“É contraditório cortar gastos e elevar juros numa economia em recessão”.

 “Vejo a crise econômica se aprofundar devido à crise política que dificulta as iniciativas do governo em busca de uma saída para os problemas”, constata o economista. Entrevista especial Gentil Corazza 11/09/2015 – Imagem: Jornal GGN Uma série de fatores combinados explicam as causas da crise econômica brasileira, mas todos eles estão envolvidos num mesmo pano de fundo: a crise política, diz Gentil Corazza em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

‘Pela primeira vez no Brasil, temos gente rica assustada’

Sócio majoritário do conglomerado Semco Partners e ex-professor de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ricardo Semler tornou-se um dos empresários brasileiros mais conhecidos no exterior nos anos 90 por aplicar em sua empresa princípios gerenciais que ficaram conhecidos como ‘democracia corporativa’.

Zygmunt Bauman, “seus netos continuarão pagando os 30 anos da orgia consumista”

Devolver dinheiro para bancos não pode ser solução para crise, pois é sua continuação, revela Bauman em entrevista a Laura Britt e Petros Panayotídis, do Monitor Mercantil, publicada nesta quinta-feira (20). “A metade do problema é o excessivo consumismo, o esbanjamento que predomina. E é por isso mesmo que nenhum provável partido de poder não promete aos seus eleitores que combaterá o consumismo”, continua o sociólogo polonês, vice-reitor da London School of Economics, que se define um pessimista a curto prazo em relação ao futuro da sociedade.

Contra mudança climática religiosos são difusores de mensagens pelo meio ambiente

Metas e medidas para proteger a natureza das ações destrutivas do homem e amenizar os impactos das mudanças climáticas, como reduzir a emissão de gases de efeito estufa, estão sendo preparadas por vários países para contribuírem com a Convenção das Nações Unidas sobre o Clima (COP21), que acontece entre o fim de novembro e início de dezembro deste ano, em Paris [França].

Sínodo sobre a Família: entre a tradição e a modernidade

“Se o casamento se torna “autorreferencial”, perde a si mesmo. Para não ser autorreferencial, o casamento deve estar aberto à complexidade”, afirma o teólogo, pois “a Igreja não é um museu, mas um jardim” O “ponto delicado” dos debates do Sínodo dos Bispos sobre a Família gira em torno de aceitar duas posições: de um lado, que “não devemos desistir de nada relativo ao ‘evangelho da família’”, mas, de outro, que “não devemos confundi-lo com uma estrutura histórica particular”, diz Andrea Grillo à IHU On-Line.

O que quer o Estado Islâmico?

“O que quer o Estado Islâmico é a construção de um Estado com base na Sharia, na interpretação social da fé islâmica segundo uma doutrina conservadora e que não respeitaria as fronteiras estipuladas após a derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial.”  

Medo, o triunfo da intolerância

 “A nova forma ‘conservadora’ que toma conta da política brasileira anuncia muitas dores, o que só não é percebido pelos que não estudam a massas urbanas e modernas. Pregar a extinção de outras crenças e culturas é uma regressão cultural que equivale ao feito pelo nazismo e pelo estalinismo no século XX”, afirma o professor Roberto Romano. 

Presidente da CNBB: “O povo já não aguenta mais tanta corrupção”

Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha considera missão da Igreja participar da política. Mas a atuação segue os propósitos católicos, baseados na ética e no bem comum, diferentemente dos interesses partidários e corporativos que ditam governos e campanhas eleitorais. Atento observador da sociedade, o arcebispo afirma que, em tempos de crise, a Igreja tem de exercer o papel do profeta: questionar, transformar, sem receio de desagradar ao senso comum.