Duas vidas do neoliberalismo na América Latina
Luiz Filgueiras Publicado 09/12/2019 Foto: Augusto Pinochet e os “Chicago Boys” que assessoraram sua política econômica – Daqui Nos anos 70, modelo difundiu-se prometendo mais “liberdade”. Desigualdade evidenciou seu fracasso. Mas voltou e, mesmo esgotado, busca perpetuar-se pelo autoritarismo. Chile e Argentina mostram que nova onda pode ter fôlego curto
Governo Bolsonaro é sucesso absoluto
ROBERTO MALVEZZI (GOGÓ) – 5 de Junho de 2019 Besta é quem pensa que Bolsonaro é besta. O propósito é reduzir o Brasil para 120 milhões de consumidores para uns, ou até 40 milhões de pessoas para outros. Virá um caos social e político, mas a exclusão de grande parte do nosso povo estará estabelecida. Quando não servir mais aos interesses de sempre, será descartado como Michel Temer.
O dia em que o governo perdeu as ruas
Foto: Marcelo Camargo / Ag. Brasil Antonio Martins – 16 Maio 2019 Menos de seis meses após a posse, centenas de milhares protestam contra Bolsonaro. Atos sugerem caminho para enfrentar ultra-capitalismo e ignorância, mas expõem lacuna: falta saída alternativa. O artigo é de Antonio Martins, jornalista, publicado por OutrasPalavras, 15-05-2019.
A maior mobilização da história do Brasil: desafios
Luís Alberto de Gomes de Souza – 7 Maio 201 – Foto: Romerito Pontes/ Flickr “Onde estão projetos alternativos? Pelo momento é um enorme clamor que pode derrubar montanhas de ignorância acumulada. Mas sucedidas por quê? Esse é o momento desafiante que temos pela frente”, escreve Luiz Alberto Gomez de Souza,
“Temos que conhecer a verdade: não houve ditadura”, diz Bolsonaro
Para o presidente, a história foi distorcida pela esquerda ao criar a Comissão da Verdade, “criada para desmoralizar as Forças Armadas” NATÁLIA LÁZARO, ISABELLA MACEDO- 27/03/2019 Foto: MARCOS CORRÊA/PR A quatro dias da data que marca os 55 anos do início da ditadura militar no Brasil, 31 de março, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) negou, em entrevista ao programa Brasil Urgente, de José Luiz Datena, na TV Band, nesta quarta-feira (27/3), que o período tenha existido. Para ele, a história foi “distorcida pela esquerda brasileira” e acabou reforçada com a criação da Comissão Nacional da Verdade, que, segundo ele, teve o objetivo de “desmoralizar as Forças Armadas” no Brasil.
MP critica Bolsonaro por incentivar celebração do golpe: “enorme gravidade”
Alex Tajra – Do UOL, em São Paulo – 26/03/2019 Foto: Jair Bolsonaro no Túmulo do Soldado Desconhecido, monumento dedicado aos soldados norte-americanos que perderam suas vidas sem terem seus restos mortais identificados. Imagem: REUTERS Na nota, o MPF classifica o golpe de 1964 – que submergiu o país em uma ditadura civil-militar que perdurou por 21 anos – como um “rompimento violento e antidemocrático da ordem constitucional”, sem qualquer possibilidade de revisionismo histórico.
Deus acima de (quase) todos
Carlos Rittl – 19 Fevereiro 2019 Foto: Imagem de satélite do desmatamento no norte da Terra Indígena Parakanã, no Pará -/ El Pais Brasil “As Forças Armadas conhecem o valor estratégico da Amazônia. Deveriam unir-se ao papa e a toda a sociedade na busca de soluções para seu desenvolvimento sustentável em vez de ressuscitar antigas paranoias”, escreve Carlos Rittl, ambientalista e integrante do comitê de coordenação do Observatório do Clima, em artigo publicado por El País, 15-02-2019.
O certo e o errado segundo um sacerdote do deus mercado
Jacques Távora Alfonsin – 16 Fevereiro 2019 Foto: Charge sobre a obra de Michelangelo: A Criaçã0 – controlacrisi.org / imgur.com “O seu deus é um deus que impõe e justifica toda e qualquer iniciativa própria como manifestação de liberdade, mesmo sob a irresponsabilidade com que acusa quem se lhe opõe. O seu templo é o interesse próprio, seu altar o dinheiro, sua prece o lucro, sua liturgia a manipulação ‘legal’ do Poder Público. É um deus implacável, indiferente com a pobreza e a miséria que deixa no seu caminho”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.
Governo de coturnos. O Exército na política nacional.
Entrevista especial com Eduardo Raposo Por: João Vitor Santos | Edição: Ricardo Machado | 15 Fevereiro 2019 Foto: Desfile Militar em Brasília | Victor Soares – Agência Brasil A participação das Forças Armadas no governo nacional não é de hoje. Do Império Ultramarino Português à atual vice-presidência da república, da proclamação da república, aos governos desenvolvimentistas de Vargas e Dilma Rousseff, os militares sempre tiveram um papel estratégico, seja pela atuação prática (como braço armado dos regimes autoritários ou na garantia de execução de projetos como a construção de Belo Monte e a “neutralização” dos protestos contrários à Copa do Mundo e Olimpíadas), seja pela inspiração política (desenvolvimentismos, milagre econômico, abertura ao capital internacional).
O que motivaria espionagem à Igreja Católica?
Robson Sávio Reis Souza– 10 de Fevereiro de 2019 Imagem: Brasil247 Um dos assuntos mais comentados nesse segundo final de semana de fevereiro é a reportagem do Estadão sobre as ações do Planalto para “combater o clero de esquerda”. Segundo apurou o jornal paulista, o governo Bolsonaro pretende conter o que considera “um avanço da Igreja Católica na liderança da oposição, no vácuo da derrota e perda de protagonismo dos partidos de esquerda”.