares por parte de outros Países da região e aos quais seria difícil dar uma recusa.
O Papa Francisco é socialista?
No livro “A Economia de Francisco – Diagnóstico de um Equívoco”, que o Observador pré-publica, João César das Neves* analisa o pensamento económico do Papa. Há alguma semelhança com o que disse Marx? *João César das Neves é doutorado em Economia e autor de vários livros e artigos científicos nessa área. É professor na Universidade Católica Portuguesa e presidente do Conselho Científico da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da mesma universidade. Em jornal online Observador.pt | 13 de março 2016
A Páscoa do escravo
O Papa Francisco compreendeu que era preciso pôr a Igreja em ação Frei Bento Domingues O.P. – 20/03/2016 “Diz-se que o Papa alterou o ritual da 5.ª feira Santa: as mulheres já podem ser incluídas na cerimônia do lava-pés. É uma forma miserável de anestesiar e reduzir o sentido da intervenção do Papa. A alteração que o seu gesto visa provocar não é de tipo ritual, mas de ação transformadora. Pertence ao seu programa de ver o mundo a partir dos excluídos. Levar o centro às periferias.”
Infalibilidade. O apelo de Hans Küng ao Papa Francisco
Hans Kung – 15/03/2016 Nesta semana, Hans Küng, sacerdote católico e teólogo suíço, completará 88 anos de idade. O quinto volume de suas obras completas, intitulada “Infalibilidade”, foi há pouco publicada pela casa editorial alemã Herder. Em consonância com a publicação de “Infalibilidade”, Küng escreveu o seguinte “apelo urgente ao Papa Francisco para permitir uma discussão aberta e imparcial a respeito da infalibilidade do papa e dos bispos”.
“Francisco, um grande profeta. Mas pouca coragem no governo da Igreja”
Entrevista com Vito Mancuso Tiziana Testa – 13 de março de 2016 A simples túnica branca com que se aproxima do balcão de São Pedro. A saudação – ‘buona sera’ – à multidão reunida na praça. A escolha do nome. A renúncia ao apartamento no Palácio Apostólico. Em poucas horas, há três anos, Francisco ‘sacudiu’ o mundo com gestos que apareceram como revolucionários. Muitos saúdam a nova rota como um feliz encontro entre a Igreja e a modernidade, seguindo a trilha aberta pelo Concílio.Três anos depois, o que resta daquelas expectativas?