Moçambique: Papa desafia jovens a «escrever nova página», evocando história de superação de Eusébio (c/fotos)

Maputo, 05 set 2019 (Ecclesia) – Foto: Festa inter-religiosa em Maputo sublinha desejo de paz O Papa encontrou-se hoje com jovens moçambicanos de várias religiões, no Pavilhão de Maxaquene, em Maputo, desafiando-os a um compromisso conjunto pela paz no país. “Vós juntos – assim como estais – sois o palpitar deste povo, onde cada qual desempenha um papel fundamental, num único projeto criador, para escrever uma nova página da história, uma página cheia de esperança, paz e reconciliação”, declarou Francisco, numa festa que começou ao som de cantos e gritos como “reconciliação” ou “jovens da paz”.

A teologia do espaço público

 “Na calçada, que é de todos, não há diferença entre as minhas responsabilidades e as da Madonna” Braulia Ribeiro, 25/08/2019 Foto: Imagem de WhatsApp 31/10/2015 Moro há alguns anos nos EUA, um país em que a vida coletiva é mais simples do que no Brasil. Quando digo vida coletiva não me refiro à vida com minha família e amigos, mas ao espaço público, filas, ruas, restaurantes, lojas, repartições públicas, enfim, os lugares onde tenho que roçar ombros com desconhecidos.

Marcha das Mulheres Indígenas divulga documento final: “lutar pelos nossos territórios é lutar pelo nosso direito à vida”

“Seremos sempre guerreiras em defesa da existência de nossos povos e da Mãe Terra”, afirma documento da mobilização Por Assessoria de Comunicação do Cimi – 15/08/2019 Na terça-feira (13), mulheres indígenas ocuparam Brasília em defesa dos seus direitos. Foto: Tiago Miotto/Cimi Outras Fotos: Andressa Zumpano – CPT/MA e Adi Spezia – Cimi ‘ Após cinco dias de debates e manifestações em Brasília, as representantes de mais de 130 povos indígenas que participaram da I Marcha das Mulheres Indígenas divulgam o documento final da mobilização. “Somos totalmente contrárias às narrativas, aos propósitos, e aos atos do atual governo, que vem deixando explícita sua intenção de extermínio dos povos indígenas, visando à invasão e exploração genocida dos nossos territórios pelo capital”, afirmam no documento.

“O sistema força você a prejudicar os outros, mesmo que não queira”. Entrevista com Stephan Lessenich

Ana Carbajosa – 06 Julho 2019 Imagem: IHU  / Daqui (Stuttgart, 1965) gosta de olhar através de um grande ângulo. Este sociólogo alemão estuda as desigualdades e os equilíbrios de poder, mas a partir do global e de uma consciência universal. Defende que adianta pouco lutar pelo bem-estar dos cidadãos na Alemanha, se isso se faz à custa do trabalho escravizado e da pilhagem de recursos naturais em países distantes, seja na produção de soja, na Argentina, ou na fabricação têxtil, na Ásia. 

O Sea Watch atraca no porto de Lampedusa. A capitã presa pela polícia. Os migrantes desembarcaram ao amanhecer

Fabio Tonacci, 29/06/2019 Foto: Google OverVewer Carola Rackete invocou “o estado de necessidade”, mas foi levada pela polícia financeira sob acusações de resistência ou violência contra um navio de guerra. O barco patrulha da polícia tentou impedi-la duas vezes correndo o risco de ser esmagado contra as docas. Aplausos no cais das muitas pessoas que se solidarizaram com os migrantes. A reportagem é de Fabio Tonacci, publicada por La Repubblica, 29-06-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

O Sínodo para a Amazônia não deve se concentrar “apenas na ordenação de homens casados”.

Balanço de Mauricio López sobre as reações ao Instrumentum Laboris IHU – 18 Junho 2019 Na foto: Mauricio López /  Repam O Sínodo para a Amazônia é um processo que tem suas raízes bem além do 15 de outubro de 2017, dia em que o Papa Francisco o convocou em Roma, para surpresa de quase todos. Este 17 de junho, o processo sinodal deu um novo passo com a apresentação do Instrumentum Laboris, que gerou muitas notícias e manchetes, que rapidamente fluíram como rios de fogo em todos os cantos do mundo.

O direito à cidade consiste no direito de usufruto pleno da vida urbana.

  Wagner Fernandes de Azevedo e João Vitor Santos, 02/04/2019 O design pode ser tanto uma ferramenta política quanto uma ferramenta para a política. Segundo a professora Barbara Szaniecki, o design é político porque “lida continuamente com controvérsias e conflitos seja onde for, na esfera artística ou ainda num projeto educacional”. Deste modo, Szaniecki afirma que o trabalho do profissional na gestão política para “transformar a representação vertical por meio de articulações horizontais segue sendo um desafio para o designer em sua relação com o poder público”.

HOJE A VENEZUELA, AMANHÃ TODA A AMAZÔNIA

  ROBERTO MALVEZZI (GOGÓ) – 28/02/2019 – Imagem: Daqui Algumas pessoas próximas me pediram uma síntese da situação da Venezuela. Com o jogo midiático pesado em cena, ficou difícil compreender os meandros do que realmente se passa. Penso que só há saída dessa crise de forma democrática e com a mediação dos organismos internacionais. A via militar e da guerra só trará para a região o conflito que já se deu na Síria, isto é, Estados Unidos e União Europeia de um lado, China e Rússia do outro. Porém, os Estados Unidos perderam a guerra na Síria e agora deixaram os europeus falando sozinhos naquele país. Finalmente, há interesses internacionais sobre toda a Amazônia. A reação ao Sínodo Pan-Amazônico mostra claramente que há ali outro projeto, do grande capital internacional, que além do petróleo venezuelano, quer também a biodiversidade, a água e todos os bens minerais que estão naquele imenso território.

Crise na Venezuela expõe divisão entre militares e olavismo

José Antônio Lima – 26 Fevereiro 2019 Foto: Mourão descarta intervenção militar na Venezuela / Pamela Brew – Flickr  Ímpeto anti-Maduro de Bolsonaro na campanha esfriou depois que ele chegou ao governo, e a posição mais cautelosa tem que ver com o embate entre a ala militar e o grupo ideológico ligado ao chanceler Ernesto Araújo. A reportagem é de José Antônio Lima, publicado por Deustche Welle, 25-02-2019.

OS OUTROS ESTÃO A MAIS? (1)

  Frei Bento Domingues, O.P., 17/02/2019 – Foto: Outros/ Ambrosia As obras que se escreveram e escrevem a anunciar as datas do fim da pobreza imposta, com certo aparato científico, parecem seguir a lógicas das Testemunhas de Jeová a anunciar o fim do mundo. Como apontámos, as estatísticas vão mostrando avanços e recuos, segundo os países e os continentes, das medidas para erradicar essa vergonha. As estatísticas não podem contabilizar os pobres que vão tendo a morte, antes de tempo, como solução. Para além disto, as desigualdades entre ricos e pobres acentuam-se. A distância entre o que certas pessoas ganham e o mínimo que outras conseguem para sobreviver, no seu dia-a-dia, poderia ser um pecado que bradaria aos céus se neles acreditassem.