“Ecocídio” em Chiapas – México: bispo Felipe Arizmendi

San Cristóbal de las Casas, Chiapas -14/08 Tradução: Orlando Almeida –Foto:internet “Devemos lutar, sempre de forma pacífica, para defender a mãe Terra, a vida e a saúde. Isto não é intrometer-se em políticas alheias ao nosso ministério pastoral, mas sim ser responsáveis  por uma vida digna para os nossos povos e pelo cuidado da terra que Deus nos deu, não para a destruirmos, mas para conservá-la para que seja fonte de vida para todos. Cuidar da saúde e da vida é uma  responsabilidade de todos, também da Igreja”

Carta ao primeiro ministro israelense Netanyahu sobre os “assentamentos”

José Ignacio González Faus, sj., 06/08/17 Tradução: Orlando Almeida Foto: O primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu González Faus, sj: “Apelar ao dom de Deus para tomar a terra de outros é simplesmente uma blasfêmia”. “O que temos em comum como humanos é superior ao que nos diferencia”

Bispos das Pastorais Sociais divulgam mensagem após encontro

Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz – CNBB Foto: CNBB  02/08/2017 Os bispos que compõem a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora e os referenciais das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicaram uma mensagem ao final do encontro realizado em Brasília, nos dias 31 de julho e 1º de agosto.  Na ocasião, os prelados procuraram “luzes para a atuação da Igreja no Brasil frente aos novos desafios da nossa realidade”.

Trabalho e férias

 Anselmo Borges, 28/07/2017 1. O Homem “define-se” por muitas características. O trabalho – homo laborans – é uma dessas dimensões constitutivas do humano. E, quando falamos do trabalho, não pensamos apenas na necessidade que o Homem tem de se esforçar para poder sobreviver – ele há esta palavra tremenda: “trabalhar para ganhar a sua vida”, que há dias o L”Osservatore Romano, órgão oficioso do Vaticano, disse que também se deve aplicar aos padres.

Do Brasil dos escândalos ao Brasil da solidariedade

Rafael Marcoccia Existe um Brasil de escândalos (nada menos do que três presidentes investigados) e um Brasil que se dedica a fazer o bem ao próximo com um número insuspeitado de samaritanos. “Além do bem. Um estudo sobre voluntariado e engajamento” traz à luz outro Brasil, aquele que participa em pequenas e grandes instituições de voluntariado. Descobrimos que quase um de cada cinco cidadãos brasileiros (37,5 milhões) desenvolve uma atividade deste tipo, conforme pesquisa realizada pela Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros em parceria com o Banco de América Merrill Lynch e o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) no Brasil.

As Feridas abertas do Sudão do Sul

UMA HISTÓRIA CONTADA AO LONGO  DE CINCO ANOS Fabio Bucciarelli  Tradução: Orlando Almeida A última vez que estive no Sudão do Sul foi em 2014. Desde então passaram-se três anos, um tempo relativamente curto, mas  suficiente para mudar os equilíbrios e as ilusões de um novo Estado. Desde então, não parei de acompanhar as intrincadas dinâmicas política nacional do país, de lembraras esperanças encontrados e fé do povo num futuro democrático. Eu pensava como estariam as pessoas que eu havia conhecido e o que teria acontecido com os milhares de migrantes acampados em Mingkaman, nas margens do grande Nilo Branco.

“Um dia vou te matar”: como Roraima se tornou o Estado onde as mulheres mais morrem no Brasil

Taxa de feminicídios cresceu 139% em 5 anos e já é quase três vezes maior que a nacional. Reporta Marina Rossi, no  El País 21-06-2017 “Um dia eu vou te matar. Pode passar 10, 15 anos, mas eu ainda vou te matar”. Durante uma década, a professora T. C., 39 anos,  sofreu violência física, verbal e ameaças como essa do ex-marido. “Ele também me chutava e agredia, mas a maior agressão sempre foi a violência psicológica e a perseguição”, conta. As agressões tiveram início em 2005, quando o filho do casal nasceu e eles iniciaram os processos para adotar uma segunda criança.

Mulheres, travestis, pessoas trans e gays encarcerados enfrentam mais violências que os demais detentos

Vitor Necchi – 22/06/2017 As prisões não foram concebidas para as mulheres. Ao mesmo tempo, no interior delas se processam de maneira ampliada os mesmos mecanismos de exclusão e de preconceito que há fora do cárcere. Essa combinação de fatores ajuda a entender por que mulheres, travestis, gays e pessoas trans enfrentam mais violências que os demais detentos durante o cumprimento de pena. Uma detalhada descrição dessa realidade pode ser conferida na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line pelo assistente social Guilherme Gomes Ferreira.

Não mandem o Brasil às Favas

José Maurício de Barcellos – 12/06/2017 “Disse o Ministro Gilmar Mendes, tentando desestabilizar o Juiz Relator do caso, cuja tendência é a de punir os acusados – Min. Herman Benjamin – que tudo isso que estava acontecendo ocorria por obra e magnânima graça dele Gilmar, mandando às favas qualquer nódoa de modéstia, em cadeia nacional. Imagino que ante tal petulância queira o Ministro dizer a seus pares e a nós míseros mortais em especial, que o resultado do julgamento deve acatar seu entendimento já revelado aos quatro cantos desta “Terra Brasilis”, no sentido de que deu prosseguimento a tal demanda porque assim quis no passado, “mas não era para cassar ninguém, como na ditadura”.