‘O Papa tem uma fundação dirigida por uma pessoa que foi expulsa sete vezes do colégio’

José Cabrita Saraiva – 3 de junho 2019 Foto: Bruno Gonçalves Hoje – apesar do seu passado de indisciplina – José María del Corral dirige a fundação Scholas Ocurrentes, que abarca escolas de todo o tipo em 70 países e que pretende ouvir os jovens para os ajudar a resolver os seus problemas. O pedagogo e amigo do Papa foi um dos oradores das Estoril Conferences. Nascido em Buenos Aires em 1959, José María del Corral tem um longo historial de indisciplina. Com apenas cinco anos foi expulso da creche -uma situação tanto mais vergonhosa quanto o seu pai era um prestigiado médico e veterinário, professor na Universidade de Buenos Aires, e o seu irmão um aluno brilhante. Ele, o filho mais novo, foi sempre «a ovelha negra da família».

Ex-ministros da Educação se reúnem e lançam nota em repúdio às políticas de Bolsonaro

Em encontro realizado na USP, comandantes da pasta desde 1991 denunciaram o desmonte da educação promovido pelo governo   Marcos Hermanson – Brasil de Fato | São Paulo (SP) – 04/06/2019 Foto: Cãmara rerrota “Escola sem partido” / SINTEP-MT Seis ex-ministros da Educação divulgaram uma nota em que mostram “grande preocupação” com as políticas do governo de Jair Bolsonaro (PSL) para a área. O texto foi divulgado após encontro no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP) nesta terça-feira (04). “…a educação se tornou a grande esperança, a grande promessa da nacionalidade e da democracia. Com espanto, porém, vemos que, no atual governo, ela é apresentada como ameaça.

Começam a soar os alarmes sobre a sustentabilidade da Presidência de Bolsonaro

Juan Arías – 04/05/2019 – Foto: IHU /roberto stuckertfilho  “No Brasil já se fala, sem meias palavras, que o presidente e a maior parte de seu governo parecem ineptos para confrontar os grandes desafios que têm pela frente”. Até agora parece, entretanto, que Bolsonaro continua em campanha eleitoral, dialogando só com o grupo de radicais de extrema direita que permaneceram fiéis a ele, sem ainda demonstrar que é e quer ser o presidente de todos os brasileiros, como exige a Constituição, escreve Juan Arias, jornalista, em artigo publicado por El País, 03-06-2019.

O dia em que o governo perdeu as ruas

Foto: Marcelo Camargo / Ag. Brasil Antonio Martins – 16 Maio 2019 Menos de seis meses após a posse, centenas de milhares protestam contra Bolsonaro. Atos sugerem caminho para enfrentar ultra-capitalismo e ignorância, mas expõem lacuna: falta saída alternativa. O artigo é de Antonio Martins, jornalista, publicado por OutrasPalavras, 15-05-2019.

A maior mobilização da história do Brasil: desafios

Luís Alberto de Gomes de Souza – 7 Maio 201 – Foto: Romerito Pontes/ Flickr  “Onde estão projetos alternativos? Pelo momento é um enorme clamor que pode derrubar montanhas de ignorância acumulada. Mas sucedidas por quê? Esse é o momento desafiante que temos pela frente”, escreve Luiz Alberto Gomez de Souza, 

Parte do Brasil é composta de “burros trágicos”

Leonardo Boff – 19 Março 2019 – Imagem: Os ventrilocos-bonecos/ pixabay – IHU “Escandalosamente, assim como se fez com Cristo, tomaram as vestes nacionais e sortearam-nas entre si”, escreve Leonardo Boff, teólogo, filósofo e escritor. E ele pergunta: “Por que chegamos a este ponto tão baixo em nossa história? Celso Furtado morreu carregando esta interrogação: “por que o Brasil, sendo um país tão rico, seja tão atrasado e tenha tantos pobres?” Ele mesmo respondeu em seu livro que vale revisitar: “Brasil: a construção interrompida” (Paz e Terra, 1992)”.

Fraternidade e Política Públicas à luz do Ensino Social da Igreja (em perspectiva histórica)

  Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – 06/03/2019 Imagem: portalkairos.org Por que a CNBB, durante a Quaresma deste ano, coloca em debate esse tema das políticas públicas? A resposta, em parte conhecida e em parte intuída, desdobra-se em três linhas de reflexão. Em primeiro lugar, não apenas no interior da Igreja, mas também em outros campos de ação sociopastoral e política, respira-se a sensação de que estamos assistindo a um desmonte das políticas públicas. De algumas décadas para até os dias de hoje, especialmente os governos ligados ao nacionalismo populista, mais alinhados à direita do que à esquerda, vêm promovendo uma verdadeira desconstrução do estado de bem-estar da teoria keynesiana. Muitas reformas e muita retórica, por mais que digam o contrário, estão despindo os trabalhadores de seus direitos, tão dura e longamente adquiridos.

Brumadinho e a urgência da responsabilidade

Jelson Oliveira – 26/01/2019.  Foto: Daqui “Para Hans Jonas, como o desenvolvimentismo é, no geral, refém de um otimismo utópico ingênuo, é preciso tomar (ética e politicamente) uma medida inversa, ou seja, dar preferência para o prognóstico negativo, com apoio em uma “futurologia comparativa” que reúna saberes de várias ciências, agora integradas em vista da realização de uma melhor detecção dos riscos aos quais a humanidade, as outras espécies e a natureza como um todo estão submetidos. Na filosofia jonasiana, o nome disso é “heurística do temor”, uma atitude capaz de despertar um sentimento de responsabilidade pelo que ainda não aconteceu, mas que é possível e até mesmo provável, que aconteça”, escreve Jelson Oliveira, professor e atual coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade  Católica do Paraná.

Grupo de escolas de elite divulga carta crítica ao ministro da Educação

Quatro instituições de ensino pedem que Ricardo Vélez Rodriguez não permita que “o país entre numa rota de retrocesso” Clara Cerioni – 07/01/2019 Foto: Vélez Rodriguez: chefe do MEC costuma dar declarações sobre “ideologia de gênero” e “ideologias marxistas” (Valter Campanato/Agência Brasil) Senhor Ministro, sua biografia informa que é autor de mais de 30 obras e professor emérito da Escola de Comando do Estado Maior do Exército. Também é mestre em pensamento brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); doutor em pensamento luso-brasileiro pela Universidade Gama Filho; e pós-doutor pelo Centro De Pesquisas Políticas Raymond Aron. Com tanto lastro intelectual, é difícil acreditar que V. Excia considere a Escola sem Partido “providência fundamental”. Afinal, é um grupo de amadores, que carece de saberes básicos sobre educação, e que divulga fantasias sobre influência de partidos políticos sobre estudantes dentro de escolas de Ensino Fundamental e Médio. Com tanto embasamento cultural, esperamos que Vossa Excelência não aceite esses ataques ao conhecimento.

Os sentidos da rebelião francesa

  Umair Haque – 13/12/2018 Foto: Jornal O Globo Governo Macron recua e entra em crise. Mas as revoltas vão se espalhar e exigem saídas novas. Uma delas: resgatar os cidadãos, emitindo e distribuindo dinheiro. O artigo é de Umair Haque, Diretor do Havas Media Labs e autor de “Betterness: Economics for Humans” e “The New Capitalist Manifesto: Building a Disruptively Better Business“, publicado por Outras Palavras, 11-12-2018. A tradução é de Marianna Braghini.