As ligações dos Bolsonaro com as milícias
Cecília Olliveira – 23/11/2019 – Foto: Saulo Cruz – Flickr Medalhas, homenagens e empregos: a relação da família Bolsonaro com milicianos vem de berço. A reportagem é de Cecília Olliveira, jornalista, ex-coordenadora da equipe de Comunicação da Redes da Maré, editorando o jornal Maré de Notícias, publicada por The Intercept, 22-01-2019.
“Igreja vê com muito sofrimento este momento triste do Brasil”. Entrevista com D. Roque Paloschi
REPAM – 21/01/2019 – Foto: Manifestação indígena /José Cruz, Agência Brasil Confirmando as previsões, o ano de 2019 iniciou apresentando uma realidade desafiadora aos povos tradicionais do Brasil. Menos de 20 dias após o novo governo assumir o Executivo Federal, se espalham pelo país ataques e invasões de territórios dos povos indígenas, quilombolas e camponeses. As dificuldades também são resultados de medidas tomadas pelo governo desde a remodelagem da máquina administrativa. A reportagem foi publicada por Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM, 17-01-2019.
Moro e Bolsonaro são proibidos de comentar investigações do Coaf
LARISSA RODRIGUES – 20/01/2019 Foto: Dida Sapaio/ Estadão Conteúdo O MPRJ pediu o novo relatório ao Coaf em 14 de dezembro e foi atendido no dia 17, um dia antes de Flávio Bolsonaro ser diplomado senador. Portanto, segundo o Ministério Público, ele não tinha foro privilegiado na ocasião. Por causa do primeiro levantamento produzido pelo Coaf, o parlamentar questionou a competência do MP.
Lideranças temem ação orquestrada contra terras indígenas
(Dois artigos) I Deutsche Welle – 18 Janeiro 2019 Foto: Mulheres Uru-Eu-Wau-Wau em 1985. Relatos sobre existência dos índios datam do início do século XX, mas só em 1976 as primeiras aldeias foram localizadas / Jesco von Puttkamer Desde o início do ano, duas terras indígenas foram alvo de invasões, e povo indígena foi atacado a tiros. Para lideranças, políticas do novo governo estimulam esse tipo de ação. A reportagem é publicada por Deutsche Welle, 17-01-2019.
Secretário de Assuntos Fundiários diz que não dorme sem arma e quer fechar escolas do MST: “Fabriquinha de ditadores”
Congresso em Foco, Em 16 jan, 2019 Foto: Nabhan / Tânia Rego – ABr O secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia, afirmou que vai trabalhar para fechar as escolas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), chamadas por ele de “fabriquinhas de ditadores”, que não vai dialogar com o MST, que classificou como “organização criminosa”, e defendeu o direito de o fazendeiro reagir a bala quando tem sua propriedade invadida.
Armar a população é inconstitucional e mergulhará o país num ‘faroeste’
Eduardo Maretti, 16 Janeiro 2019 Foto: Daqui Partidos anunciam medidas para sustar a medida de Bolsonaro no Congresso e ação no Supremo Tribunal Federal. Armas nas mãos de “cidadãos de bem” podem, por exemplo, ir para as mãos de criminosos. A reportagem é de Eduardo Maretti, publicada por Rede Brasil Atual – RBA, 15-01-2019.
O mapa mundi se povoou de ultradireitistas. De Le Pen e Salvini na Europa, passando por Duterte, nas Filipinas, até Bolsonaro, no Brasil
Eduardo Febbro – 12 Janeiro 2019 – Imagem: blogdapoliticabrasileira.com “Todos chegaram ao poder ou ao Parlamento com a mesma narrativa: a oposição do povo às elites, sejam elas políticas ou econômicas. Essa é uma das características as extremas direitas ressuscitadas. A outra característica foi definida com pertinência pelo professor de filosofia e cientista político Yves Charlees Zarka: ‘o que caracteriza o populismo de hoje é que esse se desenvolve nas sociedades democráticas cujas populações estão dotadas de um alto nível de educação’”, escreve Eduardo Febbro, em artigo publicado por Página/12, 11-01-2019. A tradução é de André Langer.
Esquerda brasileira deixou parte dos cristãos no colo da direita
O estado é laico, mas as pessoas não. A maioria das pessoas são religiosas e precisamos respeitá-las; e muito mais importante: compreendê-las Wagner Francesco – 11/01/2018 – Foto: abstrato-azul-vermelho / pixabay – IHU Sendo a religião, como acertadamente Marx diz, o suspiro da criatura oprimida, é preciso escutar este suspiro, entender que suspiro é este e de que modo a religião atua como mecanismo contra a opressão. A religião não é opressora, mas pode atuar como mecanismo de opressão, bem como de libertação. O artigo é de Wagner Francesco, teólogo e advogado, publicado por CartaCapital, 10-01-2019.
Grupo de escolas de elite divulga carta crítica ao ministro da Educação
Quatro instituições de ensino pedem que Ricardo Vélez Rodriguez não permita que “o país entre numa rota de retrocesso” Clara Cerioni – 07/01/2019 Foto: Vélez Rodriguez: chefe do MEC costuma dar declarações sobre “ideologia de gênero” e “ideologias marxistas” (Valter Campanato/Agência Brasil) Senhor Ministro, sua biografia informa que é autor de mais de 30 obras e professor emérito da Escola de Comando do Estado Maior do Exército. Também é mestre em pensamento brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); doutor em pensamento luso-brasileiro pela Universidade Gama Filho; e pós-doutor pelo Centro De Pesquisas Políticas Raymond Aron. Com tanto lastro intelectual, é difícil acreditar que V. Excia considere a Escola sem Partido “providência fundamental”. Afinal, é um grupo de amadores, que carece de saberes básicos sobre educação, e que divulga fantasias sobre influência de partidos políticos sobre estudantes dentro de escolas de Ensino Fundamental e Médio. Com tanto embasamento cultural, esperamos que Vossa Excelência não aceite esses ataques ao conhecimento.
Desempregados não se interessam por ‘menino veste azul e menina veste rosa’ e só querem que a vida melhore, diz economista
Ingrid Fagundez – 10 Janeiro 2019 Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil Os milhões de desempregados no Brasil querem ver a vida melhorar e não se interessam se “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”, como declarou a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, na semana passada. A análise, da economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute, em Washington, destaca o principal desafio que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, têm pela frente: colocar a economia nos eixos, independentemente de uma “agenda de costumes”.