Diaconado feminino na Igreja católica: Regresso às origens

Filippo Rizzi – 16/05/2016  –  Tradução: Rui Jorge Martins «Os casos evidentes de “mulheres diácono” manifestam-se claramente no fim do século IV – pense-se na Igreja de Constantinopla -, como Olímpia, amiga de João Crisóstomo, que é ordenada com a imposição das mãos dele. Eram dedicadas à liturgia e ao cuidado pastoral da parte feminina da Igreja daquele tempo»

O espírito da teologia

Que dizer da devoção à imagem de N. Senhora de Fátima obrigada a ser ainda mais peregrina do que os peregrinos FREI BENTO DOMINGUES – 15/05/2016 O cristianismo só pode viver saudavelmente a partir de um presente criador. Quando enfatiza o passado, afoga-se no depósito da Fé ou na indústria da conserva dogmática. Quando foge para o Paraíso, perde a terra e o céu. Um dos dramas do catolicismo na época moderna foi sintetizado numa expressão luminosa de Yves Congar: a uma religião sem mundo, sucedeu um mundo sem religião. Tinha-se perdido o sentido da incarnação contínua do divino no humano.

Francisco, as mulheres e a urgência de uma reforma.

Vito Mancuso – 14/05/2016 Foto: Francisco e Clara de Assis (filme)  É uma questão de justiça: quando se entra em qualquer igreja para a missa, as mulheres estão sempre em clara maioria. Como é possível que nenhuma delas possa comentar o Evangelho no altar? O diaconato feminino poria fim a essa injustiça e abriria muitos novos caminhos. – A opinião é do teólogo casado italiano Vito Mancuso, professor da Universidade de Pádua, em artigo publicado no jornal La Repubblica, 13-05-2016.

Papa Francisco: um pensador em ato à escuta do mundo

António Marujo – Alex Gozblau – 30/04/2016 “Há pessoas reconhecidas pelo pensamento, outras admiradas pelo que fazem. Há ainda quem seja respeitado pelo que pensa e por aquilo que faz. O Papa Francisco estará neste último caso. Há quem o menospreze dizendo que ele é apenas uma pessoa simpática. Mas percebe-se, pelos seus textos e decisões, que, pelo contrário, é um pensador, em relação permanente com a realidade”

Quem manda na Igreja?

Padre Anselmo Borges – 07/05/2016 “Desde os tempos de Constantino, nunca a Igreja esteve tão livre do poder. Mas a Igreja deveria passar do modelo piramidal, com o Papa no vértice e um protagonismo excessivo, para a descentralização em rede, com um nó central que é o papado. Então entraríamos verdadeiramente na idade de ouro do cristianismo”.

Uma Igreja sem conflitos?

Frei Bento Domingues O.P.  08/05/2016 – 00:05 “A lógica que Bergoglio deseja adoptar é, sem dúvida, a da reintegração. Quando é possível. Perante situações escandalosas que envenenaram o serviço que a Cúria vaticana deve prestar à Igreja – os escândalos bancários, a vida faustosa de alguns cardeais e a situação de eclesiásticos pedófilos – impõem-lhe a destruição dessa falsa paz alimentada por corruptos.”

“I have a dream” do Papa Francisco

Massimo Faggioli – 06/05/2016   No ano do Jubileu extraordinário da misericórdia, os políticos que vêm a Roma para ver o Papa Francisco (clique e veja) procuram uma indulgência diferente daquela que enfureceu Martinho Lutero quinhentos anos atrás: é uma indulgência para obterem o perdão pela fraqueza da política e, em alguns casos, a tentativa de uma transfusão de autoridade por parte daquele que a tem mais do que todos no cenário mundial de hoje.

“O Papa Francisco está a iniciar um novo capítulo na história da Igreja”

 DN 02.05.2016  –  Um dos mais importantes teólogos da atualidade, Tomás Halík está em Portugal. Ao DN, falou sobre o Papa Francisco, os refugiados e o seu mais recente livro. Ao ler Quero Que Tu Sejas , é impossível não pensar no Papa. “Deixe-me contar aquilo que alguns amigos protestantes me dizem, com sentido de humor: “Qualquer dia deixo de ser protestante; não tenho nada a protestar contra este Papa.”

“Francisco está revivendo os valores evangélicos no mundo atual”.

Dom Luiz Cappio é bispo de Barra, estado da Bahia, onde passou boa parte de sua vida, primeiro como frei franciscano e desde 1997 como bispo. Filho de imigrantes italianos, assumiu a defesa do Rio São Francisco e do povo que mora em suas margens, como causa inseparável de seu ministério. Entrevista com Dom Luis Cappio