Entrevista com Luís Guerreiro, padre casado e escritor

Por Francisco Salatiel de Alencar Barbosa No dia 4 de outubro, mais de quarenta pessoas do grupo MPC/Rumos de Brasília reuniram-se num almoço festivo, oferecido pelo casal Lenna e Edvar, para comemorar o 80º. Aniversário natalício do colega Luís Guerreiro Pinto Cacais. O homenageado – hoje escritor – nasceu em Gondarém, município de Vila Nova de Cerveira, noroeste de Portugal, em 8 de julho de 1929. Filho de Domingos Pinto Cacais, pedreiro, e de Maria da Purificação Guerreiro, mulher do campo. Era o mais velho de quatro irmãos, três irmãos e uma irmã, e é o único que resta. Antes de entrar no seminário, foi ajudante de pedreiro, de pintor e de mineiro. Ingressou no Seminário Menor Redentorista em 1943. Fez a profissão religiosa na Espanha, em 1959, e lá continuou com os estudos de Filosofia e Teologia. Ordenou-se em 1956. Regressando nesse ano a Portugal, foi, primeiro, professor do Seminário Menor, depois Reitor e Diretor, mais tarde, em 1964, Diretor do Seminário Maior. Em 1963, estudou em Roma: Pedagogia, curso de um ano, no Pontificio Ateneo Salesiano, e Meios de Comunicação Social na Pro Deo, Università degli Studi Sociali. Em 1967, foi enviado como Vice-Provincial às missões redentoristas de Angola, onde trabalhou até 1974, ano em que deixou o sacerdócio, vindo para o Brasil, Brasília. Em Brasília, formou-se ainda em Administração, trabalhou sete anos numa empresa de construção, foi tradutor autônomo e se aposentou, por fim, como administrador financeiro do Goethe-Intitut de Brasília, após dez anos de serviços. Salatiel lhe dirigiu algumas perguntas que ele respondeu por e-mail.

Pentecostais e Carismáticos: uma Igreja que irrompe das bases

Por Luís Guerreiro Os teólogos viveram, por muito tempo, alheios aos movimentos pentecostais. Não só os teólogos católicos, também os protestantes e ortodoxos. Entretanto, esses movimentos iam crescendo e tornando-se pujante força espiritual, enquanto as Igrejas tradicionais iam decrescendo ou, quando muito, se mantinham estáveis. Partindo do zero no início do século passado, eles atingiam, depois de cem anos, 500 milhões de adeptos em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, nos últimos dez anos, enquanto os católicos decresciam de 74 para 64% e os evangélicos históricos passavam apenas de 4 a 5%, os evangélicos pentecostais saltavam de 11 para 17%.

Seminário comemora 40 anos da Teologia da Enxada

Por Natasha Pitts * Adital De 9 a 12 de outubro, acontecerá no Centro de Formação Missionária (CFM), localizado em Serra Redonda, interior do estado da Paraíba (Nordeste do Brasil), o seminário “Teologia da Enxada – 40 anos”. O evento é uma realização da Fundação Dom José Maria Pires e tem como objetivo rememorar essa experiência teológica popular e pensar nas perspectivas do movimento. “Comemorar os 40 anos da Teologia da Enxada significa dar um aceno para a Igreja e para a sociedade no sentido de alertar para a importância do protagonismo dos pobres e dos excluídos na caminhada da Igreja”, comenta o teólogo José Batista, um dos fundadores da Teologia da Enxada.