Falecimento de Marcos Francisco Kuceki
Morreu no dia 8 de Setembro, no Paraná, o padre casado Marcos Francisco Kuceki. Marcos teve um AVC há dois meses e não voltou mais a responder aos estímulos. Casado com a Regina Mara de Holanda. Eles tinham 2 filhas adolescentes.
Florianópolis: hotel recebe reservas para o XX Encontro MFPC
Ontem Júlio e eu Giba visitamos o Hotel Iguaçu, local do XX Encontro em janeiro 2015 do nosso MFPC. A proprietária Kátia nos deu boas notícias: 1ª) Nos primeiros 15 dias de reservas para o Encontro (15 a 30 de agosto) já remeteram os 30% da estadia 34 pessoas, ocupando 17 apartamentos do Hotel. 2ª) Estamos esperando pelo menos 200 pessoas até 15 de dezembro. Ou mais! Solicitamos que os interessados façam reserva no Hotel e compra de passagens o quanto antes, para garantir vaga. 3ª) Kátia reservou mais 2 ou 3 dias após o dia 18 de janeiro (encerramento do nosso XX) para o Encontro Latino-americano. Recomenda a data posterior e não anterior ao nosso XX. Reservou 2 dias (domingo e 2ª feira – dias 18 e 19) ou 3 dias (até 3ª feira – dia 20). 4a) Aceitou conservar nesses dias os mesmos preços concedidos ao nosso XX Encontro. 5ª)Não negocia com o Banco do Brasil o envio de dinheiro de estrangeiros através do IBAN e ao Código SWIFT, dispendioso, mas indica meio mais prático e rápido: no ato da reserva o Hotel Itaguaçu pede os dados do cartão de crédito internacional e cobra à vista os 30%. 6ª) Recorda o e-mail e telefone do Hotel para as reservas: e-mail: eventos@hotelitaguacu (sem cedilha) – telefone: 48-39542600 (falar com Kátia, Gorete ou Henrique) Enviado por: Giba, Organizador do XX Encontro (gilgon@terra.com.br)
O obstáculo básico à luta pelos direitos humanos
O tema dos direitos humanos é uma constante em todas as agendas. Há momentos em que se torna um clamor universal como atualmente com a criação do Estado Islâmico que comete sistemático genocídio das minorias. Por que não conseguimos fazer valer efetivamente os direitos não só humanos mas também os da natureza? Onde reside o impasse fundamental? A Carta da ONU de 1948 confia ao Estado a obrigação de criar as condições concretas para que os direitos possam ser realizados para todos. Ocorre que o tipo de Estado dominante é um Estado classista. Como tal é perpassado pelas desigualdades que as classes sociais originam. Concretamente: a ideologia política deste Estado é neoliberalismo que se expressa pela democracia representativa e pela exaltação dos valores do indivíduo; a economia é capitalista que operou a “Grande Transformação”, substituindo a economia de mercado pela sociedade de mercado para a qual tudo vira mercadoria. Por ser capitalista vigora a hegemonia da propriedade privada, o mercado livre e a lógica da concorrência. Esse Estado é controlado pelos grandes conglomerados que hegemonizam o poder econômico, político e ideológico. Em grande parte é privatizado por eles. Usam o Estado para a garantia de seus privilégios e não dos direitos de todos. Atender os direitos sociais a todos seria contraditório com sua lógica interna. A solução que as classes subalternas encontraram para enfrentar essa contradição foi de elas mesmas se organizarem e criarem as condições para seus direitos. Assim surgiram os vários movimentos sociais e populares por terra, por teto, por saúde, por escola, pelos negros, índios e mulheres marginalizadas, por igualdade de gênero, por respeito do direito das minorias etc. É mais que uma luta pelos direitos; é uma luta política para a transformação do tipo de sociedade e do tipo de Estado vigentes porque com eles seus direitos nunca irão ser reconhecidos. Portanto, a alternativa à democracia reduzida, é a democracia social, participativa, de baixo para cima, na qual todos possam caber. O Estado que representa esse tipo de democracia enriquecida teria uma natureza nitidamente social e se organizaria para garantir os direitos sociais de todos. Enquanto isso não ocorrer, não haverá uma real universalização dos direitos humanos. Parte dos discursos oficiais são apenas retóricos. As classes subalternas expandiram o conceito de cidadania. Não se trata mais daquela burguesa que coloca o indivíduo diante do Estado e organiza as relações entre ambos. Agora se trata de cidadãos que se articulam com outros cidadãos para juntos enfrentarem o Estado privatizado e a sociedade desigual de classe. Daí nasce a concidadania: cidadãos que se unem entre si, sem o Estado e muitas vezes contra o Estado para fazerem valer seus direitos e levarem avante a bandeira política de uma real democracia social, onde todos possam se sentir representados. Esses movimentos fizeram crescer mais e mais, a consciência da dignidade humana, a verdadeira fonte de todos os direitos. O ser humano não pode ser visto como mera força de trabalho, descartável, mas como um valor em si mesmo, não passível de manipulação por nenhuma instância, nem estatal, nem ideológica, nem religiosa. A dignidade humana remete à preservação das condições de continuidade do planeta Terra, da espécie humana e da vida, sem a qual o discurso dos direitos perderia seu chão. Por isso, os dois valores e direitos básicos que devem entrar mais e mais na consciência coletiva são: como preservar nosso esplêndido planeta azul-branco, a Terra, Pachamama e Gaia? E o segundo: como garantir as condições ecológicas para que o experimento homo sapiens/demens possa continuar, se desenvolver e co-evoluir? Esses dois dados constituem a base de tudo mais. Ao redor desse núcleo, se estruturarão os demais direitos. Eles serão não somente humanos, mas também sócio-cósmicos. Em outras palavras, a biosfera da Terra é patrimônio comum de toda vida em sua imensa diversidade, e não apenas da vida humana. Então, mais que falar em termos de meio-ambiente, deve-se falar em comunidade de vida, ou ambiente inteiro. O ser humano tem a função, já assinalada no Gênese, a de ser o tutor ou guardião da vida, o representante legal da comunidade biótica, sem a pretensão de superioridade, mas se compreendendo como um elo da imensa cadeia da vida, irmão e irmã de todos. Daqui resulta o sentimento de responsabilidade e de veneração que facilita a preservação e o cuidado por todo o criado e por tudo o que vive. Ou faremos essa viragem necessária para essa nova ética, fundada numa nova ótica, ou poderemos conhecer o pior, a era das grandes devastações do passado. A reflexão sobre os direitos humanos de primeira geração (individuais), de segunda geração (sociais), de terceira geração (transindividuais, direitos dos povos, das culturas etc), da quarta geração (direitos genéticos) e da quinta geração (da realidade virtual) não podem desviar nossa atenção dessa nova radicalidade na luta pelos direitos, agora começando pelos direitos da Terra e das tribos da Terra, base para todos os demais desmembramentos. Até hoje todos davam por descontada a continuidade da natureza e da Terra. Não precisavam se preocupar delas. Esta situação se modificou totalmente, pois os seres humanos, nas últimas décadas, projetaram o princípio de autodestruição. A consciência desta nova situação fez surgir o tema dos direitos humano-sócio-cósmicos e a urgência de que, se não nos mobilizarmos para as mudanças, a contagem regressiva do tempo se coloca contra nós e pode nos surpreender com um bioecoenfarte de consequências devastadoras para todo o sistema da vida. Devemos estar à altura desta emergência.
Encontro dos padres casados de Goiânia
Na noite deste dia 29 de agosto houve um encontro de alguns casais de padres casados de Goiânia, GO. Aconteceu na residência do padre casado José Vanin Martins e sua esposa Maria.
Morre em Florianópolis o professor Evaldo Pauli
Conheci pessoalmente o Prof. Evaldo Pauli, como Coordenador do Curso de Filosofia, em 1974 quando, com muita dedicação, acolheu na Universidade Federal de S. Catarina, cerca de 80 padres e pastores para, ao abrigo da lei, validarem seu Curso de Filosofia feito nos Seminários. Pe. Evaldo, ordenado em 1949, deixou o ministério em 1967 e casou com Edeltrudes, já falecida. João Tavares – Do Setor de Comunicação do MFPC
Discurso do Papa aos Bispos da Coreia
Íntegra do DISCURSO – Viagem Apostólica à Coreia do Sul Encontro com os Bispos da Coreia na sede da Conferência Episcopal Coreana Quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Coreia: Papa desafia bispos a rejeitarem critérios de sucesso e de poder
Francisco propõe Igreja pobre que respeite memória dos seus mártires e ofereça esperança ao mundo
Apostas altas para a assembleia anual da LCWR
A maior organização de líderes religiosas se prepara para se reunir durante quatro dias em Nashville, Tennesse, de 12 a 16 de agosto, mas o grupo parece estar diante de um precipício. O que está em ambos os lados ou qual o caminho que o grupo irá optar por seguir, ninguém pode dizer.
“A Igreja sempre fez política, porém, uma política de direita”
Leonardo Boff, teólogo e escritor, fala sobre o perdão do papa Francisco aos que, como ele, seguem a Teologia da Libertação “A pessoa pensa a partir de onde os pés pisam. Assim vale também para as Igrejas”. Boff é otimista e acredita que a reabilitação de seguidores da Teologia da Libertação está apenas no começo. Ele mesmo diz que voltaria a exercer seu papel eclesiástico, caso fosse reabilitado. “Mas estou casado. E a Igreja não aceita padres casados.”
Esqueça Salomão: o templo de Edir Macedo é um tributo a um vendedor excepcional
ELE… – O Templo de Salomão, erguido por Edir Macedo em homenagem a si mesmo, marca uma nova fase em sua carreira de religioso — e, sobretudo, de vendedor excepcional.