Crise política brasileira e os riscos da venezuelização
“Ou os movimentos sociais rompem com o governismo e deixam de ser correias de transmissão ou se deslegitimarão no próximo período”, adverte o sociólogo. Na pauta política desde o início da gestão do segundo mandato da presidente Dilma, a discussão sobre o impeachment mantém o país num clima de incertezas, mas se o desfecho da crise for por esse caminho, a tendência é gerar um “turbilhão de insegurança e imprevisibilidade”, deixando a sétima economia mundial “à deriva”, afirma Rudá Ricci em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail.
‘Ao arrocho!’ E Dilma respondeu com a solidariedade
Dilma teimou e não cumpriu o script da Folha de cortar os gastos sociais. Ao criar uma CPMF para garantir a aposentadoria, resgatou o princípio da solidariedade “O editorial de domingo, levado à primeira página emparedava a Presidenta da República na disjuntiva do ultimato: anunciar um ‘arrocho sem precedente, ou renunciar’. Parecia coisa de horas.” O golpe avançava em cada linha do texto na marcha batida de uma articulação gordurosamente explícita, na melhor tradição democrática da Marcha com Deus pela Família e, depois, da faxina patriótica urdida pela OBAN.
Grito dos Excluídos/as: “Que país é esse, que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”
Que País é este…(o sentido do Grito dos/as Excluídos/as). “Vivemos um cenário de um País em crise política, sobretudo em crise ética, de princípios e valores humanos. “Um país que crianças elimina, que não ouve o clamor dos esquecidos, onde nunca os humildes são ouvidos. (…) Mas corruptos têm voz e vez e bis”, assim canta Zé Ramalho.”
O persistente bullying mediático sobre o PT
Leonardo Boff* – 08/08/2015 “O avanço do povo através do PT é precioso demais para que seja anulado. As conquistas devem continuar e se consolidar. Para isso é urgente desmascarar os interesses anti-populares, frear o avanço dos conservadores que não respeitam a democracia e que almejam a volta ao poder mediante algum tipo de golpe.”
Políticas da Multidão: a luta diária por um mundo melhor e uma vida menos ordinária.
“As grandes e mais positivas mudanças são feitas por quem ousa desobedecer. Nosso futuro depende dos desobedientes”, defende o pesquisador. A construção permanente da cidadania é o trabalho silencioso e diário da multidão nas metrópoles. “As políticas da multidão são as lutas pela liberação, são as lutas por direitos. Lutas pelo direito de afirmar suas subjetividades, seja no sentido de lutar pelo direito de ser quem se é, seja no sentido de lutar pelo direito de tornar-se outro ou outra”, argumenta Adriano Pilatti, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.
Cristina não tem medo da mídia tradicional
A pátria jornalística declarou uma guerra santa contra a presidenta e contra qualquer tentativa de correção de um sistema de comunicações atrofiado A sete meses de deixar a presidência, Cristina Fernández de Kirchner se mantém irredutível em seu compromisso, assumido já no primeiro governo, de enfrentar as corporações que conspiram contra a democratização das comunicações.
Grupo conservador busca mudar o pensamento do Papa Francisco sobre as mudanças climáticas
Um grupo ativista norte-americano que vem recebendo financiamentos de companhias energéticas e a fundação controlada pelo ativista conservador Charles Koch estão tentando persuadir o Vaticano de que “não existe uma crise do aquecimento global”, tendo em vista uma encíclica sobre o meio ambiente que deve ser publicada pelo Papa Francisco no meio deste ano e que deverá buscar conscientizar o mundo para o combate às mudanças climáticas.
A democracia morreu, agora é oficial
“O ponto central que emerge de nossa pesquisa”, disseram os autores Martin Gilens e Benjamin I. Page, “é que elites econômicas e grupos organizados que representam o interesse de corporações têm substancial impacto nas políticas criadas pelo governo americano, enquanto o interesse da população tem pouquíssima ou nenhuma influência”
Povo que não conhece sua história, está condenado a repeti-la
” … muitos estão usando a liberdade de manifestação para destruir a própria liberdade. Apenas exercendo o ódio de suas amarguras pessoais como se fossem graves problemas sociais. E, repetindo as palavras de Che Guevara:“Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la”.
“Pagamento de propina na Petrobras transcende o PT e o PSDB”
O professor Pedro Henrique Pedreira Campos. / UFRRJ Estranhas Catedrais – As Empreiteiras Brasileiras e a Ditadura Civil-Militar’. Autor de livro sobre elo entre empreiteiras e ditadura fala que esquemas vem dos anos 50. Nem durante o Governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, como disse a presidenta Dilma, nem no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, como afirmou o delator da Lava Jato Pedro Barusco.