Por que Aloysio Nunes foi aos EUA às pressas?
Por Glenn Greenwald, Andrew Fishman e David Miranda, no The Intercept – 18 de abril de 2016 Foto: O Senador Aloysio Nunes (esquerda) com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (direita) e o Senador José Serra. Horas após o impeachment, senador tucano embarcou para agenda desconhecida em Washington. Além de histórico de intervenções, país está de olho no pré-sal
‘EUA farão de tudo para que nosso continente volte a ser o quintal deles’, diz Frei Betto
Guilherme Weimann | São Paulo | Brasil de Fato – 14/04/2016 Foto: José Cruz/ Agência Brasil Para o escritor, ‘os Estados Unidos não dormem em serviço. Quanto mais puderem desestabilizar os governos progressistas da região, mais o farão. Porém, governos devem reconhecer erros, como o de não cuidar da alfabetização política do povo’
“Preocupa o processo contra Dilma, que não é acusada de nada”, diz Secretário-geral da OEA
Luís Barbero – 13 de abril de 2016 Foto: O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em Tegucigalpa em agosto de 2015. reuters Luis Almagro (Uruguai, 1963) está prestes a completar um ano como secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Nesse período, seu objetivo foi levantar uma instituição que havia perdido peso no continente. O ponto fundamental para Almagro, ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai, passa por um aprofundamento democrático. Somente assim, afirma, os males da região como a violência, a desigualdade e a corrupção poderão ser combatidos. A entrevista é de Luis Barbero, publicada por El País, 12-04-2016.
André Singer: ‘Domingo viveremos um episódio maior da luta de classes no Brasil’
Eduardo Maretti – Sexta, 15 de abril de 2016 “A votação do impeachment no domingo não é apenas a tentativa de derrubar um governo cuja liderança está na esquerda. O que se está tentando fazer é criminalizar o conjunto da alternativa popular no Brasil e tirá-la do cenário político talvez por muito tempo. Sem dúvida, o que vamos viver neste domingo é um episódio maior da luta de classes no Brasil.” A opinião é do cientista político André Singer, ex-secretário de Imprensa do Palácio do Planalto e ex-porta-voz da Presidência da República no governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Com todo o respeito aos otimistas, vai piorar
Milly Lacombe – 14.04.2016 “… ao tirar Dilma por um crime de responsabilidade fictício, estamos abrindo caminho e dando poderes para dois representantes do que a política mundial tem de pior atualmente: o defensor das maravilhas da concentração de renda e do uso do fanatismo religioso como moeda de legislação. “Dilma estava longe de fazer um governo voltado para as minorias e para valores sociais sólidos como seria adequado a um partido que se diz de esquerda, mas também está bastante longe de ser tão nociva para o povo brasileiro quanto promete ser a dupla Temer/Cunha”.
Os limites do governo Dilma e o assalto das elites
10/04/2016 Por Cristina Fróes de Borja Reis, Fernanda Graziella Cardoso e Vitor Eduardo Schincariol Foto: Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e Michel Temer. Entidade empresarial estaria por trás do programa regressivo defendido pelo vice de Dilma Ainda é preciso fazer muito por um Brasil democrático, sem fome e sem miséria. Mas a pequenez dos argumentos pelo impeachment demonstra como está viva a luta de classes
Será impossível derrubar o governo, diz Flávio Dino
Em entrevista exclusiva, governador do Maranhão afirma que saída do PMDB do governo é uma “tentativa ilegítima” de chegar ao poder Walber Pinto – 12/04/2016 Foto: Reprodução Ex-juiz federal e advogado, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirma que “será impossível derrubar o governo”, chama de golpe o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff e acrescenta: “É um golpe porque o impeachment no presidencialismo só pode ser usado em caso de crime de responsabilidade. Tenho convicção em dizer que esse artifício é ilegítimo”.
Por que a democracia já está vencendo o golpe?
A vitória da legitimidade democrática está criando bases para decisões que respeitem a Constituição e abre espaço para a construção da governabilidade Juarez Guimarães – 4/04/2016 – Copyleft Créditos da foto: Roberto Stuckert Filho/PR Em um golpe na democracia que se realiza por dentro das instituições jurídicas e parlamentares contra a Constituição e a soberania popular, a relação entre o uso da legitimidade e da força é diferente daquela necessária a um golpe militar. Neste último, como em 1964, o uso da força militar resolve o impasse da disputa de legitimidade.
“Crise política é sobre dinheiro”, diz Jessé Souza, presidente do Ipea
Felipe Pontes – 07 de abril de 2016 A crise política enfrentada no momento pelo Brasil é induzida por uma seleta elite econômica que busca – por meio da compra de outras elites, de parte dos políticos e da mídia – demonizar a política e o Estado, com o objetivo de tornar invisível sua própria corrupção, segundo análise feita pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômicas e Aplicadas (Ipea), Jessé Souza, em entrevista ao programa Espaço Público, da TV Brasil.
O golpe ronda, mas a democracia pulsa. O manifesto da Saúde pela Democracia
Segunda, 04 de abril de 2016 Estudantes, professores, pesquisadores, intelectuais e militantes do campo da saúde divulgam o manifesto anexo. Pessoal da USP, Unicamp e Fiocruz e várias outras universidades federais e estaduais trabalharam na construção do texto.