E se acaso não houvesse Justiça do Trabalho
Guilherme Guimarães Feliciano – 08/02/2019 Em 3 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro declarou, em entrevista, que o seu governo estaria “estudando” a extinção da Justiça do Trabalho, a ser levada adiante, como pauta política do Poder Executivo, a depender do clima institucional dos próximos meses. Uma declaração polêmica, para dizer o mínimo, que depois foi felizmente desmentida, como noticiou o presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Pode-se, afinal, antecipar como seria um Brasil sem a Justiça do Trabalho? Os números e as circunstâncias podem talvez nos dar algumas pistas.
O perdão bilionário que Bolsonaro quer dar ao agronegócio
Hyury Potter – 07 Fevereiro 2019 Pressionado por ruralistas, presidente quer anistiar dívidas de mais de R$ 15 bilhões do setor. Um dos principais argumentos citados por Bolsonaro para aliviar a dívida do campo seria o impacto desse tributo no pequeno produtor rural. No entanto, dados de dezembro de 2018 sobre os endividados que se inscreveram no programa de refinanciamento do Funrural (hoje conhecido pela sigla PRR) mostram que apenas 1% do valor total da dívida é de produtores rurais. A reportagem é de Hyury Potter, publicada por Deutsche Welle, 07-02-2019.
No Brasil abriram-se janelas do inferno
Leonardo Boff – 06/02/2019 – Foto: elo7.com.br “A condição do próprio universo é feita de ordem e desordem (caos e cosmos), as culturas possuem seu lado sim-bólico e dia-bólico e cada pessoa humana é habitada pela pulsão de vida (eros) e pela pulsão de morte (thánatos). Tal fato não é um defeito da criação. É a condição natural das coisas. As religiões, as éticas e as civilizações nasceram para conferir hegemonia à luz sobre as sombras a fim de impedir que nos devorássemos uns aos outros”, escreve Leonardo Boff, teólogo e filósofo e escritor.
Em carta aberta, professor da UFMG rebate Vélez: ‘sem preparo ou dignidade’
Carta de um Professor ao Ministro da Educação Valter Lúcio de Pádua – 03/02/2019 Senhor Ministro, Tomei conhecimento por diversos meios de comunicação que V. Exa. se referiu a brasileiros como sendo “canibais”, que roubam objetos de hotel e assentos salva-vidas de aviões. Senti-me pessoalmente ofendido com a fala de V. Exa. e imagino que a grande maioria dos brasileiros que tomaram conhecimento do fato estão igualmente indignados.
Como eu descobri o plano de dominação evangélico – e larguei a igreja
Túlio Gustavo – 01/02/2019 Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos – Foto: Sergio Lima/AFP/Getty Images. . Dentre as muitas comparações possíveis feitas com a figura do presidente Jair Bolsonaro, espero que não estejamos diante de uma espécie de Imperador Constantino do século 21 responsável pela neopentecostalização da República. Quanto a Damares, não a menosprezem. Ela sabe muito bem o que quer dizer.
Brasil. Democracia de balas
Gabriel Giorgi – 03/02/2019 – Foto: Jean Willys / Pagina12 . “O exílio de Jean Wyllys, assim como o assassinato de Marielle Franco, destacam o ponto de tensão extrema entre as lutas feministas, antirracistas e glttbiq e um patriarcado mercenário que, invocando a regeneração da família e a restauração da autoridade do Pai, abre a porta para a violência de alguns negócios que não reconhecem qualquer limite, nem regulação”, escreve Gabriel Giorgi, mestre em Sociosemiótica pela Universidad Nacional de Córdoba e doutor em Spanish and Portuguese pela New York University, onde atualmente é professor, em artigo publicado por Página/12, 01-02-2019. A tradução é do Cepat.
O que Bolsonaro quer esconder com mudanças na Lei de Acesso à Informação?
Decreto do vice-presidente que dificulta o acesso à informação é o assunto mais comentado do dia nas redes sociais. “Um ataque à transparência e à democracia” Por Redação RBA – 27/01/2019 Foto: general Hamilton Mourão, presidente em exercício devido a viagem de Bolsonaro a Davos (Romério Cunha/VPR) “Acaba, na prática, com a LAI editada em 2011, no governo Dilma Rousseff. Principal instrumento da sociedade para se informar sobre o que os governos querem esconder, a LAI era muito utilizada por jornalistas investigativos, uma raça em extinção.”
“No Rio de Janeiro a milícia não é um poder paralelo. É o Estado”.
Entrevista com José Cláudio Souza Alves Mariana Simões – 29/01/23019 – Imagem: JUNIÃO / Controversia Em entrevista, sociólogo José Cláudio Souza Alves, que estuda as milícias há 26 anos, explica as relações entre legisladores e milicianos e diz que a família Bolsonaro é herdeira política de deputados ligados a grupos de extermínio nos anos 90. Na semana passada, a operação “Os Intocáveis” prendeu integrantes da milícia que opera em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Esse não é mais um acidente. É um crime! Nota da Articulação do Semiárido
Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) – 29 Janeiro 2019 Equipe de resgate em Brumadinho –Foto: Ricardo Stukert/ FP Defendemos a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para que, de forma isenta e comprometida, possa investigar a cadeia da mineração e propor medidas legais de prevenção a este tipo de crime e punição aos responsáveis, incluindo os diretores das grandes corporações envolvidas e os governos que buscam de toda forma “afrouxar” a já combalida legislação ambiental, afirma nota pública da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).
Brumadinho. “Uma tragédia se efetiva e outra se anuncia”, afirma arcebispo de Belo Horizonte
Dom Walmor Azevedo, 28/01/2019 Foto: Isac Nobrega “Uma triste coincidência: nesta sexta-feira, dia 25, quando uma barragem se rompe no coração da nossa amada Brumadinho, entrou em pauta, no Conselho da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, autorização para a retomada da mineração na Serra da Piedade. Uma tragédia se efetiva e outra se anuncia”, afirma Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, na nota “Minas está de luto”, publicada no dia 25-01-2019 e reproduzida por CNBB, 26-01-2019.