Símbolo da fome no Iêmen, menina de 7 anos morre perto de hospital

  Tyler Hicks/The New York Times-  Agência Estado 03/11/2018 Mesmo doente, Amai Hussain foi liberada pelos médicos: os pais não tinham dinheiro para enviá-la a hospital do Médicos Sem Fronteiras O olhar assombrado de Amal Hussain, uma garota de 7 anos cuja imagem deitada em uma cama de hospital no norte do Iêmen se tornou o símbolo da fome no país, parecia resumir as terríveis circunstâncias de seu Estado devastado pela guerra.

Dois dias para a morte e o sentido

Anselmo Borges- 27/10/2018  Imagem: medium.com A consciência da inevitabilidade de morrer abala na sua raiz a existência enquanto totalidade, convocando o ser humano para a pergunta absoluta, que não é mera curiosidade:  Quem sou eu? Que será de mim? Qual o sentido da minha vida e da História? O que é que, em última análise, habita no seu núcleo?

Em hospital do Sudão do Sul, cirurgião supera adversidades para ajudar quem mais precisa

Em hospital do Sudão do Sul, cirurgião supera adversidades para ajudar quem mais precisa Donatella Lorch, em Bunj, Sudão do Sul | 25 Sep 2018 Fotos: Acnur Em uma região tensa e volátil do Sudão do Sul, o Dr. Evan Atar Adaha dedica-se à causa de prestar assistência médica aos mais necessitados. O Dr. Evan Atar Adaha com uma refugiada do Sudão e seu filho desnutrido no centro de estabilização nutricional do Hospital Maban, na cidade de Bunj, Maban County, Sudão do Sul. © ACNUR/ Will Swanson

Senado da Argentina diz não à legalização do aborto e país fica com lei de 1921

Mar Centenera – 09 Agosto 2018 As convicções religiosas se impuseram ao direito das mulheres de decidir sobre seu próprio corpo na Argentina, o país do papa Francisco. O Senado argentino rejeitou, por 38 votos a 31 e já entrada a quinta-feira, o projeto de legalização do aborto até a 14ª semana de gravidez, que havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em junho. A interrupção da gravidez continua a ser um crime punido com até quatro anos de prisão, apesar do fato de que a cada minuto e meio uma mulher aborta no país. A reportagem é de Mar Centenera, publicada por El País, 09-08-2018.

O Papa elimina a pena de morte do Catecismo

  Jesús Bastante – 03 Agosto 2018 – Fotos/imagens: IHU  A Igreja Católica “compromete-se com determinação à abolição da pena de morte em todo o mundo” A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, publicada em 02-08-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo. O Papa advoga “que se favoreça uma mentalidade que reconhece a dignidade de cada vida humana e se criem as condições que permitam eliminar hoje a instituição jurídica da pena de morte onde ainda esteja em vigor”.

O catecismo contra a pena de morte. Artigo de Alberto Melloni

Alberto Melloni – 04 Agosto 2018  Se Francisco assinou um “rescrito” contra a pena de morte, não é porque mudou de opinião (ele é abolicionista desde sempre, como cristão e argentino), mas para dar valor a um senso comum dos cristãos. A opinião é do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha. O artigo foi publicado por La Repubblica, 03-08-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Brasil que escreve sua história com sangue de crianças

Já são oito crianças e adolescentes mortos no Rio só neste ano, por disparos aleatórios. Marcos Vinicius, de 14, do Complexo da Maré, foi alvejado pelas costas por um blindado da PM.   Carla Jiménez – 24 JUN 2018 Foto: Velório de Marcus Vinicius, de 14 anos, morto na Maré   / Pimentel AFP Há algo que despedaça dentro da gente quando uma criança morre, e uma mãe precisa enterrá-lo. Mas a dor é incalculável (ou deveria) quando se sabe que o pequeno ou a pequena são indefesos alvejados brutalmente por obra de uma política de segurança assassina que cobiça ainda mais poder para matar inadvertidamente. “Ele não meu viu com a roupa de escola, mãe?”, disse Marcos Vinicius da Silva, de 14 anos, enquanto sangrava pela barriga, pela bala que o atravessou vindo de um blindado da polícia.

Crise dos refugiados. Uma tragédia que beneficia máfias e ultradireitas

Eduardo Febbro – 16 Junho 2018 – Foto: Exame Aquarius: um nome luminoso por trás do qual se movem as sombras de milhares de mortos, centenas de milhares de refugiados à deriva, o naufrágio da Europa como entidade com capacidade operativa e princípios humanitários, o oportunismo político das extremas direitas europeias e, no fundo, as disparatadas aventuras militares do Ocidente que, com vagos pretextos humanitários, desencadeiam dramas humanos coletivos.  Aquarius é o nome do barco de Médicos sem Fronteiras e SOS Mediterrâneo, que salvou centenas de migrantes náufragos diante das costas da Líbia. A reportagem é de Eduardo Febbro, publicada por Página/12, 15-06-2018. A tradução é do Cepat.

ONU aprova envio de missão internacional sobre crimes de guerra em Gaza

.. “muitos dos feridos e mortos” na segunda-feira “estavam completamente desarmados e foram baleados nas costas e no peito, na cabeça e nos membros inferiores” com munição real. AFP – 18 de maio de 2018 AFP / Said Jatib – Mulher palestina participa de protesto na fronteira da Faixa de Gaza “Desde o início dos protestos palestinos em 30 de março, mais de 100 moradores de Gaza morreram, e milhares ficaram feridos. Somente na segunda-feira, quando os manifestantes se aproximaram da barreira de segurança na fronteira com Israel para protestar contra a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém, mais de 60 pessoas foram mortas pelos tiros de agentes israelenses.”