Após dez anos de austeridade, pobreza é pano de fundo das eleições britânicas
10/12/2019 08h20 Foto: Boris Johnson, acena para jornalistas antes de entrar na residência oficial em Downing Street, em Londres. Imagem: Hannah McKay/Reuters “Sem essas pessoas, não poderíamos comer”,afirma John, um britânico que, como muitos outros, sobrevive graças a um banco de alimentos em um país onde, para muitos, o combate à pobreza é um tema mais contundente que o Brexit, a poucos dias das eleições legislativas. John, que não quer dar seu nome de registro, é um ex-dependente químico residente em Slough, cidade localizada a oeste de Londres, próxima ao Castelo de Windsor, uma das residências da rainha Elizabeth II.
Jeremy Corbyn aposta no pós-capitalismo
Antonio Martins – 22 Novembro 2019 Jeremy Corbyn – FlickR CC Esquerda inglesa propõe revolução de serviços públicos. Radicaliza agenda ambiental, associando-a à garantia de ocupação para todos. E joga a conta sobre os muito ricos, desafiando a direita a mostrar quem é de fato anti-establishment. O comentário é de Antonio Martins, jornalista, publicado por Outras Palavras, 21-11-2019.
E agora, o que vai acontecer no Reino Unido?
Tribunais? Moção de emergência? Moção de censura? Eleições antecipadas? No-deal Brexit? Boris Johnson jogou pesado e deixou a oposição sem grandes recursos depois de ter pedido à rainha para suspender o Parlamento até 14 de outubro. Patrícia Viegas – 29/08/23019. Foto: EPA/Will Oliver Manifestante deposita flores junto ao túmulo da democracia britânica num protesto simbólico junto ao n.º 10 de Downing Street. Foto EPA/Will Oliver. Numa jogada que há muito vinha a ser anunciada nos media – mas que muitos parecem não ter julgado possível -, Boris Johnson pediu nesta quarta-feira à rainha Isabel II – e esta acedeu – que suspendesse a Câmara dos Comuns até 14 de outubro. Procedimento normal, diz o primeiro-ministro e líder do Partido Conservador. Golpe constitucional, atentado à democracia, deriva ditatorial, denunciam o speaker do Parlamento e os deputados dos partidos da oposição e avessos a um no-deal Brexit. Isto porque a saída do Reino Unido da UE – com ou sem acordo – está prevista para 31 de outubro. O que deixa os deputados com muito pouco tempo para agir e uma margem de manobra muito curta para tentar travar Boris e o seu governo dominado por brexiteers radicais.
Boris arrasta a Rainha para a guerra do Brexit com o Parlamento
Patrícia Viegas – 28/08/2019 – Foto: Boris Johnson na câmara dos Comuns a 25 de julho© EPA Primeiro-ministro britânico vai pedir a Isabel II que suspenda o Parlamento entre 10 de setembro e 14 de outubro. Boris Johnson acusado de jogada antidemocrática e ditatorial para calar opositores de um No Deal Brexit. Rebeldes conservadores poderão unir-se à oposição para provocar eleições antecipadas
Theresa May pressionada a demitir-se. “Sairá dentro de 10 dias”
Redação – 23 mar, 2019 – 21:30 • – Foto: Facundo Arrizabalaga/EPA Um milhão de pessoas saiu este sábado para as ruas de Londres para dizer não ao Brexit. A primeira-ministra britânica está a ser pressionada a demitir-se, avançam este sábado o “The Sunday Times”. Segundo o jornal, 11 membros do executivo querem que Theresa May saia. Diz a publicação que May foi pressionada na última noite para avançar uma data para a sua saída, depois de o DUP (partido da Irlanda do Norte) ter tornado claro que não apoia a chefe do Governo britânico.
“May e Corbyn têm revelado total falta de sentido de Estado e a História vai castigá-los”
António Saraiva Lima – 26 de Janeiro de 2019 – Foto: Roger Eatwell passou pelo Instituto de Ciências Sociais de Lisboa para falar sobre o seu último livro / RUI GAUDÊNCIO Investigador britânico critica a actuação dos dois líderes no processo do “Brexit” e diz que o Reino Unido “está politicamente estropiado”. Em causa não está apenas a saída da UE, mas o sistema político, que corre o risco de “implodir”. É co-autor do livro National Populism – The Revolt Against Liberal Democracye passou pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa para o apresentar e debater.
Acordo do “Brexit” chumbado (não aprovado) pelo parlamento Britânico
Sapo Notícias – 15 jan, 2019 Foto: Zap Notícias AEIOU.pt Foi a maior derrota parlamentar para um primeiro-ministro britânico na era moderna. Oposição anuncia moção de censura e União Europeia lamenta chumbo do acordo. Os deputados britânicos chumbaram esta terça-feira o acordo para uma saída ordenada alcançado entre o Reino Unido e a União Europeia. Um total de 432 parlamentares votaram contra o entendimento. Apenas 202 pronunciaram-se favoravelmente.
Os sentidos da rebelião francesa
Umair Haque – 13/12/2018 Foto: Jornal O Globo Governo Macron recua e entra em crise. Mas as revoltas vão se espalhar e exigem saídas novas. Uma delas: resgatar os cidadãos, emitindo e distribuindo dinheiro. O artigo é de Umair Haque, Diretor do Havas Media Labs e autor de “Betterness: Economics for Humans” e “The New Capitalist Manifesto: Building a Disruptively Better Business“, publicado por Outras Palavras, 11-12-2018. A tradução é de Marianna Braghini.
Um brexit sem acordo é o resultado mais provável da cimeira de Salzburgo
A rejeição dos planos de May pelos líderes da UE aumentou a possibilidade de fracasso. Wolfgang Münchau – 25 Setembro 2018 — 06:23 Foto: Notícias ao minuto Os líderes da UE concluíram que o Reino Unido vai nunca aceitar um brexit sem acordo. Essa conclusão advém da sua posição negocial. No final, a inferência pode ser a correta. Mas, com a poeira a assentar após a cimeira da semana passada em Salzburgo, aquela parece uma aposta imprudentemente arriscada.
O Ovo da Serpente. Marcelo Barros
“Minha função de pastor me obriga a ser solidário com toda pessoa que sofre e empenhar toda minha vida por uma Política em defesa da dignidade de todo ser humano.” Dom Oscar Romero Marcello Barros – 21/09/2018 Foto: Marcos Neto É triste perceber que mesmo nas Igrejas cristãs, o ovo da serpente está sendo chocado e bem cuidado. O papa Francisco tem denunciado que “esse sistema mata”. Parece que até agora para a hierarquia e para o clero da Igreja Católica, como para muitos fieis, essa não é a preocupação.