Pentecostais e Carismáticos: uma Igreja que irrompe das bases

Por Luís Guerreiro Os teólogos viveram, por muito tempo, alheios aos movimentos pentecostais. Não só os teólogos católicos, também os protestantes e ortodoxos. Entretanto, esses movimentos iam crescendo e tornando-se pujante força espiritual, enquanto as Igrejas tradicionais iam decrescendo ou, quando muito, se mantinham estáveis. Partindo do zero no início do século passado, eles atingiam, depois de cem anos, 500 milhões de adeptos em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, nos últimos dez anos, enquanto os católicos decresciam de 74 para 64% e os evangélicos históricos passavam apenas de 4 a 5%, os evangélicos pentecostais saltavam de 11 para 17%.