Fim da compaixão?
Doença ou desvalia implica trégua. Por isso, em locais de fragilidade ou morte não devemos enfatizar o que nos divide. “Os insultos na lanchonete do Einstein causaram mais polêmica. Deixemos de lado a questão da presença, ou não, de médicos na turba mal-educada. Cabe lembrar que um lugar dedicado à saúde deve ter caráter quase de santuário. Sempre foi tradição, no Brasil, não falar mal de mortos, pelo menos por ocasião da morte.
Papa: “Rezem contra defeitos e tentações minhas e da Cúria”
A Quaresma? È uma travessia do deserto, é luta contra o Maligno. O Papa Francisco o explicou aos fiéis no Angelus hodierno na praça São Pedro, recordando como para a Igreja este tempo litúrgico se refira “aos quarenta dias transcorridos por Jesus no deserto”, após o batismo no Jordão, enfrentando as “tentações de Satanás”. Cristo, sublinhou o Pontífice, “nesses quarenta dias de solidão enfrentou Satanás “corpo a corpo”, desmascarou as suas tentações e o venceu”.
O que precisa ser incorporado ao processo de educação
Leonardo Boff –21/02/2015 Geralmente o processo educativo da sociedade com suas instituições como a rede de escolas e de universidades estão sempre atrasadas em relação às mudanças que acontecem. Não antecipam eventuais processos e custam-lhes fazer as mudanças necessárias para estar à altura deles.
Solidão e ética do cuidado
ANSELMO BORGES Italo Calvino escreveu, em As Cidades Invisíveis: “A cidade de Leónia refaz-se a si própria cada dia que passa: todas as manhãs a população acorda no meio de lençóis frescos, lava-se com sabonetes acabados de tirar da embalagem, veste roupas novinhas em folha, extrai do mais aperfeiçoado frigorífico frascos e latas ainda intactos, ouvindo as últimas canções no último modelo do aparelho de rádio.
Papa envia mensagem aos brasileiros por ocasião da Campanha da Fraternidade
Francisco convida a examinar a consciência sobre o compromisso concreto de cada um na construção de uma sociedade mais justa
A praga da alienação religiosa está na crista da onda
Imagem: paroquiasaojosedosangicos Como cristão e líder religioso católico, desejo tecer uma breve análise sobre a onda perigosa pela qual passa o cristianismo no momento atual. Onda essa caracterizada pelo fenômeno da praga da alienação religiosa, o que vem levando milhares de cristãos a caminhar na direção contrária ao verdadeiro projeto de Jesus: O Reino de Deus no aqui e agora da história, com sua plenitude na dimensão escatológica, ou seja, na eternidade.
HOMILIA do papa Francisco aos novos cardeais
Santa Missa com os novos cardeais e o colégio cardinalício –Basílica Vaticana – 15/02/2015 – Boletim da Santa Sé «Senhor, se quiseres, podes purificar-me». Compadecido, Jesus, estendeu a mão, tocou-o e disse: «Quero, fica purificado» (cf. Mc 1, 40-41). A compaixão de Jesus! Aquele «padecer com» levava-O a aproximar-Se de cada pessoa atribulada! Jesus não Se retrai, antes, pelo contrário, deixa-Se comover pelo sofrimento e as necessidades do povo, simplesmente porque Ele sabe e quer «padecer com», porque possui um coração que não se envergonha de ter «compaixão».
O bem comum foi enviado ao limbo
O neoliberalismo demoliu a noção de bem comum. Em seu lugar, entraram as noções de rentabilidade, de flexibilização, de adaptação e de competitividade. “Quem cuidará do interesse geral de mais de sete bilhões de pessoas? O neoliberalismo é surdo, cego e mudo a esta questão fundamental como o tem repetido como um ritornello o Papa Francisco”, escreve Leonardo Boff.
Farmacêuticas têm vitória com projeto de lei polêmico sobre biodiversidade
VENDENDO A BIODIVERSIDADE BRASILEIRA ÀS MULTINACIONAIS FARMACÊUTICAS ? Projeto de Lei na Câmara, “destrava’ mercado da biodiversidade no Brasil, mas cria polêmica Mariana Schreiber – Da BBC Brasil em Brasília – A Câmara dos Deputados aprovou na noite da terça-feira uma polêmica legislação sobre biodiversidade que facilita pesquisas a partir de recursos naturais brasileiros – mas que está sendo acusada por comunidades tradicionais de ameaçar seus direitos garantidos internacionalmente.
A cultura do ‘ter’
A noção de limites – principalmente em relação à disponibilidade de recursos naturais e energéticos – foi completamente perdida por parte da atividade econômica. Extrapolou-se, por consequência, as fronteiras daquilo que se convenciona chamar de razoável, ponderável, aceitável, em termos de respeito à biosfera.