Assim é a ultradireita que governa na Europa

Beatriz Ríos – 31 Agosto 2018 Foto: Holanda, França e Alemanha – fortalecimento da extrema direita. Mas também Itália, Hungria, Áustria e Polónia / Istoé As eleições europeias de 2014 estiveram marcadas pela ascensão dos partidos de extrema-direita. Os LePen, Farage e Salvini fizeram do Parlamento Europeu o alto-falante de seu discurso xenófobo, eurocético e populista. Cinco anos depois e apenas nove meses antes das próximas eleições comunitárias, quase uma dezena de governos na Europa já contam com forças ultras ou lideram a oposição. E a tendência é subir. Repassamos algumas das políticas que realizaram nos últimos anos.  A reportagem é de Beatriz Ríos, publicada por Cuarto Poder, 27-08-2018. A tradução é do Cepat.

Crise política em Itália: o fim anunciado do euro?

    Ricardo Cabral – 4 de Junho de 2018 Foto: Presidente da República Sergio Mattarella dá posse ao primeiro-ministro Giuseppe Conte / Reuters A nova equipa italiana nas finanças, assuntos europeus e, em menor grau, negócios estrangeiros é a primeira, de entre os grandes países, a não ser marcadamente pró-europeia e a ser crítica do euro e das regras europeias. A desintegração do euro não é tão provável como muitos, incluindo o autor, anteviram no passado. 

Terá a Alemanha novas eleições legislativas?

Todos os partidos alemães são pró-Europa, mas não se entendem em tudo o resto. Abílio Louro de Carvalho Ou Angela Merkel aceita chefiar um governo minoritário, o que ela não quer, ou sujeitará o país a novas eleições, que os Verdes dizem que ocorrerão na primavera. O calendário torna-se cada vez mais apertado e as opções estreitam. Depois de os socialdemocratas do SPD, liderados por Martin Schulz, se terem excluído do habitual, desejável e expectável acordo de coligação com a CDU de Merkel, tudo parece sair gorado à chanceler, que procura cumprir enfraquecida o seu 4.º mandato à frente do executivo.

“Brexit”: nem a data para o início das negociações é agora garantida

Ana Fonseca Pereira – 12 de Junho de 2017 Foto: Davidson foi convidada para a primeira reunião do novo governo Hannah McKay/Reuters “Governo britânico garante que posição de Londres para a saída da UE mantê-se inalterada. Mas Ruth Davidson, líder dos conservadores escoceses, diz que “poderá haver alterações no plano”. “Os eleitores disseram que querem que sejamos nós a governar, mas também disseram que querem que trabalhemos com os outros – é isso que significa não ter maioria.”

Jeremy Corbyn revela: outra esquerda é possível

Avanço dos trabalhistas ingleses, e de seu líder rebelde, envia um sinal. Antonio Martins – 10/06/2017  Foto: Theresa May e Jeremy Corbyn “A ministra conservadora convocou eleições antecipadas. Alegava precisar de força para negociar, em melhores condições, a saída do Reino Unido da União Europeia – o chamado Brexit. No fundo, acreditava no mito da morte dos adversários. À época, as pesquisas eleitorais sugeriam que teria 24 pontos de vantagem sobre os trabalhistas – e que Corbyn, humilhado, não teria outra alternativa exceto renunciar.”

Macron deixa porta da UE aberta. Cameron e ministro de May apoiam soft Brexit

Nas primeiras declarações depois das eleições que tiraram a maioria parlamentar a May, David Cameron diz que Parlamento “deve ter algo a dizer” sobre negociações do Brexit PÚBLICO –  14 de Junho de 2017 – Foto: Cameron chama a atenção para peso parlamentar da Escócia, que votou contra o “Brexit” LUSA/GRZEGORZ MICHALOWSKI São cada vez mais os apelos a Theresa May para alterar a sua estratégia negocial sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. O ministro das Finanças, Philip Hammond, vai tentar convencer a primeira-ministra a optar por manter o país na união aduaneira, avança o jornal Times, citando várias fontes não identificadas.