O xadrez do fim da síndrome de Pilatos no STF
Luis Nassif Sexta, 01 de abril de 2016 “Hoje, as nuvens que se formam no céu político indicam o seguinte: 1. Boa probabilidade da tese do impeachment na Câmara não ter quórum; 2. Rearticulação da base política do governo, em bases precárias; 3. Novas tentativas de golpe através do TSE”, escreve Luis Nassif, jornalista, em comentário publicado por Jornal GGN, 01-04-2016. Segundo ele, há a “necessidade de se passar à opinião pública o sentimento de urgência para abrir espaço para um pacto que impeça o aprofundamento da crise”.
Fora Rede Globo: democratização da comunicação deve passar pelo debate
Tatiana Félix – 31.03.2016 – Adital Para transmitir conteúdo televisivo, as empresas privadas concorrem à concessão de um espectro público, que é renovado de tempos em tempos. A Rede Globo, por exemplo, principal emissora do país, utiliza um espaço público para veicular sua programação. Embora tenha a maior audiência, também recebe muitas críticas, sobretudo, em relação ao seu noticiário envolvendo política, no qual demonstra parcialidade e desigualdade nas informações.
Um elefante na sala do Brasil
Antonio Martins – 28.03.2016 Foto: Willian Bonner lê, no “Jornal Nacional”, texto sobre a “superplanilha”. Emissora tenta abafar documento, que demonstra como é pueril ideia de Sérgio Moro e Rodrigo Janot sobre corrupção brasileira Na Lista Odebrecht, retrato da democracia sequestrada. A Lava Jato só pode prosseguir como farsa. Reforma Política nunca foi tão necessária – mas governo parece não compreender.
Golpe parlamentar não pode ser confundido com impeachment. Entrevista especial com Luiz Moreira
“O processo de impeachment hoje em curso na Câmara dos Deputados é claramente um artifício para dar ares de legalidade a um golpe parlamentar”, afirma o ex-integrante do Conselho Nacional do Ministério Público. A conjuntura dos últimos dias, que tem acentuado a crise política, segue um “roteiro” “por todos conhecido”, o qual envolve uma “aliança” entre o Judiciário, o Ministério Público e a polícia e a mídia, “com o propósito de obter apoio de parcelas da população às chamadas fases da operação Lava Jato”, diz Luiz Moreira à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. Através desse “pacto”, frisa, está em curso “um projeto que estabelece supremacia do sistema de justiça criminal sobre a democracia”.
Deus e o Diabo na terra Brasil
Magali Cunha Terça, 29 de março de 2016 “Ataques verbais e físicos experimentados em espaços públicos, registrados por escrito, em áudio e imagens nas mídias tradicionais e digitais, têm marcado posicionamentos e debates em torno da crise política em curso”, escrever Magali Cunha, jornalista, docente e pesquisadora da Universidade Metodista de São Paulo.
Brasil ainda pode evitar o ‘novo’ golpe
Judiciário e mídia ferem democracia. Lava Jato não é comparável a Mãos Limpas. Na raiz da crise, ilusão grosseira do PT. Guerra não está perdida, mas é preciso mudar já. Boaventura de Sousa Santos Foto: Mc Sofia no palco Canto da Democracia em São Paulo. Foto Ninja Quando, há quase trinta anos, iniciei os estudos sobre o sistema judicial em vários países, a administração da justiça era a dimensão institucional do Estado com menos visibilidade pública. A grande exceção eram os EUA devido ao papel fulcral do Tribunal Supremo nas definições das mais decisivas políticas públicas.
Uma democracia honesta sobrevive sem justa reflexão?
“a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos é um grave problema a ser enfrentado pelas sociedades modernas”.
Democracia posta à prova
Estamos na iminência de uma ruptura constitucional. Em momentos assim, se faz necessário um apelo à consciência democrática, e uma advertência dos riscos de uma decisão política profundamente equivocada. Dom Demétrio Valentini – 24/03/2016 Causa preocupação a atuação de membros do Poder Judiciário, incluindo componentes da Suprema Corte, que deixam dúvidas sobre as reais motivações de suas decisões jurídicas, levando-nos a perguntar se são pautadas pelo zelo em preservar a Constituição e fazer a justiça, ou se servem de instrumento para a sua promoção pessoal ou para a vazão de seus preconceitos.
Igreja Povo de Deus em Movimento: sobre a situação do País
DOCUMENTO – Adital – 22.03.2016 A Igreja Povo de Deus em Movimento, coletivo de paróquias, comunidades, leigos e leigas, religiosos e religiosas e padres, subscreve esta carta na dolorosa situação política que assola o país. Unidos ao espírito profético das notas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), do Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI), da Igreja Presbiteriana Unida (IPU), da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IECLB) e da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) viemos a público manifestar a todo o povo brasileiro em especial a todas as comunidades de fé a importância da defesa da democracia.
Feliz Páscoa da Ressurreição
Que Jesus Cristo ressuscite em nós e no mundo inteiro, destruindo os poderes da morte, hoje tão fortes em tantas partes do mundo. E afaste do Brasil o grave perigo de um Golpe político-jurídico (clique, veja e ouça) que parece cada vez mais próximo e ameaçador, desejado pelas forças econômicas e políticas de direita, agora aliadas à ” justiça” que se deixou partidarizar. São, nesta Páscoa da Ressurreição, os Votos do Editor