Crise política em Itália: o fim anunciado do euro?
Ricardo Cabral – 4 de Junho de 2018 Foto: Presidente da República Sergio Mattarella dá posse ao primeiro-ministro Giuseppe Conte / Reuters A nova equipa italiana nas finanças, assuntos europeus e, em menor grau, negócios estrangeiros é a primeira, de entre os grandes países, a não ser marcadamente pró-europeia e a ser crítica do euro e das regras europeias. A desintegração do euro não é tão provável como muitos, incluindo o autor, anteviram no passado.
Afinal ainda não há acordo fechado para novo governo britânico
Conservadores e unionistas continuam a negociar, ao contrário do que disse Theresa May no sábado. Público –11/06/17 –Foto: Arlene Foster, líder dos unionistas irlandeses, provável parceiro dos conservadores –Reuters /Stringer O acordo entre os tories e os irlandeses unionistas do DUP foi anunciado sábado à noite, no mesmo dia em que se demitiram os dois chefes de gabinete da primeira-ministra britânica – Nick Timothy e Fiona Hills. Só que, como diz boa parte dos jornais ingleses neste domingo, “está instalada a confusão”.
Le Pen diminui distância de Macron a uma semana das eleições na França
A união contra ultradireitistas se rompe nas manifestações de 1º de maio. Os sindicatos não conseguiram chegar a uma mensagem comum contra a FN Silvia Ayuso – 1 MAI 2017 BRT Foto – Internet – Reprodução Em Paris, centenas de pessoas se reuniram sob o lema “contra o fascismo e o capitalismo”, em uma marcha convocada por organizações anarquistas que tinham previsto se juntar posteriormente à manifestação principal na Place de la République, onde também convergiram outros protestos menores”. Segundo estimativas da polícia, cerca de 4.800 pessoas participaram de manifestações em Marselha, 6.000 em Toulouse, 5.000 em Lyon e menos de 2.000 em Estrasburgo.
Holanda derrota nas urnas o populismo e a xenofobia
O primeiro-ministro Rutte supera nitidamente o populista Wilders, mas terá de fazer acordos com outros partidos para se manter no poder Juan Diego Quesada – Amsterdam , 16 MAR 2017 Foto: O primeiro-ministro Mark Rutte, ao chegar para fazer seu discurso de vitória, nesta quarta-feira. Carl Court Getty Images A Holanda conseguiu colocar um freio na extrema direita na Europa. As urnas confirmaram a vitória do atual primeiro-ministro, o liberal de direita Mark Rutte, e revelaram que Geert Wilders, o candidato racista e antieuropeu que chegou a liderar as pesquisas, não obteve tanto apoio como se esperava. Depois do Brexit e do êxito que representou para ele a chegada de Donald Trump à Casa Branca, o populismo xenófobo enfrenta, assim, a sua primeira derrota no Ocidente.
Putin, o maior inimigo dos europeus
Os europeus andam tão absorvidos com Trump que se esquecem de Putin. O erro pode ser fatal. 2017 é ano de eleições em França, Alemanha e Holanda. E, nestes tabuleiros, o Kremlin colocou as suas peças Alexandre Homem Cristo – 6/2/2017 Que ninguém se iluda: uma vitória eleitoral de Le Pen ou uma derrota de Merkel seriam fatais para a União Europeia. E depois de confirmada a influência do Kremlin na campanha presidencial americana, em benefício de Trump, subestimar o perigo da interferência de Putin nas eleições europeias deste ano seria demasiado imprudente.
Os desafios de Bergoglio na viagem à terra natal de Wojtyla
De 27 a 31 de julho em Cracovia, Czestochowa e Auschwitz – Asia News Ele visitou a África Central apesar de os militares franceses desaconselharem-no; circulou pelo México de norte a sul e de leste a oeste, entre a desconfiança do governo Enrique Peña Nieto, o descontentamento dos narcotraficantes e as críticas de Donald Trump; foi ao Congresso dos Estados Unidos para pedir acolhida aos migrantes e a abolição da pena de morte; em três anos de pontificado tocou as “periferias” mais problemáticas do globo, de Sarajevo à Armênia, do Equador à Albânia, da região das Filipinas atingida pelo tufão aos cantos mais remotos de Cuba, sobrevoou a China pela primeira vez na história dos papas e expressou o desejo de visitar o Iraque.
E se a extrema direita chegar ao poder?
Antonio Luiz M. C. Costa – 18/07/2016 Boris Johnson, líder da campanha pelo Brexit entre os conservadores, desistiu de concorrer pela chefia do partido e do governo. No UKIP, o líder Nigel Farage e o presidente Steve Crowther deixaram seus cargos: “Quero minha vida de volta”, diz o primeiro. A reportagem é de por Antonio Luiz M. C. Costa, publicada por CartaCapital, 18-07-2016.
“Não acredito que queiram nos tirar do euro”, diz Tsipras
Um monte de gatos brigando adentro de um ‘corralito’, acusando-se ameaçadoramente, recorrendo a expressões pouco virtuosas ou a chantagens políticas dignas de bandoleiros, os dirigentes da União Europeia (UE) deram um espetáculo calamitoso quando precisaram enfrentar a pancada da crise grega.
Uma Frente popular pelo Brasil
Nossa crise exige das esquerdas brasileiras o patrocínio e a liderança de um imenso movimento de massa com o objetivo de enfrentar a ascensão conservadora. “Precisamos de uma frente nacional popular, na qual os partidos do campo da esquerda terão acolhimento, mas lado a lado do movimento social, dos sindicatos e dos trabalhadores e assalariados de um modo geral, do movimento estudantil, de políticos com ou sem vinculação partidária, de intelectuais e pensadores, de liberais e democratas progressistas, de todos aqueles que, enfim, entendam como chegada a hora de lutar”
Marcos Azambuja: “A França precisa analisar a relação com os imigrantes”
Embaixador do Brasil em Paris De 1997 a 2003, fala sobre a comoção causada pelos ataques iniciados na quarta-feira com o massacre na revista Charlie Hebdo e adjacências. Aos 79 anos, Azambuja dedica-se a inúmeras atividades culturais e acadêmicas. É membro do Instituto Histórico e Geográfico BrasileiroFoto: Rafael Andrade / Folhapress – por Luiz Antônio Araujo – 11/01/2015