E agora, o que vai acontecer no Reino Unido?
Tribunais? Moção de emergência? Moção de censura? Eleições antecipadas? No-deal Brexit? Boris Johnson jogou pesado e deixou a oposição sem grandes recursos depois de ter pedido à rainha para suspender o Parlamento até 14 de outubro. Patrícia Viegas – 29/08/23019. Foto: EPA/Will Oliver Manifestante deposita flores junto ao túmulo da democracia britânica num protesto simbólico junto ao n.º 10 de Downing Street. Foto EPA/Will Oliver. Numa jogada que há muito vinha a ser anunciada nos media – mas que muitos parecem não ter julgado possível -, Boris Johnson pediu nesta quarta-feira à rainha Isabel II – e esta acedeu – que suspendesse a Câmara dos Comuns até 14 de outubro. Procedimento normal, diz o primeiro-ministro e líder do Partido Conservador. Golpe constitucional, atentado à democracia, deriva ditatorial, denunciam o speaker do Parlamento e os deputados dos partidos da oposição e avessos a um no-deal Brexit. Isto porque a saída do Reino Unido da UE – com ou sem acordo – está prevista para 31 de outubro. O que deixa os deputados com muito pouco tempo para agir e uma margem de manobra muito curta para tentar travar Boris e o seu governo dominado por brexiteers radicais.
Os sentidos da rebelião francesa
Umair Haque – 13/12/2018 Foto: Jornal O Globo Governo Macron recua e entra em crise. Mas as revoltas vão se espalhar e exigem saídas novas. Uma delas: resgatar os cidadãos, emitindo e distribuindo dinheiro. O artigo é de Umair Haque, Diretor do Havas Media Labs e autor de “Betterness: Economics for Humans” e “The New Capitalist Manifesto: Building a Disruptively Better Business“, publicado por Outras Palavras, 11-12-2018. A tradução é de Marianna Braghini.
Um “novo dia na América” mas não no mundo
Teresa Sousa – 7 de Novembro de 2018 Imagem: Público Com a agenda interna bloqueada, Trump, como outros antes dele, tenderá a concentrar-se na política externa, procurando arrecadar rapidamente alguns sucessos e continuando a destruir a ordem liberal que os EUA construíram depois da Guerra.
Orbán, Trump, Bolsonaro: como chegámos até aqui?- II
Se Bolsonaro chegar à Presidência, devem os brasileiros preparar-se para uma versão séc. XXI do fascismo? Manuel Loff – 20/10/20187 Fotos: Reprodução da Internet “Bolsonaro no poder será sempre violência de Estado; não que ela seja novidade, mas haverá mais, e mais legitimada. E, além dela, haverá a violência praticada por quem se sente politicamente legitimado pela ideologia do Estado.”
Orbán, Trump, Bolsonaro: como chegámos até aqui? (I)
Mais do que em quaisquer outros recursos do Estado, é nos aparelhos securitários (Órgãos de Segurança – NdR)) que a extrema-direita se quer infiltrar. Manuel Loff – 6/10/2018 Bolsonaro sairá amanhã à frente na corrida para a 2.ª volta das eleições brasileiras – e eu sou dos que temo que seja mesmo eleito no próximo dia 28. Os Le Pen pai e filha já chegaram duas vezes à 2.ª volta das presidenciais francesas. Trump foi eleito presidente da maior economia e do maior arsenal de armas do mundo. A extrema-direita tem 15%-25% dos votos em meia Europa e, só na UE, dirige ou participa em governos de coligação de dez países (da Itália e Bélgica à Hungria e Polónia).
O Ovo da Serpente. Marcelo Barros
“Minha função de pastor me obriga a ser solidário com toda pessoa que sofre e empenhar toda minha vida por uma Política em defesa da dignidade de todo ser humano.” Dom Oscar Romero Marcello Barros – 21/09/2018 Foto: Marcos Neto É triste perceber que mesmo nas Igrejas cristãs, o ovo da serpente está sendo chocado e bem cuidado. O papa Francisco tem denunciado que “esse sistema mata”. Parece que até agora para a hierarquia e para o clero da Igreja Católica, como para muitos fieis, essa não é a preocupação.
Assim é a ultradireita que governa na Europa
Beatriz Ríos – 31 Agosto 2018 Foto: Holanda, França e Alemanha – fortalecimento da extrema direita. Mas também Itália, Hungria, Áustria e Polónia / Istoé As eleições europeias de 2014 estiveram marcadas pela ascensão dos partidos de extrema-direita. Os LePen, Farage e Salvini fizeram do Parlamento Europeu o alto-falante de seu discurso xenófobo, eurocético e populista. Cinco anos depois e apenas nove meses antes das próximas eleições comunitárias, quase uma dezena de governos na Europa já contam com forças ultras ou lideram a oposição. E a tendência é subir. Repassamos algumas das políticas que realizaram nos últimos anos. A reportagem é de Beatriz Ríos, publicada por Cuarto Poder, 27-08-2018. A tradução é do Cepat.
O neofascismo, onda mundial
Leonardo Boff – 11 Agosto 2018 Foto: Manifestação antifascista e antiracista na Itália / Wikipédia (“Nunca mais Fascismo e Racismo”) “O fascismo sempre foi criminoso. Criou a shoá (eliminação de milhões de judeus). Usou a violência como forma de se relacionar com a sociedade, por isso nunca pode nem poderá se consolidar por longo tempo. É a perversão maior da sociabilidade humana. No Brasil não será diferente”, escreve Leonardo Boff, escritor, teólogo e filósofo.
“O mundo precisa de uma nova liderança para construir pontes, não muros”, afirma o Papa na mensagem aos 500 teólogos reunidos em Sarajevo
Joshua J. McElwee – 27 Julho 2018 – Foto: Francisco com os organizadores da Conferência de Sarajevo / IHU No dia 26 de julho começou uma reunião inédita com cerca de 500 teólogos morais e eticistas com o apoio do Papa Francisco. Em uma carta ao evento, o Pontífice elogiou o foco em discernir como os acadêmicos podem responder melhor à mudança global no atual ambiente geopolítico. A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 26-07-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.
Merkel diz que “não é mais possível confiar no superpoder dos EUA”
A chanceler alemã deixa claro numa longa coletiva de imprensa que a fissura aberta entre a Europa e Trump está longe de ser superada Ana Carbajosa – Berlim 20 JUL 2018 Foto: A chanceler alemã, Angela Merkel, nesta sexta-feira em Berlim /FABRIZIO BENSCH REUTER … “[as relações com os EUA] estão sob pressão”, mas afirma que é necessário continuar cultivando uma relação “crucial”com os ainda aliados. “O que consideramos natural durante muitas décadas, que os EUA se considerem o poder regulador do mundo, para bem ou para mal, não está assegurado no futuro”, disse Merkel.