O garoto judeu que foi como voluntário a Auschwitz para acompanhar seu pai

‎Rodrigo Casarin – 12/09/2019 10h03 Foto: Gustav é o de bigodinho. Fritz, o rapaz de pé no centro a foto. “Tenho muito medo do futuro. Um dos objetivos ao escrever o livro foi mostrar como refugiados judeus nas décadas de 1930 e 1940 eram vistos na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos [nações como Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá aviltaram e negaram abrigo a muitos judeus que clamavam por socorro durante a ascensão nazista]

“O sistema força você a prejudicar os outros, mesmo que não queira”. Entrevista com Stephan Lessenich

Ana Carbajosa – 06 Julho 2019 Imagem: IHU  / Daqui (Stuttgart, 1965) gosta de olhar através de um grande ângulo. Este sociólogo alemão estuda as desigualdades e os equilíbrios de poder, mas a partir do global e de uma consciência universal. Defende que adianta pouco lutar pelo bem-estar dos cidadãos na Alemanha, se isso se faz à custa do trabalho escravizado e da pilhagem de recursos naturais em países distantes, seja na produção de soja, na Argentina, ou na fabricação têxtil, na Ásia. 

O Sea Watch atraca no porto de Lampedusa. A capitã presa pela polícia. Os migrantes desembarcaram ao amanhecer

Fabio Tonacci, 29/06/2019 Foto: Google OverVewer Carola Rackete invocou “o estado de necessidade”, mas foi levada pela polícia financeira sob acusações de resistência ou violência contra um navio de guerra. O barco patrulha da polícia tentou impedi-la duas vezes correndo o risco de ser esmagado contra as docas. Aplausos no cais das muitas pessoas que se solidarizaram com os migrantes. A reportagem é de Fabio Tonacci, publicada por La Repubblica, 29-06-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

O Sínodo para a Amazônia não deve se concentrar “apenas na ordenação de homens casados”.

Balanço de Mauricio López sobre as reações ao Instrumentum Laboris IHU – 18 Junho 2019 Na foto: Mauricio López /  Repam O Sínodo para a Amazônia é um processo que tem suas raízes bem além do 15 de outubro de 2017, dia em que o Papa Francisco o convocou em Roma, para surpresa de quase todos. Este 17 de junho, o processo sinodal deu um novo passo com a apresentação do Instrumentum Laboris, que gerou muitas notícias e manchetes, que rapidamente fluíram como rios de fogo em todos os cantos do mundo.

A Teologia mata?

José Brissos-Lino | 13 Jun 19  Imagem: fraterluz.blogspot.com ntualmente exagerada mas não deixa de ser pertinente. O que mais não falta por esse desvairado mundo é quem ande a matar o próximo em nome da sua crença religiosa. Sim, matam-se pessoas devido a disputas religiosas e teológicas, tal como se matam pessoas em disputas desportivas, políticas, familiares ou sociais. E ninguém em seu perfeito juízo propõe acabar com as famílias, a vida pública, a cidadania ou o desporto por causa disso. 

Promessa de primeira-ministra. Jacinda nunca vai mencionar nome do atirador de Christchurch

Rádio Renascença – 19 mar, 2019 . Foto:  DAQUI  Um australiano nacionalista, de 28 anos, é o suposto responsável pelos ataques às mesquitas Al-Noor e de Linwood, que fizeram pelo menos 50 mortos e quase meia centena de feridos. O ex-preparador físico, que obteve uma licença de porte de arma em novembro de 2017, tinha cinco armas, incluindo duas semiautomáticas de estilo militar, que terá usado nos ataques.

Todos os heróis de Bolsonaro

João Filho – 3 de Março de 2019, 9h00 A CERIMÔNIA de posse do novo diretor-geral da hidrelétrica de Itaipu tinha tudo para ser uma ocasião corriqueira na agenda de Bolsonaro. O ex-capitão nomeou um general para o cargo e aproveitou o evento para exaltar os ditadores brasileiros que participaram da construção da usina binacional junto com o Paraguai. Afirmou que Castello Branco foi “eleito em 1964″ e saudou Costa e Silva, Médici e Geisel. O último ditador militar, Figueiredo, foi merecedor de um afago especial: “saudoso e querido”. Nada demais até aí. Prestar homenagens à ditadura militar é um cacoete do nosso presidente.

Violência contra mulheres quilombolas e assassinato de Marielle Franco são tratados em evento da ONU

Mônica Benício – 01 Março 2019 Foto: Completo quase um ano da execução de Marielle Franco, o caso não foi elucidado. /  Emy Lobo/ Mídia Ninja  Por questionarem poderes e estruturas, mulheres urbanas, rurais e de comunidades tradicionais sofrem múltiplas violências ao defenderem os direitos humanos. Assassinato de Marielle Franco, relatado por Mônica Benício, será um dos destaques. A ocupação do cargo principal do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos pela pastora evangélica, Damares Alves, na nova gestão de governo e a edição do Decreto 9.685/2019, que facilita a posse de armas de fogo no Brasil, geram novos alertas para as organizações sociais sobre o alto risco de aumento da violência contra a mulher, ampliação da desassistência do Estado e a permanência de ambiente de impunidade. A reportagem é publicada por Terra de Direitos, 28-02-2019.

HOJE A VENEZUELA, AMANHÃ TODA A AMAZÔNIA

  ROBERTO MALVEZZI (GOGÓ) – 28/02/2019 – Imagem: Daqui Algumas pessoas próximas me pediram uma síntese da situação da Venezuela. Com o jogo midiático pesado em cena, ficou difícil compreender os meandros do que realmente se passa. Penso que só há saída dessa crise de forma democrática e com a mediação dos organismos internacionais. A via militar e da guerra só trará para a região o conflito que já se deu na Síria, isto é, Estados Unidos e União Europeia de um lado, China e Rússia do outro. Porém, os Estados Unidos perderam a guerra na Síria e agora deixaram os europeus falando sozinhos naquele país. Finalmente, há interesses internacionais sobre toda a Amazônia. A reação ao Sínodo Pan-Amazônico mostra claramente que há ali outro projeto, do grande capital internacional, que além do petróleo venezuelano, quer também a biodiversidade, a água e todos os bens minerais que estão naquele imenso território.

Crise na Venezuela expõe divisão entre militares e olavismo

José Antônio Lima – 26 Fevereiro 2019 Foto: Mourão descarta intervenção militar na Venezuela / Pamela Brew – Flickr  Ímpeto anti-Maduro de Bolsonaro na campanha esfriou depois que ele chegou ao governo, e a posição mais cautelosa tem que ver com o embate entre a ala militar e o grupo ideológico ligado ao chanceler Ernesto Araújo. A reportagem é de José Antônio Lima, publicado por Deustche Welle, 25-02-2019.