Queriam ser homens como os outros

“Padres Casados” – Tema de capa da revista «Domingo», do jornal «Correio da Manhã», de 21 de junho de 2016 Vanessa Fidalgo, Jornalista do “Correio da Manhã”, de Lisboa, fez uma reportagem sobre os padres casados de Portugal para o  suplemento “Domingo” do mesmo Jornal . Informada da existência do MFPC (Movimento das Famílias dos Padres casados), ela também nos solicitou uma entrevista. Aceitei, mas com a reserva de do direito de a publicar na íntegra em nosso Site. Sai hoje, junto com este artigo.  —  Vanessa, tirando os títulos, como PADRES DEIXARAM A IGREJA PARA PODER CASAR, e outros que não dependeram dela, mas do chefe de redação, foi bastante fiel ao conteúdo das respostas, tanto as dos colegas de Portugal, com quem estou m contato, como as minhas. A foto ao lado é de Luís Salgueiro, o atual Presidende da Fraternitas, movimentos dos padres casados de Portugal – João Tavares

Entrevista de João Tavares a Vanessa Fidalgo

Mais uma vez a imprensa quer saber sobre a vida e a história dos padres casados. Desta vez, a Revista DOMINGO, suplemento do CORREIO DA MANHÃ, de Lisboa. A Jornalista e escritora Vanessa Fidalgo (foto), para a sua reportagem “Queriam ser homens como os outros”, entrevistou três padres casados em Portugal e, tendo sabido da existência do MFPC, solicitou à Diretoria para entrevistar alguém do Brasil. Fui incumbido de responder. O artigo de Vanessa, publicado no dia 21/06, também está sendo publicado hoje neste Site. João Tavares

“Deus queria que eu fosse um padre casado”, diz ex-sacerdote católico

O ex-padre católico Alberto Cutié com a mulher, Ruhama, e os filhos, Albert e Camila  “Sou um padre melhor como um homem casado”, diz Alberto Cutié. Apesar de não questionar o desempenho dos sacerdotes casados, dom Antonio defende a disponibilidade que o celibato promove e não acha que a sexualidade seja um problema para os padres. “É mais difícil viver a sexualidade no casamento do que no celibato”, diz.

Paulo VI vetou pedido da CNBB de rever celibato.

 Localizadas no Arquivo Secreto do Vaticano propostas de bispos brasileiros ao Concílio Vaticano II, em 1965, que foram censuradas: ordenação de homens casados e controle de natalidade. O Arquivo Secreto do Vaticano mantém, em duas pastas guardadas a sete chaves, cópias das propostas feitas por bispos brasileiros sobre o celibato dos padres e o controle de natalidade, na última sessão do Concílio Ecumênico Vaticano II, em 1965. Os textos não foram transcritos nas atas da reunião, como seria de praxe, porque o papa Paulo VI proibiu a discussão dos temas. Acreditava-se que os documentos tivessem sumido, conforme observou o teólogo e historiador padre José Oscar Beozzo no livro A Igreja do Brasil no Concílio Vaticano II (Editora Paulinas, 2005).  

Memórias do Concílio Vaticano II: a proposta de bispos brasileiros para a falta de padres

  ” .. O arcebispo de Goiânia, Dom Fernando Gomes, assinalou as graves deficiências do esquema PRESBITERORUM ORDINIS: “O esquema, mesmo na sua nova redação, causou a nós e a muitos outros Padres Conciliares, uma grande desilusão. Julgamos que o texto das proposições constitui uma injúria aos nossos diletíssimos sacerdotes que trabalham conosco na vinha do Senhor. Se o Concílio Vaticano II disse coisas tão belas e sublimes quando tratou dos Bispos e dos Leigos, por que agora, ao tratar dos sacerdotes diz tão pouco e de modo tão imperfeito?”

NOTA DE FALECIMENTO: José Lisboa Moreira de Oliveira

  . Mesmo com quase três meses de atraso, não podemos deixar de comunicar a notícia do falecimento de nosso colega,  José Lisboa Moreira  de Oliveira.   Acabo de receber a notícia através do colega Valenty Cejnog, de Juiz de Fora, MG, com um rápido comentário: “Penso eu que com a morte dele perdemos um grande intelectual e professor. E eu diria – um verdadeiro profeta de Deus no mundo de hoje. Os seus artigos e textos expressavam muito bem o que sentem muitos de nós, padres casados.”

DARCY CORAZZA (1931-2015) – DESCANSA EM PAZ!

COMUNICADO AO PADRES CASADOS Caro João, com pesar comunico que esta noite, na casa da filha, na Praia Grande, faleceu nosso amigo Pe. Darcy Corazza que,apesar de cego e doente, acompanhado pelo generoso casal Francisco e a saudosa Rosa, veio até nós brindar com sua palestra e nos lembrar que, como Cristo, fomos promovidos ao estado laical. O ano passado juntamente com o Pe.Gisberto, o bispo Dom Celso Queiroz e outros padres celibatários ou não, tivemos também em Brodowski para reunião informal fraternal, como anualmente acontece. Peço-lhe a gentileza  de comunicar a notícia  aos irmãos e especialmente ao Almir, cujo endereço não está aparecendo em meu PC neste momento.  Muito agradeço com fraternais saudações. Mario Palumbo

O celibato opcional na Igreja Católica Maronita do Líbano

No Líbano, não há falta de vocações para o sacerdócio nem para a vida religiosa, e os responsáveis selecionam com muita atenção os candidatos. Foto: seminaristas maronitas no Maronite Patriarchal Seminary, no Líbano “É claro, dizia-nos o reitor, que a opção dos sacerdotes com família tem outras exigências, não é fácil cuidar de uma família e da paróquia ao mesmo tempo, mas é uma questão de vocação. Quando o Senhor chama, Ele também dá as forças necessárias para responder.”

HOMENS PROIBIDOS – O filme que pode mudar a História da Igreja

 “Os sacerdotes estão se mobilizando no campo dos direitos humanos, abordando não apenas o Vaticano, mas também a Organização das Nações Unidas (ONU) para conseguir a liberdade e o direito de se casar. Só o Papa, o revolucionário Papa, que pode abolir rapidamente a obrigação do celibato, devolvendo a estes homens os seus direitos naturais e humanos”.

Sínodo: e se a solução fosse o Jubileu?

Divorciados e padres que abandonaram o ministério têm algo em comum, algo que interpela profundamente o coração da Igreja e que, no Jubileu, no abraço misericordioso da própria Igreja, poderia finalmente encontrar resposta. Trata-se de situações que brotam, ambas, de uma experiência de fracasso humano. A opinião é do padre e teólogo italiano Basilio Petrà, professor de teologia moral na Faculdade Teológica da Itália Central e de moral ortodoxa do Pontifício Instituto Oriental de Roma. O artigo foi publicado no blog L’Indice del Sinodo, 22-03-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.