
“Ai de nós, se a cruz ficar esvaziada do seu poder de julgar a sabedoria deste mundo”, advertiu.
O Papa convidou os bispos a serem “guardiões da memória”, falando a respeito da beatificação de Paulo Yun Ji-chung e dos seus 123 companheiros, que vai beatificar este sábado.
“Vós sois os descendentes dos mártires, herdeiros do seu heroico testemunho de fé em Cristo. Além disso, sois herdeiros de uma tradição extraordinária, que teve início e cresceu amplamente graças à fidelidade, perseverança e trabalho de gerações de leigos”, precisou.
O Papa sublinhou que esta memória deve impelir a Igreja a enfrentar “com clarividência e determinação, as esperanças, as promessas e os desafios do futuro”.
“O ideal apostólico de uma Igreja dos pobres e para os pobres encontrou uma expressão eloquente nas primeiras comunidades cristãs da vossa nação. Espero que este ideal continue a moldar o caminho da Igreja coreana na sua peregrinação para o futuro”, referiu.
O discurso fez notar que a Coreia passou de terra de missão a terra de missionários, com vários sacerdotes e religiosos espalhados pelo mundo.
Francisco observou, a este respeito, que uma Igreja missionária tem de estar “constantemente em saída para o mundo e, em particular, para as periferias da sociedade contemporânea”.
Neste sentido, pediu uma “particular solicitude”, nas comunidades católicas, pelas crianças e os idosos, pelos pobres, os refugiados e os migrantes.
O Papa foi recebido pelo presidente da Conferência Episcopal e bispo de Cheju, D. Peter Kang U-il, acompanhado pelos dois cardeias coreanos, D. Nicholas Cheong Jinsuk e D. Nicholas Cheong Jinsuk, arcebispo de Seul e administrador apostólico de Pyongyang.
Francisco rezou em silêncio numa capela acompanhado por sacerdotes, religiosos e alguns missionários idosos.
O primeiro dos cinco dias de viagem pontifícia à Coreia do Sul, que não recebia um Papa desde 1989, concluiu-se com o jantar na Nunciatura Apostólica (embaixada da Santa Sé) em Seul, onde Francisco se encontra alojado.
OC