O dever moral de ser ateu

Anselmo Borges – 27 07/2016  Antes de sermos crentes ou não, o que nos une a todos é a humanidade comum, de tal modo que, face a um deus que legitimasse a violência, o ódio, matar em seu nome, haveria, para sermos humanamente dignos, um dever moral: ser ateu.

Polônia, a viagem mais difícil de Francisco. Artigo de Alberto Melloni

“O coração doente da Europa doente espera ser curado: não por um homem santo ou pela experiência de massa, mas por um “exorcismo consolador” que liberte a Igreja e a Europa do demônio que lhe faz ver os refugiados que fogem da guerra, e não a guerra, como um problema; que lhe impede de lutar contra a guerra como inimigo com a mesma dureza com que o terrorismo islamista ataca a paz e a socialidade simples da paz.” A opinião é do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha. Artigo eml La Repubblica, 28-07-2016

Silêncio e oração: Papa visita Auschwitz e Birkenau

Sem discursos, Papa se deteve em oração em Auschwitz e Birkenau, maiores campos de extermínio durante o regime nazista 29/07/2016,  Rádio Vaticano  O Papa Francisco visitou nesta terça-feira, 29, os campos de extermínio de Auschwitz e Birkenau, na Polônia. Fazendo uma pausa no clima de festa por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, Francisco refletiu, em silêncio e oração, o sofrimento humano, recordando tantas vidas tiradas nesses campos no regime nazista.

Discursos de Francisco na Polônia – 1

1- Francisco em Cracóvia: humanismo europeu tem raízes cristãs   27/07/2016 – Texto integral do Discurso às Autoridades  Tradução: Orlando Almeida O Papa pronunciou o seu primeiro discurso em solo polonês durante o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático no Castelo de Wawel em Cracóvia. Publicamos a seguir o texto integral.

O silêncio de Auschwitz 

Abraham Skorka – 26/07/2016 “L’Osservatore Romano” Na nossa última conversa, o Papa Francisco disse-me que na sua visita a Auschwitz escolheu expressar-se por meio do silêncio. Talvez porque tudo o que ele tinha a dizer já o disse na sua mensagem no Yad Vashema, em Jerusalém, e nas palavras que trocamos no nosso encontro em Buenos Aires, retomadas depois no livro ‘Sobre o céu e terra’ (2010)b.

Paolo Branca: “O que não sabeis sobre os gulenistas”

BERNARDELLI GIORGIO – 23/07/2016 – Milão O islamólogo da Universidade Católica mostra a outra face do movimento de Fetullah Gülen, (foto) hoje no olho do furacão da Turquia. Um mundo feito de iniciativas de diálogo, mas também de gestos não banais de tolerância e solidariedade

Os desafios de Bergoglio na viagem à terra natal de Wojtyla

De 27 a 31 de julho em Cracovia, Czestochowa e Auschwitz  –  Asia News Ele visitou a África Central apesar de os militares franceses desaconselharem-no; circulou pelo México de norte a sul e de leste a oeste, entre a desconfiança do governo Enrique Peña Nieto, o descontentamento dos narcotraficantes e as críticas de Donald Trump; foi ao Congresso dos Estados Unidos para pedir acolhida aos migrantes e a abolição da pena de morte; em três anos de pontificado tocou as “periferias” mais problemáticas do globo, de Sarajevo à Armênia, do Equador à Albânia, da região das Filipinas atingida pelo tufão aos cantos mais remotos de Cuba, sobrevoou a China pela primeira vez na história dos papas e expressou o desejo de visitar o Iraque.

Revoluções silenciosas: a convivialidade

Leonardo Boff – 23/07/2016   “A convivialidade pretende ser uma resposta adequada à crise ecológica. Ela pode evitar um real crush planetário”,  escreve Leonardo Boff, escritor, teólogo e filósofo. 

Falta de transparência, de informação e ineficiência da gestão pública são as marcas das Olímpiadas 2016

Imagem: publicdomainpictures.net Patrícia Fachin – 20/07/2016  Quando se trata de analisar os processos envolvidos na organização e preparação das Olimpíadas que irão ocorrer entre os dias 05 e 21 de agosto deste ano no Rio de Janeiro, o “primeiro entrave” começa por “encontrar um orçamento da realização dos Jogos Rio 2016 ou todos os contratos firmados para a realização do evento em uma única busca”, diz Paula Oda à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. Isso implica, pontua, “em uma dificuldade de controlar, monitorar e avaliar o impacto real ou os processos que estão de fato relacionados à Olimpíada e Paralimpíada”, avalia.

A caixa preta do STF: por que o tribunal julga o que quer quando quer?

Especialistas listam dilemas da Corte e dizem que ministros deveriam estabelecer critérios claros Gil Alessi –  17 JUL 2016 BRT O Supremo Tribunal Federal (STF) entrou nos holofotes durante o julgamento do escândalo do mensalão em 2012 e desde então nunca mais saiu. As sessões transmitidas ao vivo fizeram com que as atenções dos brasileiros se voltassem à Corte. Se por um lado o evento passa uma imagem de transparência nos procedimentos, especialistas matizam a percepção e veem espaço para que o STF amplie suas práticas democráticas. A última polêmica envolvendo o tribunal aconteceu no início do mês.