58% dos padres e seminaristas entrevistados por uma universidade jesuíta se declararam “não heterossexuais”
Foto: Clericalismo: doença incrável? / DAQUI Religión Digital – 24.08.2022 Teólogos americanos estudaram as atitudes católicas em relação ao clericalismo e chegaram a conclusões claras: os padres recebem pouco apoio para estabelecer um relacionamento saudável com sua sexualidade. Isso incentiva o abuso. “Novos modelos de sacerdócio que se concentram no empoderamento dos leigos, cuidado mútuo, transparência, abertura e vulnerabilidade são cruciais para a prevenção da violência sexual na Igreja”, enfatizam os autores. As dimensões importantes para o estudo do clericalismo são sexualidade, papéis de gênero e poder. Os pesquisadores, portanto, recomendam ancorar o desenvolvimento de uma sexualidade madura na formação de sacerdotes e leigos. Ainda há muito pouca reflexão na Igreja sobre como os relacionamentos são retratados
O consistório de Francisco. Artigo de Alberto Melloni
Entre a lei do Vaticano sobre a renúncia ao Papado e as reformas queridas pelo papa Francisco Alberto Melloni – 25 Agosto 2022 – Foto: DAQUI “Desta vez não há escapatória: fala-se de magistério e do ‘salto à frente’, como disse o Papa João, que o Concílio queria fazer e fez. Discutir sobre sacra potestas não servirá, portanto, para aproximar ou afastar o conclave, nem para validar ou demolir uma reforma que, depois de dois papas, um pontífice reformará. Servirá para entender se a Igreja sabe que a vela do Vaticano II ainda é aquela que pode direcionar para decisões que não podem ser adiadas e para um futuro Concílio que as enfrentará”, escreve Alberto Melloni, historiador italiano, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha, em artigo publicado por La Repubblica, 24-08-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.